05/10/2009

A INQUISIÇÃO PORTUGUESA: TESTEMUNHOS E HISTÓRIAS

E a Inquisição através, principalmente, de três séculos, em Portugal, fez quanto lhe aprouve, coma cumplicidade da corte, tripudiando sobre toda a gente, ensopando a Pátria em sangue, cobrindo de atrocidades a Nação inteira.
Ninguém lhe escapava – uma vez que cheirasse a dinheiro aos inquisidores ou lhe fizesse ciúmes por seus merecimentos ou honras. Mesmo eles não descansavam de erguer, a grandes alturas, inculcas do seu poderio e grandeza, sendo um dos meios o saber-se por todo o Reino que eles tinham nos seus cárceres gentes de importância.
O Dr. António Baião director do Arquivo da Torre do Tombo, dedicou anos ao estudo da Inquisição em Portugal, Brasil e Goa. Nos seus estudos faz menção de vários processos da Inquisição, nos quais figuraram como réus vários homens de letras e de ciências de Portugal.
Entre outros, sem falar já do muito conhecido, caso de António José – o Judeu, foram condenados pelos inquisidores de Lisboa, Coimbra ou Évora, o cónego e poeta Baltazar Estaco, o Dr. António Homem, Fernando de Pina, filho do cronista Rui de Pina, o humanista e poeta Diogo de Teive, o matemático André de Avelar, o jurisconsulto Francisco Vaz de Gouveia, o engenheiro e inventor Bento de Moura Portugal, o Cavaleiro de Oliveira, o poeta dos Ratos da Inquisição, Serrão de Castro, o poeta Francisco Manuel do Nascimento, os netos de Pedro Nunes, que foi mestre do cardeal D. Henrique, de D. João de Castro e de D. Sebastião, etc.
Dois dos mais perseguidos foram o grande historiador Damião de Góis e o padre António Vieira.
Para se ter uma pequena dimensão do valor de Damião de Góis, bastará reproduzir as seguintes palavras do Dr. António Baião: “A sua personalidade é deveras complexa. Político, como feitor em Flandres, soube representar lá fora o nome português e granjear fama europeia; humanista, as suas obras e as suas cartas em latim podem pôr-se a par das melhores da Renascença; historiador, as suas crónicas são ainda hoje consultadas com proveito e o seu nome figura com a maior justiça entre os dos nossos melhores clássicos quinhentistas.”
Durante a sua ausência no estrangeiro exerceu missões de confiança junto do rei de Dinamarca, conviveu com Melâncton, Lutero e Erasmo, e frequentou as Universidades de Lovaina e de Pádua. Um belo dia, é surpreendido pela notícia de que o seu livro sobre costumes e religiões do rei da Abissínia, escrito em latim e impresso em Antuérpia, fora impedido de circular em Portugal. Queixa-se; o inquisidor-geral, ao tempo o cardeal D. Henrique, dá-lhe explicações, mas nem estas o satisfazem nem a Inquisição o esqueceu um momento mais.
Delatou-o depois o jesuíta Simão Rodrigues como discípulo de Erasmo, como luterano e até como disputando sobre a certeza da graça. Mas muito depois disso, o próprio cardeal D. Henrique encarregou-o de escrever a Crónica de D. Manuel, tendo sido nomeado guarda-mor da Torre do Tombo.
Em 1571, o próprio genro vem depor contra ele, já lançado nos cárceres secretos. Além das delações já feitas, comprometem-no também outras pessoas, incluindo uma sobrinha. Ele só pede que o despachem, porque está com mais de setenta anos, com nove meses de cárcere, sem forças para se ter nas pernas e cheio de usagre e sarna por todo o corpo!
Pede um livro em latim, para distrair o pensamento, pois está “apodrecendo de ociosidade”. Pois nem ao menos isso lhe concedem…
Finalmente, em Outubro de 1572, vinte meses depois de preso, e ao fim de dezoito vezes ouvido, leram-lhe a sentença, na qual os inquisidores o mandavam abjurar dos seus erros heréticos perante eles e o condenavam a cárcere penitencial perpétuo, no sítio para onde fosse mandado pelo cardeal D. Henrique. Saiu em Dezembro para o Mosteiro da Batalha. E assim, um homem de “reputação europeia” – como escreve o Dr. António Baião – esteve vinte meses humilhado em desespero atroz “à mercê de pigmeus de que a História só fala para os acusar das carnes inocentes que fizeram queimar.”
Em 1665, coube a vez ao padre António Vieira, preso nos cárceres da Inquisição de Coimbra.
Depois de denunciado por um colega seu da Companhia de Jesus e lente no Colégio de Santo Antão, Martim Leite, e pelo prior da Igreja da Madalena, Jerónimo de Araújo, foi encarcerado, sendo-lhe atribuídas culpas de judaísmo, por denúncias de Manuel Ferreira e do Dr. Fernão Sardinha, médico da Câmara de El-Rei, tendo este chegado a afirmar ter-lhe ouvido dizer “que para conservação do Reino era necessário admitir nele publicamente os Judeus.”
Foi interrogado em 21 de Julho de 1663, em 25 de Setembro do mesmo ano e em 20 de Outubro. Neste último interrogatório, segundo rezam os autos, citados pelo Dr. António Baião “…logo foi mandado pôr de joelhos e se persignou e benzeu, e disse a doutrina cristã, a saber: o Padre-Nosso, Ave-Maria, Creio em Deus Padre, Salve-Rainha, os mandamentos da Santa Madre Igreja – e terminal: e tudo disse bem!!”
E diz o Dr. Baião: “Ao padre António Vieira,, ao grande orador das coisas sagradas do século XVII, faziam-se na Inquisição perguntas aviltantes e deprimentes do seu extraordinário saber, das suas crenças tão enraizadas e fixas… Cinquenta e cinco anos de altos serviços ao País, cinquenta e cinco de tanta dedicação pela ciência, que o colocavam num lugar privilegiado, eram examinados –em doutrina cristã!”
Depois de 8 de Agosto de 1666, é interrogado em vinte e oito audiências!... E o Conselho Geral determinou que contra ele se procedesse – como contra pessoa de cuja qualidade de sangue não consta ao certo!!!
Em 23 de Dezembro de 1667, ou seja depois de vinte e seis meses de cárcere, foi proferida a sentença, contra o maior vulto de Portugal de então, conforme se exprime o ilustre autor dos Episódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa – privando-o para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar e o mandavam ser recluso no Colégio ou casa de sua religião que o Santo Ofício lhe assinasse, de onde, sem ordem sua, não sairia… e que por termo por ele assinado se obrigasse a não tratar mais das proposições de que foi arguido no decurso da sua casa, nem de palavra nem por escrito, sob pena de ser rigorosamente castigado!
É inacreditável!

Vejamos estas palavras do Dr. Baião: “Assim procedia a Inquisição com um religioso da Companhia de Jesus, teólogo, e mestre de Teologia, Pregador de El-Rei de Portugal, e ministro seu na Cúria Romana e outras cortes, confessor nomeado do Senhor Infante, superior e visitador-geral das missões do Maranhão com os poderes de seu geral, e tão benemérito da Igreja que durante dez anos se empregou na conversão dos gentios, tendo tido muitas e muitas vezes disputas com os hereges em França, Holanda, Inglaterra e noutras partes.
Assim se vexava, ultrajava e condenava, por instigação de seus émulos, o grande orador sagrado que na nossa história literária se chamou padre António Vieira!”

24/09/2009

INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: UM ECO COM RETORNO

UM ECO TENEBROSO! - A vítima está nua… Mandando-se-lhe que dissesse a verdade, respondeu:
- Conhecem-me muito mal; desde o primeiro dia que eu disse a verdade e nada mais tenho que dizer! Tapem-me os olhos para que eu não me veja, estando nua!...
Ataram-lhe os braços un ao outro, com uma corda. E ela disse:
- Mesmo que aqui me tirem a vida, morrerei como cristã!... Redentor do Mundo, Jesus, adorado será Tu na cruz eu adoro-Te!...
De novo admoestada para que diaga a verdade, responde:
- Já está dita.
É mandada deitar na mesa do tormento. E depois de deitada, disse:
- Ai, senhores! Porque acreditais em mentirosos?... Senhor! Eu Te confesso e adoro e dai-me forças na tribulação.
Começam a ligá-la ao tormento e adoestam-na a que diga a verdade.
- Como eu Te creio Senhor, assim me ajudes – disse ela.
Perguntar-se-lhe se quer que lhe sejam lidas as perguntas do processo, a fim de avivar a memória.
Respondeu que as tem bem estudadas, que não quer que lhas leiam, e que, como Deus sabe que são falsidades, a livre, e que fizessem o que quisessem.
Foram-lhe lidas as perguntas. Respondeu que já tinha respondido a cada uma e dito a verdade.
São-lhe mandadas apertar as cordas dos braços. Quando se lhe começa a apertar o cordel do braço direito, diz:
- Que quereis que eu diga? Quereis que eu diga falsidades?
Disseram-lhe que não dissesse senão a verdade!
- Não pequei, Senhor meu, Tu bem o sabes! Estou inocente! Já disse a verdade!... Parece que me quereis matar!
Foram-lhe apertando as cordas do braço esquerdo.
No meio de gritos de dor, disse:
- Não mateis as gentes, deixai-as viver!... Olha que me afogo… tenho os braços sobre o estômago! – e deu um grande grito.
É admoestada que diga a verdade, se não quer continuar sujeita a tamanho sofrimento. Responde que já a disse!
- Pois não me confessaria?! A Ti, meu Deus, me confesso! – gemeu a mártir.
Foram-lhe mandados apertar os cordéis das pernas; e sendo admoestada para que dissesse a verdade, disse que já a tinha dito. E, aos gritos, acrescentou:
- Porque acreditais em mentirosos?
Dão os inquisidores ordem para que lhe seja atada a cabeça com uma corda à mesa do tormento e lhe seja despejado um jarro de água sobre a cara, boca e nariz.
Tendo-se-lhe dito que dissesse a verdade, perguntou:
- Qual é mais para recear, o fogo do Inferno ou a água?
Começou-se a deitar a água até despejar o primeiro jarro. Quando pôde falar, disse:
- Matam-me sem culpa!
Foi mandado despejar outro jarro, e admoestam-na para que diga a verdade. Responde: - que já disse a verdade.
Continuou a despejar-se água; e quando se parou por um pouco, disse:
- Oh cruel verdugo! – e não disse mais nada.
Acabou de se despejar o jarro, e, intimada a dizer a verdade, disse: que assim Deus a livre, como tem dito apenas a verdade!
Por ser tarde, os senhores inquisidores mandaram suspender o tormento, com protesto de continuar depois, se a vítima persistisse em… não dizer a verdade!
Qualquer crente na Bíblia, pode perceber que esta senhora que é torturada, não o é por crer nas Sagradas Escrituras. Outro motivo será…cruel é ferir, aviltar e matar os que são da sua própria fé.
Pôde isto acontecer em Portugal? Sim!
Pode isto voltar acontecer em Portugal? Sim!
Pode isto acontecer no Brasil? Sim!
Ao acontecer, não será aos da própria crença mas àqueles descritos em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Será que a tua relação com Jesus hoje te dará forças para viver se necessário, tal experiência, sem negar o Senhor?

NAS QUATRO COVAS DAS FERAS

E era assim, por toda a parte: nos cárceres secretos do (1ª Cova) Rossio, em Lisboa; nas covas tenebrosas, ocultas no (2ª Cova) Largo do Marquês de Marialva, em Évora; nos antros ignominiosos da Inquisição de (3ª Cova) Coimbra e nas (4ª Cova) masmorras infectas de Goa!
Porque a Inquisição atravessou com os seus furores os mares e assolou a América e a Ásia. A Espanha vomitou a Inquisição no México. Portugal instalou em 1561 o tribunal sinistro em Goa, independente da Inquisição suprema da Metrópole. Foi lá que exerceram as altas funções divinas da Santa piedade, como inquisidores-gerais das Índias, entre outros, Bartolomeu da Fonseca e Frei Gaspar de Melo.
O processo ali era igual ao da Europa: mas os cárceres eram mais imundos, os desgraçados tinham ainda menos esperança de escapar aos horrores da sua triste sorte, e estavam os perseguidores mais seguros da sua impunidade. E raro era o ano em que não alumiasse sinistramente as plagas de Goa o clarão das fogueiras da Inquisição, acesas no Campo de S. Lázaro!
Nas quatro covas das feras do Santo Ofício se aterrorizava e explorava a humanidade. Dali, a Igreja de Roma perpetrava o roubo, o confisco e o assassínio. À vista dessas covas, feitas pelos modelos das de Sevilha, Toledo e Granada, Valladolid, Córdova e Conca, fizeram os papas os negócios mais infames! Ora vendiam por bom dinheiro a absolvição às caravanas de hereges que afluíam a Roma para lha comprarem.
Ora esgotado esse farto manancial, estabeleciam a faculdade de recusar, pela qual o herege podia queixar-se da Inquisição.
Neste caso, quem mais dava, mais direitos tinha. Se o herege era rico e pagava mais do que os inquisidores, o papa recusava a estes o direito de julgar; se o inquisidor mandava a Roma mais dinheiro do que o herege, o papa autorizava-o a exercer as funções de julgador. Ora, como o inquisidor confiscava os bens e, por isso, se tornava capaz de pagar mais do que o confiscado, este havia de ser com certeza degolado “pela Inquisição ou pelo padre-santo”. Ainda o papa engendrou outro meio de apanhar dinheiro e que lhe deu magníficos resultados: - outorgou para si próprio o direito de solicitar a reabilitação dos hereges. Como se sabe, os filhos e os netos dos condenados na Inquisição ficavam desonrados e incapazes do exercício de qualquer cargo. Com dinheiro, porém, reabilitava-se o morto e com ele os seus herdeiros. E era assim que os cofres do "vigário de Cristo" na Terra se enchiam de ouro que os hereges lá iam despejar para a compra da reabilitação!...
Nas quatro covas das feras do tribunal infame, cujos familiares eram capazes dos crimes mais espantosos, diante da impassíveis atroz dos inquisidores, tremiam martirizadas, as carnes dos hereges nus; rompiam, longe da luz do Sol e sem que alguém os ouvisse fora das paredes da casa dos tormentos, os fritos lancinantes da dor dos desgraçados, amarrados ao potro, torturados pela água e pelo fogo, ou nos tratos de polé; sucederam todos os dias e durante séculos, “todos os horrores da mais cruel, da mais brutal, da mais repugnante, da mais bárbara das instituições que o fanatismo engendrou na humanidade!”

23/09/2009

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: O REI MAGNÂNIMO

Corre a época do “magnânimo”, do “Cristianismo”, do rei freirático e frascário, D. João V. e continua o mesmo coro selvático de gritos de dor nas masmorras das quatro covas da fera! Nos salões do Paço da Ribeira não entra o cicio de um só gemido, que se escapasse dos Estaus, que enganasse a atenta vigilância de D. Nuno da Cunha, o inquisidor-geral, e tocasse no coração de Dª Mariana de Áustria!... Desapareciam a cada passo, barra fora, a caminho do Brasil, as levas de condenados pela Inquisição e, durante o reinado afrodosíaco do amante da Madre Paula, milhares de vitimas foram condenadas à fogueira!
Um século antes, em 1620 era atormentado Baltasar Estaco, entre outras coisa, por se lhe terem metido na cama, várias vezes, para o aquecerem, mulheres-donzelas, despidas!... Nas covas das quatro inquisições de Portugal continuavam a quebrar-se os ossos aos hereges… E D. João V, o que fez fabricar em Roma a capela de S. João Baptista da Igreja de S. Roque, o monarca devoto, que por tanta devoção recebeu do papa o título de fidelíssimo (!), o que foi tão magnifico em coisas de religião, além de viver amancebado com a Madre Paula, enchia-se de dormir, perfumado de incenso, entres as carnes provocantes de todas as freiras de Odivelas!
"Em 1715, aceitando convite do papa Clemente XI, fez armar uma frota para defender Corfu. Foi comandada por Lopo Furtado de Mendonça, conde do Rio Grande. Tal socorro foi impedido pelos ventos de chegar a tempo, voltando a entrar na barra do Tejo. Obteve porém grande vitória no ano seguinte no cabo de Matapão. A criação da basílica Patriarcal, em Lisboa, em 1717, se deve muito a tal êxito. Roma, aliás, sempre foi para D. João V o verdadeiro fiel da balança européia, Portugal sendo um país em que Estado e Igreja continuavam a ser um bloco homogêneo. Houve conflito em 1720, melhorado em 1730 com a eleição de Clemente XII e o reatamento diplomático. Em 1747 D. João alcançou grande vitória ao lhe ser concedido o título de «Fidelíssimo» pela Cúria."

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: A AGONIA!

Foi o Marquês de Pombal que quebrou, enfim, o poder da Inquisição! Ela era de tal força no sangue envenenado da Nação, que nem o Marquês a extinguiu!
Mas reformou-a, impôs-lhe um regulamento, transformou-a em tribunal régio, e reservou-lhe o conhecimento das causas relativas à pureza da fé. O regimento que o Marquês lhe deu – confirmado por alvará de 1 de Setembro de 1774 – acabou com todas as formas odiosas dos processos inquisitoriais.
Nunca mais, desde essa hora, o Santo Oficio pronunciou uma sentença de morte!
E ainda mais fundas lhe cortou as unhas, o grande ministro, quando aboliu todas as distinções entre cristãos-novos e velhos; quando declarou os cristãos-novos aptos para quaisquer empregos públicos e dignos de quaisquer honras, impondo também, graves penas a quem os insultasse; quando declarou livres todos os escravos nascidos em Portugal, assim como livres o que viessem do Brasil, iguais aos europeus os habitantes da Índia Portuguesa; quando aboliu o índex jesuítico, que pesava com mão de ferro sobre o pensamento em Portugal – segundo a frase de Pinheiro Chagas.
Entrou, assim francamente, na agonia o velho monstro!

03/09/2009

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: VIVA A LIBERDADE!

E essa agonia foi o Santo Ofício arrastando durante quarenta e seis anos que se seguiram à data da reforma do marquês.
Dizia, é verdade, e com muita justa razão, Francisco Manuel do Nascimento, em anotação à Ode escrita de Paris em 1806:
“Considerai bem que a Inquisição é uma serpente, que está por ora como amodorrada, mas que apenas, por desgraça de Portugal, subir ao trono um rei, a quem os frades fanatizem, súbito amodorrada serpente acorda, espreguiça-se, e tomando novas forças, remoçada devorará o Reino, que a não matou. Considerai que sopita um tanto no reinado de D. João IV, apenas ele morreu, com que devastadora crueldade não se ensopou ela no sangue das infelizes vítimas do seu ciúme e da sua cobiça, até que o marquês de Pombal a açaimou.”
É, todavia, certo que, apesar dos frades terem tido nas suas mãos a rainha louca, nem mesmo durante o reinado da filha D. José, a Inquisição conseguiu refazer-se do golpe decisivo que o marquês lhe dera!
Entra na Regência o grande e heróico príncipe João… e também o Santo Ofício apenas tem forças para fingir que ainda vive, como demonstram os processos de Curvo Semedo, José Agostinho de Macedo, Silvestre Ferreira, André da ponte do Quental da Câmara, avô de Antero do Quental, Bocage e Rebelo da Silva.
Por último, estando o dito grão – príncipe João, com sua família e fâmulos, de jornada pelo Brasil, em homenagem aos generais de Napoleão Bonaparte, rompe em 24 de Agosto de 1820 a revolução no Porto.
E em 15 de Setembro, o povo de Lisboa, tendo-se concentrado no Rossio, entrou no Palácio da Inquisição, situado precisamente no lugar onde esteve o palácio dos Estaus e onde actualmente realça o edifício do Teatro Nacional, esfrangalhou tudo a que pode deitar a mão, visto ter encontrado os cárceres vazios, e, por fim, arremessou ao chão, fazendo-a em cacos, a estátua da Fé!
Matava assim o povo, para sempre, a Inquisição portuguesa!
Sirvam-lhe pelos séculos fora, de epitáfio, estas palavras de Alexandre Herculano:
“Nos três factos principais, manifestação completa do espírito da mais atroz, da mais anticristã instituição que a maldade humana pôde inventar, se resume a história da Inquisição portuguesa: - nas capturas arbitrárias; nos longos cativeiros sem processo; nas fogueiras devorando promiscuamente o Cristão e o Judeu por honra da Inquisição e glória de Deus…
Eis o que se fizera antes de 1547 e o que se fazia depois. Os escândalos… as espoliações, as falsificações, as mentiras impudentes, os atentados contra os bons costumes, as hipocrisias insignes, as barbaridades ocultas, as hecatombes públicas de vítimas humanas!”


Bibliografia:
Enciclopédia pela imagem A INQUISIÇÃO
Frei Francisco Xavier - Diálogos de Vária História
Alexandre Herculano - Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal
Arte Religiosa em Portugal - Emílio Biel & C.ª
Pdre António Vieira
Nota: Estas obras servirão de documentação ao trabalho que apresentaremos neste Blogue sobre a Inquisição em Portugal.

01/09/2009

AFINAL A COISA ESTÁ MESMO FEIA

“Verbo Domini coeli firmati sunt”(Sl XXXII, 6)

Pela palavra de Deus, os céus foram firmados.
A Palavra de Deus é o Verbo, o Filho de Deus. A Palavra de Deus é a Verdade, pois que o Filho de Deus encarnado declarou ser a Verdade: “Ego sunt via, et veritas, et vita”( Jo., XIV,6).
Portanto, é pela verdade que os céus foram firmados.
E se até os céus foram firmados pela verdade, nada há que a Verdade não fortaleça.
Exactamente, a crise que a Igreja e o mundo hoje atravessam foi causada pelo fato de que o Vaticano II não buscou a verdade. Antes, pelo contrário, com a escusa da pastoralidade, os Bispos, no Vaticano II, procuraram agradar ao Mundo, usando um palavreado ambíguo, fruto da Fenomenologia e da Hermenêutica Moderna.
Nem proclamaram a verdade, nem condenaram os erros.
O mundo logo seguiu o exemplo do Vaticano II e proclamou, na revolução de 1968, o novo dogma infernal: “É proibido proibir".
Tudo é permitido.
O relativismo triunfou.
Resultado: o mundo caiu no maior abismo a que se chegou na História, e até os “céus” foram abalados, porque se omitiu a verdade que os firmava.
Desde o Vaticano II, pela desgraça do ecumenismo, o indiferentismo religioso, o relativismo e o subjectivismo lançaram o mundo no abismo da incerteza, e abalaram os meios eclesiásticos, os “céus”.
O Vaticano II adoptou a Fenomenologia como linguagem filosófica para se comunicar com o mundo in gaudio et spes. E daí vieram “tristitiae et angustiae”. Tristezas e angústias.
Graças a Deus, agora, Bento XVI faz a barca de Pedro voltar a amarrar-se nas colunas da Verdade e da Caridade. Na Hóstia consagrada e em Maria Santíssima.
Em sua recente encíclica, Caritas in veritate, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante – e gloriosamente não é fórmula de praxe, mas luminosa realidade – estabeleceu como fundamento de tudo a verdade objectiva, condenando o opinionismo, o subjectivismo e o relativismo.
Eis suas palavras:
“A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
E ainda:
“No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
Para a doutrina católica do conhecimento e da verdade, tal como foi expressa por São Tomás, “a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas”.
Eis a citação de São Tomás:
“Diz Rabi Ysaac no livro De Definitionibus (citado por Avicena in Metaphisica. Tomo I , cap. IX) que a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas” (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I, Q. XVI, a. 2).
A verdade é alcançada pelo conhecimento humano por via abstracta e não intuitiva. Através dos nossos sentidos, captamos as imagens sensíveis das coisas, e, por abstracção, formamos uma ideia do que elas são. Abstraímos das coisas a sua forma substancial. Na correspondência da ideia do sujeito conhecedor com o objecto conhecido, nisso está a verdade.

Verdade é a correspondência entre a

Idéia do <----------------- sujeito <----------------- e o objecto conhecido conhecedor <----------------- Nosso intelecto, mal comparando, “fotografa” a realidade. A “fotografia” assim obtida é o conceito formado em nosso intelecto. Todos os homens, normalmente, alcançam a mesma ideia de cada coisa conhecida. E é o que nos permite conversar e viver em sociedade. Todos temos a mesma verdade retirada da realidade. Se isso não fosse assim, ser-nos-ia impossível conviver. Seria impossível, para dar um exemplo, jogar xadrez, pois que cada um teria uma visão diferente das peças do xadrez e do próprio jogo. A verdade é, portanto, uma. Como escrevo para leitores da internet, se me permita dar um esclarecimento primário. A ideia de um mesmo objecto é a mesma para todos os que o conhecem. A palavra que expressa essa ideia única pode ser diferente em cada língua. Em italiano, a palavra “burro” significa manteiga. Mas, apesar disso, o conceito de manteiga, quer em português, quer em italiano, é o mesmo. A verdade é una. Além disso, a verdade é universal. Isto significa que ela é a mesma em todos os tempos e em todos os lugares. 1+1 = 2. Isso há muito tempo. Isto é, sempre foi assim e sempre será assim. O teorema de Pitágoras continua, e continuará sempre, exprimindo a mesma verdade: o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Hoje, se costuma dizer que certas ideias são antiquadas, ou que outras são modernas. O que é um relincho bem moderno. Uma ideia não se classifica primeiramente como antiga ou nova, mas como certa ou errada. 1+1=2, em toda parte. Portanto, se a verdade é universal, sempre a mesma, e em toda parte, a verdade é imutável. Finalmente, deve-se lembrar que a verdade é objectiva, e não subjectiva. Não é a imagem da máquina fotográfica que produz o objecto fotografado. É o objecto fotografado que produz a imagem fotográfica. Do mesmo modo, não é a ideia que o sujeito conhecedor tem do objeto que produz esse objecto. É o objecto real que produz a idéia concebida no intelecto. A verdade provém do objecto. A verdade é objectiva. Concluindo, a verdade é: una, universal, imutável e objectiva. O mal do mundo actual provém da negação da existência da verdade objectiva. O que leva a pensar que a verdade é pessoal, múltipla, particular, mutável ou evolutiva, e subjectiva. Ora, o lugar onde cada um se julga possuidor de uma verdade pessoal única se chama manicómio. O mundo moderno é o grande manicómio da história. E o mais trágico é que esse mundo moderno exige que haja diálogo. Um diálogo em que cada palavra é entendida de modo subjectivo, por cada um. A Modernidade introduziu o diálogo dos loucos. Para os quais não há dicionário Como querer então que haja entendimento entre os homens? Houve um caso histórico anterior ao da Modernidade, no qual cada um tinha um vocabulário ininteligível para todos os demais . Foi o da Torre de Babel. Revivemos hoje a Torre de Babel. O Manicómio das filosofias. Com a sanção do Vaticano II, através da visão hermenêutica moderna, totalmente subjectivista. Dessa relativização da verdade nasceu a relativização de todos os valores. Se não há verdade objectiva, não há nem bem e nem beleza. Tudo seria mera opinião. Ninguém teria certeza de nada. Cada um acha o que quer. Então, para que estudar? Para que a escola? Para que a Igreja? Vivemos no reino do “achismo”. Num babel manicómio “achista”. Esse mal vem de longe. Vem de Descartes. Vem de Kant. Vem dos filósofos românticos que inventaram o Idealismo alemão. Para o Idealismo, é a ideia que põe o ser. A única realidade seria o eu pensante que criaria o real. O que cada um pensa seria a verdade para ele. Cada um teria a sua verdade. Portanto, não existiria a verdade objectiva. A verdade dependeria de cada sujeito. Ela seria subjectiva, pessoal. A guilhotina da Revolução Francesa, os canhões de Napoleão, os filósofos abstrusos alemães, ajudados pelo romantismo, fizeram triunfar o subjectivismo por toda parte. Esse mal destruidor da inteligência cognoscitiva, negador da verdade objectiva, foi sancionado pelo Vaticano II, com a adopção da Fenomenologia de Husserl, e da Hermenêutica moderna, decorrente dela, como meios aptos para exprimir a doutrina católica. Na verdade , para exprimir o Modernismo; Acontece que a Fenomenologia nega que se possa conhecer o ser e a hermenêutica moderna defende o livre exame da realidade. Ela afirma que tudo pode ser interpretado livremente, negando toda objectividade e toda possibilidade de conhecimento certo das coisas e dos textos. Com efeito, “a moderna Hermenêutica parte do pressuposto de que o ser não é cognoscível objectivamente, nem definível, é somente interpretável” (Mário Bruno Sproviero, in Verdade e Conhecimento – São Tomás de Aquino, Martins Fontes, São paulo, 1999, Tradução, estudos introdutórios e notas de Luiz Jean Lauand e Mário Bruno Sproviero, p. 97). A Fenomenologia e sua Hermenêutica permitiram ao Vaticano II afirmar que cada religião é a verdadeira para os seus seguidores. Não haveria uma religião verdadeira. Todas seriam verdadeiras. Ainda que contraditórias. Acreditando subjectivamente em sua religião pessoal, todos poderiam se salvar em qualquer religião que fosse. Daí nasceu o ecumenismo. Todas religiões sendo verdadeiras, tanto faz seguir uma ou outra. Daí, o indiferentismo e o sincretismo actual, esses dois filhos loucos do ecumenismo. Por isso, é de se comemorar jubilosamente que o Papa Bento XVI, 44 anos após o fim do Vaticano II, tenha tornado a defender que a verdade é objectiva e não relativa. E como para mau entendedor não basta meia palavra, cremos que para esse tipo de leitor do site Montfort – e é certo que muitos teólogos e bispos modernistas assiduamente nos lêem – é preciso e conveniente repetir-lhes a citação do texto de Bento XVI: “A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4). Bem entendido, senhores leitores de má vontade? Somente a verdade objectiva é que pode livrar o mundo moderno da loucura do opinionismo subjectivista e do relativismo. Há mais de quarenta anos essa verdade tinha deixado de ser pregada. Bendito seja o Papa Bento XVI que voltou a afirmá-la. Benedictus qui venit in nomine Domini. Este Papa colocou de novo, como fundamento de tudo, a Verdade. E a Verdade envolve, sobrenaturalmente, a Fé, e naturalmente a Metafísica. Fé e Metafísica são as bases de tudo. Até da política. A ONU — “Cette chose là de New York” – como dizia De Gaulle, até essa calamidade produtora de calamidades, até a crise da ONU comprova que nada subsiste sem a Fé e sem a Metafísica. Por isso, é pena que, quando um Papa clama de novo que existe a Verdade e torna a colocá-la como fundamento de tudo, até da Caridade, é pena que até entre os bons haja quem focalize como mais importante uma mera apreciação política, como ele fez, falando da necessidade de reformar a ONU. Da ONU, que a Verdade e a Justiça exigem que seja destruída. É um erro de perspectiva focalizar como fundamental uma mera opinião política de Bento XVI, quando se deveria exaltar a colocação da Verdade objectiva, Teológica e Metafísica, como fundamento de tudo. Fazer isso seria colocar a importância da critica da política acima da visão crítica dos erros teológicos e metafísicos. Nas palavras de Bento XVI na Spe salvi, isso acontece porque, “Tendo-se diluída a verdade do além, tratar-se-ia agora de estabelecer a verdade de aquém. A crítica do céu transforma-se na crítica da terra, a crítica da teologia na crítica da política(Bento XVI, Spe salvi,n0 20). Exaltemos a Verdade que firma até mesmo os céus. Pois a Verdade destruirá a ONU, essa quimera gerada em antros secretos pelos assim chamados... “homens de boa vontade”.
São Paulo, 22 de Julho de 2009. Orlando Fedeli
Este artigo revela muita coisa feia;
1) Eles não se entendem.
2) A Verdade não está relacionada com a Palavra de Deus.
3) Uma no cravo outra na ferradura, umas vezes estão contra o Papa outras a favor.
4) Há dentro da Igreja Católica o fermento da Inquisição.

01/08/2009

CRUZADAS, BALCÃS E CONSTANTINOPLA

Cruzadas pela Libertação da Terra Santa
1096 - I cruzada;
1147 - O Papa Eugénio III anuncia a II Cruzada;
1189 - III Cruzada;
1201-IV Cruzada;
1217 - V Cruzada;
VI Cruzada - 1248.
São João de Acre, na Terra Santa, é reconquistada pelos turcos em 1291. Junto com a cidade, cai a última possessão cristã na Síria, e assinala-se o fim das cruzadas. As tentativas sucessivas de libertação do Santo Sepulcro tiveram fracassos semelhantes.
Médio Oriente
Em 1401, a invasão dos mongóis, liderados por Tamerlão, chega a Damasco e a Bagdad. As Igrejas orientais, Jacobitas e Nestorianas, sofrem uma grande repressão, que continuará, com o sucessivo domínio otomano. 1400 D.C. Tribos mongóis sob Tamerlão invadem a Palestina.
Balcãs
1345 - Bandos de turcos penetram nos Balcãs como mercenários a serviço do Império Bizantino, contra a Bulgária, Sérvia e estados cruzados, que cresceram na Grécia depois que cavaleiros francos saquearam Constantinopla em 1204. Depois, os turcos retornaram a conquistaram a região.
1389 - Os turcos derrotam o exército sérvio, em Kosovo. O campo de batalha e os mosteiros são ainda locais sagrados para os sérvios, que rejeitam as reivindicações albanesas na área.
1526 - Um exército turco destrói uma base húngara em Mohacs, o rei Luís II é morto bem como a maior parte dos nobres húngaros. Ferdinando Habsburgo anexa a Hungria, a Boémia e a Croácia ao seu império. Os Habsburgos mantêm-se como a mais poderosa "casa"da Europa Central até 1918.
1683 - Exércitos turcos movem-se em direcção a Viena de Áustria. O controlo sobre os Balcãs é considerado opressivo e cruel.
1831 - Um recenseamento revela que cerca de um terço da população dos Balcãs é muçulmana. O Império Otomano vive um novo momento, de derrota. A população dos Balcãs vê com ódio os governantes islâmicos. Hoje ainda a relação entre sérvios, croatas e bósnios onde predomina o cristianismo e o islamismo não é muito pacífico.
Constantinopla
A queda de Constantinopla às mãos do Sultão Muhámad II, o Conquistador, verificou-se em 1453. Com a conquista turca de Constantinopla em 1453, realizada por Maomé II (Muhamad), o patriarcado ortodoxo da cidade perde o tradicional vínculo com o império do Oriente. Os sultãos reconhecem o patriarca de Constantinopla o papel de representante dos cristãos ortodoxos presentes no vasto império otomano. O cargo de patriarca é submetido a pesados impostos, enquanto a sede é deslocada para o bairro Fanario. Os turcos favorecem a centralização em Constantinopla de patriarcados antes independentes, como o sérvio ou o búlgaro. Por isso, as lutas de independência dos povos submetidos aos otomanos frequentemente se confundiram com a reivindicação de autonomia eclesiástica em relação à Constantinopla.

03/07/2009

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO AO LONGO DA HISTÓRIA


(*) Características fundamentais dos três grupos que mantiveram a doutrina ensinada por Jesus, sem aceitar quaisquer variantes ou alterações:
1º grupo - Cristãos primitivos;
2º grupo - Montanistas, Cátaros, Albigenses e alguns grupos Valdenses;
3º grupo - Na actualidade, os "Adventistas":
1- Jesus é reconhecido com Único "chefe" e Salvador (Actos 4:12; Heb. 4:3-6).
2- Aceitação total dos ensinos da Sagrada Escritura, sem aceitar nenhuma mudança nem inovação, nem nenhuma tradição humana (Mat. 15:6-9; João 5:39).
3- Aceitação da validade e importância dos Dez Mandamentos para o homem actual - mandamentos dados por Deus para o bem do ser humano (João 14:15; Apoc. 14:12; 12:17; 1ª João 2:3,4; Apoc. 22:14).

ALTERAÇÕES E INOVAÇÕES INTRODUZIDAS NO CRISTIANISMO

DATAS E TEXTOS DA BÍBLIA SOBRE O ASSUNTO:

336 ADObservância do domingo em vez do Sábado: Isto foi determinado pelo Concílio de Laodicéia, reunido neste ano, como confirmação religiosa da mudança feita por Constantino, em 7 de Março de 321 AD.
* O que diz Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:8-11
Mateus 5:17-19

538 ADEstabelecimento do papado: Este assunto, que tinha sido motivo de muitas controvérsias, foi finalmente decidido neste ano, quando Justiniano, imperador romano, proclamou o bispo de Roma “Bispo dos bispos e Chefe da igreja universal”.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 4:14-15
II Tessalonicenses 2:3-4

993 ADPrimeiro caso de canonização de um santo: Foi realizado em Roma, neste ano.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Romanos 3:23
Marcos 10:18

1022 ADA penitência: Deu-se-lhe um carácter legal no concílio de Worms, reunido nesse ano, embora o papa Victor II fosso o primeiro que a autorizou.
* O que a Bíblia diz a esse respeito?
Romanos 6:23
João 3:16

1070 ADDeclarada a infalibilidade da igreja:
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Job 9:20
Salmo 119:96

1075 ADO celibato dos sacerdotes: Foi decretado no Concílio de Barcelona, em 1068, mas foi promulgado por Gregório VII neste ano. Os clérigos casados foram obrigados a divorciarem-se das suas esposas no Primeiro Concílio de Latrão, no ano de 1123, segundo o cânon XXI. (Antes os sacerdotes e papas eram casados)
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Timóteo 4:1,3
I Timóteo 3:2-5

1090 ADO uso do rosário: Foi inventado por Pedro, o eremita, e o seu uso generalizou-se com a pregação de Domingos de Guzmão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 6:7-9

1100 ADA missa é instituída: É nesta altura que começa também o pagamento pela realização de serviços religiosos.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 9:28
Romanos 3:24
Efésios 2:8

1190 ADAs indulgências: Há dois tipos de indulgências: as plenas ou totais, e as parciais. As primeiras consistem na remissão de todos os castigos respeitantes ao pecado, de modo que não é necessária outra expiação no purgatório. As indulgências parciais eliminam apenas uma parte das penas.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I João 1:9
Isaías 1:18
Só Deus pode perdoar pecados. E não há “indulgências” pelo pecado. Só Jesus Cristo se nos oferece gratuitamente.

1213 ADA inquisição: Consiste em juízos de tormento para todos os que não aceitavam os ensinos papais, juntamente com a pena de morte por heresia. Foi estabelecida pelo próprio papa, neste ano, e foi, em seguida, confirmada por Inocêncio IV na sua bula “Ad Extirpanda”, do dia 15 de Maio de 1252. Foi ratificada pelo papa Alexandre IV no dia 30 de Novembro de 1259, e por Clemente IV a 2 de Novembro de 1265.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Josué 24:15
O próprio Deus não obriga ninguém a servi-Lo. Mal faria o homem se tentasse impôr tal coisa:
Êxodo 20:13
Ninguém tem o direito a tirar a vida de outrem:
Marcos 12:31
O amor pelo meu próximo não me leva de modo nenhum a torturá-lo:
Mateus 5:44
Esse é o verdadeiro espírito cristão
1215 ADO baptismo de crianças:
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Lucas 3:21-23
João 13:15

1215 ADA transubstanciação: Foi declarada dogma pelo Concílio de Latrão, sessão XIII, e está registada no Cânon 4.º
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Corintios 11:24,25
A Bíblia Sagrada fala de um memorial, de uma recordação, e não de uma transusbstanciação do corpo e sangue no pão e no vinho.

1215 AD – A confissão auricular: É feita pelo crente ao sacerdote, e é este que dá o perdão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 11:28
1ª João 1:7-9
Hebreus 4:15

1226 AD – A adoração da hóstia: Esta prática foi começada pelo bispo Pedro de Corbie, ao celebrar a vitória de Luís VII sobre os albigenses. Em seguida foi aprovada pelo próprio papa.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5

1229 ADProibição da leitura da Bíblia: O Sínodo de Tolosa pôs a Bíblia no Índex Librorum Prohibitrum, a lista dos livros que eram proibidos aos fiéis.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 5:39
II Timóteo 3:16-17

1226-74 ADO limbo: Foi idealizado por Tomás de Aquino, que viveu nesta época.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1311 AD – O baptismo por imersão é substituído pela aspersão: Foi tomada esta decisão no Concílio de Ravena, neste ano. Antes, durante alguns séculos, a aspersão foi usada no caso de doentes graves, e era conhecida como “o baptismo clínico”.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 3:23
Cristo foi baptizado nesse lugar porque havia muita água;
Mateus 3:16;
Jesus foi baptizado por imersão;
João 13:15

1414 ADÉ negada aos leigos a participação no cálice, na celebração da Comunhão: Foi no Concílio de Constança, reunido nesse ano, que foi tomada esta decisão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 26:27

1439 AD – A ideia do Purgatório passa a ser considerada doutrina: Isto aconteceu no Concílio de Florença. A ideia já vinha do ano 593, aproximadamente.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1545 ADDá-se à tradição o mesmo valor que à Bíblia: Isto foi decidido na quarta sessão do Concílio de Trento, que durou até 1563.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 15:3,6-9

1854 ADA adoração da Virgem: O culto em si, tinha começado no ano 600 AD, mas foi neste ano que o papa Pio IX proclamou e definiu o “novo dogma” da Imaculada Conceição da Virgem. Na Encíclica “Lux Veritatis”, promulgada no natal de 1931, decretou-se que todo o bom católico tem que crer na Virgem como mediadora e intercessora ante Deus, e ao mesmo tempo pediu-se aos protestantes que se unam aos católicos no culto a Maria.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5
Hebreus 4:15-16
I Timóteo 2:5

1870 ADA infalibilidade papal: Foi decretada no Concílio celebrado em Roma, no dia 13 de Julho deste ano.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Na verdade, só Deus é infalível.
I João 1:8
Romanos 3:9-10,23
REFLEXÃO

* Depois desta breve focagem sobre algumas das muitas alterações que foram feitas à doutrina de Jesus Cristo. Façamos uma pergunta, que diz a Bíblia a respeito de mudar, alterar, tirar ou acrescentar qualquer coisa às doutrinas ensinadas na Bíblia ?

Apocalipse 22:18-19

Prezado amigo, conhece alguma Igreja que não tenha mudado nem um “jota ou um til” da Bíblia e que viva os Santos princípios como os viveu a Igreja fundada por Jesus, que se chamou a Igreja dos Apostólica ?

* Se não conhece, ela encontra-se identificada:
Apocalipse 14:12
Isaías 8:14
São Mateus 5:15-17

É tempo de voltar à Bíblia, nela assenta a fé dos Apóstolos e nela deve basear-se a Fé da Igreja de Deus nos últimos dias. Para quê esperar?

29/06/2009

HISTÓRIA DA RELIGIÃO NO SÉCULO XIX

No começo do século XIX a história regista um aumento realmente impressionante destas igrejas, começando na Irlanda e estendendo-se quase simultaneamente a vários países na Europa. Sem dúvida alguma foi uma obra do Espírito Santo. Em 1827 a.D. alguns cristãos na cidade de Dublin, na Irlanda, começaram a reunir-se para partir o pão e edificar-se mutuamente. Não sabiam que outros, por exemplo perto de Omagh na Irlanda do Norte, e em Georgetown na Guiana Inglesa, já estavam a fazer a mesma coisa. Rapidamente mais e mais comunidades autónomas surgiram em muitos lugares.
No começo daquela igreja em Dublin destacou-se um irmão que teria um impacto muito grande, não só na Irlanda, mas em todo o mundo. Foi J. N. Darby. Até hoje quantos cristãos e quantas igrejas sentem os resultados benéficos dos trabalhos (tradução da Bíblia) incansáveis daquele saudoso servo do Senhor. Ele no inicio compreendeu que as igrejas deveriam manter-se autónomas, ou seja, independentes umas das outras. Com o tempo e aprofundamento bíblico chegou à compreensão que Deus pelo Seu Espírito o guiava para a visão da igreja como “corpo de Cristo”. Jesus a Cabeça deste corpo, e não um homem a sobrepor-se aos outros homens. É verdade que alguns dos seus ensinos, não tinham fundamento bíblico, um dos quais era os santos que já partiram estão com Cristo.

Em 1844 cumpre-se as palavras de Jesus “…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” 16:18. Satanás aos longo dos séculos tudo fez para apagar a chama do Evangelho Eterno, quase conseguiu, agora surgia uma Igreja tal como a Igreja Primitiva, os mesmos princípios, os mesmos valores, a mesma visão de proclamar o Evangelho, não de forma isolada, desgarrada, mas um corpo coeso, forte dirigido pelo Espírito Santo. Uma voz de alto clamor para encher a Terra.
De facto cumpria-se aqui as palavras do profeta Daniel “Quanto a ti Daniel, guarda isto secreto, e conserva este livro lacrado até ao tempo do final. Muitos daqueles que a ele recorrerem verão aumentar-se o seu conhecimento.” Daniel 12:4.
Depois de uma longa noite escura. Alvoreceu Daniel 8:14 “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário, será purificado” (ver Hab. 2:3; Hebreus 10:35-39).Quando o Dr. J.E.Brown, presidente da Brown University e do International Christian Fellowship, publicou a primeira edição da sua obra acerca das “Seitas”, foi questionado por que não incluíra os Adventistas. Na edição seguinte, deu a seguinte resposta:“Em todas as doutrinas cardeais da Bíblia – a concepção milagrosa, o nascimento virginal, a crucifixão, a ressurreição, a ascensão, a divindade de Cristo, a expiação, a segunda vinda, a personalidade do Espírito Santo e a infalibilidade da Bíblia – os Adventistas do Sétimo Dia permanecem firmes como o aço.” J.E.Brown, In the Cult Kingdom, págs. 4,5.
Foi importante a sua descoberta de uma igreja com sentido Universal, chamada para que “Este evangelho do reino seja pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” Mateus 24:14
Apesar da divisão triste do século XIX, e dos grandes desvios actuais, ainda há no mundo hoje, uma igreja que segue os fiéis princípios deixados por Cristo pelos seus Apóstolos, dela é dito: “A Igreja é o meio que Deus escolheu para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e a sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio que o plano de Deus é que a Sua grandeza e os Seus recursos sejam reflectidos no mundo através da Sua Igreja. É aos membros da Igreja, a quem Ele chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, que compete manifestar a Sua glória. A Igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo e, através dela será, no momento próprio, manifestada, mesmo aos ´principados e potestades do Céu (Efésios 3:10), a última e total demonstração do amor de Deus.” Ellen G. White, Actos dos Apóstolos, p. 9, ed. P. Servir.

15/06/2009

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO AO LONGO DA HISTÓRIA

Características fundamentais dos três grupos que mantiveram a doutrina ensinada por Jesus, sem aceitar quaisquer variantes ou alterações:
1º GRUPO: Cristãos Primitivos.
2º GRUPO: Montanistas, Cátaros, Albigenses e alguns grupos Valdenses.
3º GRUPO: Na actualidade, os Adventistas dos Sétimo Dia.

1) Jesus é reconhecido como único “chefe” e Salvador (Actos 4:12; Hebreus. 4:4-16).
2) Aceitação total dos ensinos da Sagrada Escritura, sem aceitar nenhuma mudança nem inovação, nem nenhuma tradição humana (Mat. 15:6-9; João 5:39).
3) Aceitação da validade e importância dos Dez Mandamentos para o homem actual – mandamentos dados por Deus para o bem do ser humano (João 14:15; Apocalipse 14:12; 12:17; 1ª João 2:3,4; Apocalipse 22:14).

28/05/2009

COMO MORREU JESUS?

DE QUE FORMA MORREU JESUS

Foi pregado numa estaca?
Ou foi crucificado?















MADEIRO!
A Sociedade Wachtower chama atenção para a expressão “madeiro” em Actos 5:30 que diz:
A Wachtower cita este versículo para dizer que Jesus foi pendurado num madeiro, não numa Cruz.
A própria TNM, na nota de rodapé diz que a palavra que foi traduzida por madeiro poderia ter sido traduzida por árvore:





Neste Dicionário - Aurélio





A palavra CRUZ, tem dois significados:

1. Peça ou tronco grosso de madeira, madeira, lenho
2 . Cruz



A palavra madeiro aplica-se tanto a uma estaca, a uma cruz ou a uma árvore!

A Sociedade Wachtower mostra como única evidência histórica em termos de representação artística da morte de Jesus, uma gravura feita por Justo Lipsio (1547-1606).
Esta gravura encontra-se na Tradução do Novo Mundo com Referências – página 1518.



A Sociedade Watchtower usa esta gravura como prova de que Jesus foi pregado numa estaca e não crucificado:
















O que a Sociedade Watchtower não diz é que o livro De cruci libri tres, de Justo Lipsio não continha apenas aquela ilustração sobre as execuções romanas. Haviam muitas outras que foram convenientemente não citadas.
Senão vejamos:
HOMEM CRUCIFICADO

Referência:
De cruci libri tres
Página 47
OUTRAS FORMAS DE CRUCIFIXÃO:
































De acordo com a referência histórica "De cruci libri tres" pode concluir-se que Jesus poderia ter sido tanto crucificado, como pregado numa estaca.

3- EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA CRUCIFIXÃO

(Mateus 27:35-37)
Tendo-o pregado numa estaca, distribuíram a sua roupagem exterior por lançar sortes, e, sentados, vigiavam sobre ele ali. Também puseram por cima de sua cabeça a acusação contra ele, por escrito: “Este é Jesus, o Rei dos judeus.”

Também puseram por cima da sua cabeça a acusação contra ele, por escrito: “Este é Jesus, o Rei dos judeus.”



















Por Cima da Cabeça ou das Mãos?


















(João 20:24-25)
Tomé, porém, um dos doze, que era chamado O Gêmeo, não estava com eles quando Jesus veio. Conseqüentemente, os outros discípulos diziam-lhe: “Temos visto o Senhor!” Mas, ele lhes disse: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.”

PREGO OU PREGOS NAS MÃOS?
Mais de 1 prego = pregos

1 prego apenas










Tiago refere-se a sinal dos pregos e não do prego nas mãos de Jesus. Logo, as representações artísticas usadas pela Sociedade estão em desacordo com as escrituras. Mesmo assim a Sociedade diz que está certa.

Nas publicações da Sociedade Torre de Vigia, Jesus é amiúde retratado como pregado na estaca com um único prego atravessando ambas as mãos e outro prego traspassando-lhe os dois pés. Isto é apenas a concepção do artista, mas é bem possível que esta tenha sido a maneira em que Jesus foi pendurado na estaca.

Alguns têm concluído também do texto de João 20:25 que foram usados dois pregos, um para cada mão. Mas, deve-se entender o uso que Tomé fez do plural (pregos) como descrição precisa, indicando que cada uma das mãos de Jesus foi furada com um prego diferente?
As testemunhas oculares, João e Tomé, não poderiam ter feito uma descrição precisa, mas a Sociedade Watchtower, 2000 anos depois pode!

Assim, simplesmente não é possível afirmar hoje com certeza quantos pregos foram usados. Quaisquer ilustrações de Jesus na estaca devem ser entendidas como concepções artísticas que oferecem apenas uma representação baseada nos fatos limitados de que dispomos. Não devemos permitir que a controvérsia sobre tal pormenor insignificante obscureça a verdade todo-importante de que “ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho”. — Romanos 5:10.
Para a Sociedade Watchtower, esta crença, Jesus ter sido morto numa estaca, é a crença número 6, é pois para eles muito importante:

19/05/2009

MÓRMONS: A RELIGIÃO DAS PESSOAS SIMPATICAS

Origem
A comunidade mórmon constitui uma religião cristã restauracionista, e segundo os Mórmons, o termo Mórmon inicialmente era o nome de um local onde o profeta Alma ensinou o Evangelho de Jesus Cristo ao povo do Rei Noé[1] que vivia na terra de Leí-Néfi próximo ao ano 146 a.C.[2] Mórmon também se refere ao profeta historiador que viveu nas Américas aproximadamente no ano de 321 d.C.. Não se sabe a data aproximada da morte de Mórmon. Não há descrição ou nada de sua morte no Livro de Mórmon.
Personagem
Mórmon é o nome do penúltimo profeta Nefita, general militar e mantenedor de registos, que viveu aproximadamente entre 311 e 385 d.C..[3] Foi lhe dado este nome por causa do lugar acima mencionado.[4]
Após registar a história que presenciou durante a vida, Mórmon resumiu os registos mantidos por seus antecessores numa única compilação, chamada Placas de Mórmon. Mais tarde, ele transferiu este registo sagrado a seu filho, Morôni. Estas placas faziam parte dos registos usados por Joseph Smith para traduzir O Livro de Mórmon.[5]
Registos
Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo - biblioteca, ou conjunto de pequenos livros (a exemplo da Bíblia) considerado sagrado pelos Santos dos Últimos Dias. Neste livro ainda existe a menção a outras obras que possuem em seu título o termo Mórmon, são elas:
Palavras de Mórmon - um pequeno livro (uma secção) do Livro de Mórmon;
Livro de Mórmon - pequeno livro homónimo (uma secção) do Livro de Mórmon;
Placas de Mórmon - Lâminas de metal, como descritas no livro, usadas para gravar os registos de Mórmon (personagem) e seu filho Morôni.
Membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
O apelido Mórmons foi criado por pessoas que não pertenciam à Igreja para referirem-se aos membros (a princípio) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias fundada, ou como seus membros acreditam, restaurada em 6 de Abril de 1830. Mas, com a morte do Profeta Joseph Smith, foram criadas igrejas dissidentes desta, cujos membros também foram designados de Mórmons.
O Nome provém de um sagrado livro de escrituras compilado pelo antigo profeta Mórmon, intitulado Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo, segundo a versão oficial da Igreja. O nome dado pelo Senhor, pelo qual os membros da Igreja devem ser conhecidos, entretanto, é Santos.[6]
Segundo a doutrina da Igreja, nesta dispensação, que é a da plenitude dos tempos, ou a última dispensação antes do glorioso dia da Segunda Vinda do Salvador Jesus Cristo, foi incluído "dos Últimos Dias" para designar os membros da Igreja nesta época[7]
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." [1 Coríntios 2:14]
Assim, ao tentarmos oferecer uma análise crítica da seita que mais cresce em todo o mundo e que afirma ser um grupo cristão, é necessário compreender que ambos os lados do argumento aderem a um conjunto de crenças que desafiam a mera razão humana. Logicamente, isto leva à seguinte questão: O que causa essa crença?
A recente pré-candidatura presidencial do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, mais uma vez trouxe à tona a questão religiosa na política norte-americana. Exactamente como aconteceu quando o católico-romano John F. Kennedy concorreu à presidência, a fé mórmon do ex-governador Romney foi severamente criticada por aqueles que temiam que ele terminasse sendo uma marionete para uma hierarquia religiosa. Aparentemente, o ressurgimento desse debate fez com que a PBS (Public Broadcasting Service) levasse ao ar novamente uma série de televisão de duas partes e de quatro horas de duração sobre a história do Mormonismo.
Durante aquele programa, várias coisas foram mencionadas pelos fiéis mórmons que me surpreenderam pela forma aberta e franca como elas foram declaradas. Quase todos os participantes eram autores, historiadores, membros de alto escalão na hierarquia da igreja, etc., que obviamente queriam apresentar uma boa imagem em uma discussão sobre suas crenças. Assim, não pude deixar de ficar impressionado pelo modo como eles procuraram tratar as muitas perguntas difíceis relativas à história da Igreja Mórmon. Em vez de tentarem se esquivar ou adoptar uma posição defensiva e ressentida, ele deram aquilo que me pareceram ser comentários honestos e do fundo do coração sobre as várias áreas problemáticas. Mas, obviamente, de modo algum concordo com suas doutrinas, pois elas são totalmente estranhas ao que é ensinado na Bíblia.
Algumas das questões discutidas foram a antiga prática da poligamia, o passado nebuloso do "profeta" Joseph Smith, o "Massacre em Mountain Meadows", em que cerca de 120 homens, mulheres e crianças que viajavam para a Califórnia numa caravana de carroças foram assassinados após terem se rendido (a ordem para o ataque é atribuída por muitos historiadores a Brigham Young), os muitos anos de hostilidade aberta contra o governo dos EUA, as afirmações de Smith de que os índios norte-americanos tinham origem judaica e que tinham construído grandes cidades em toda a América do Norte milhares de anos antes — apenas para citar algumas!
Apesar de todo um conjunto de evidências que sugerem fortemente que Joseph Smith foi pouco mais do que um charlatão esperto, mais a quase total ausência de evidências arqueológicas ou genéticas que possam confirmar as "visões proféticas" sobre os povos que habitaram a América do Norte no passado, os intelectuais que apareceram no programa deixaram bem claro que isso não modificava em nada suas crenças. Mas, para sermos os mais justos quanto possível, precisamos reconhecer que é assim que a fé funciona:
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." [Hebreus 11:1]
Entretanto, ao mesmo tempo, precisamos também reconhecer e admitir o óbvio: independente de quão sincero um indivíduo possa ser, a fé dele pode estar totalmente mal direccionada!
Satanás, o génio do mal que está por trás da fé mal direccionada, fracturou a cristandade em muitas divisões, cada uma das quais afirma ser a autêntica igreja de Jesus Cristo. Uma das maiores divisões, o Catolicismo Romano, baseia as suas doutrinas nas suas próprias tradições, bem como em éditos que foram produzidos por homens pecadores e falíveis. Outra divisão, a organização chamada Testemunhas de Jeová, literalmente reescreveu a Bíblia (a tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas) usando a táctica de introduzir os textos segundo o que crêem, deste modo, as Escrituras tem que se adaptar à sua crença e não as suas vidas adaptarem-se à Bíblia. Uma terceira divisão, o Mormonismo, professa crer e usar a Bíblia, "desde que correctamente interpretada", mas ao mesmo tempo coloca uma ênfase muito maior nos escritos de Joseph Smith, bem como nos pronunciamentos de seus "profetas", que continuam a ser feitos até hoje. Portanto, dessas três divisões, uma quase que totalmente ignora as doutrinas bíblicas em favor das suas próprias tradições, outra reescreveu a Bíblia para adaptá-la às suas próprias doutrinas, e a terceira faz acréscimos contínuos à Bíblia! Cada uma dessas divisões tem aderentes zelosos, que professam fé nos seu respectivo sistema de crenças, mas nenhuma delas pode legitimamente afirmar que as suas doutrinas estão totalmente baseadas na Palavra de Deus, conforme ela foi originalmente entregue ao homem.
Se eu tivesse de fazer uma escolha entre todos os aderentes professos do cristianismo, com base unicamente na sua aparência pessoal exterior, no seu comportamento e nas suas boas obras, eu escolheria os mórmones! Em média, eles são sem dúvida alguma as pessoas mais íntegras e cordiais que se pode imaginar. A sua devoção aos valores familiares e à ética do trabalho é absolutamente louvável. Os valores morais parecem ser irrepreensíveis e eles escrupulosamente evitam o consumo de álcool, tabaco e qualquer bebida que contenha cafeína (café, chá mate, etc.) Eles dão grande ênfase à educação e o número deles continua a crescer com profissionais de alta qualificação — muitos dos quais trabalham nos altos escalões dos governos dos Estados, na América. Os jovens que trabalham como missionários são zelosos em levar o "evangelho" mórmon aos confins do mundo. Eles são rápidos em levar auxílio às outras pessoas, e não apenas aos mórmones. A Igreja Mórmon é uma das mais ricas no mundo e usa muito dessa riqueza em acções filantrópicas destinadas a torná-los queridos por aqueles que vivem perto deles. Em resumo, não há quase nada no comportamento dos mórmones que as pessoas possam achar ofensivo. Esses atributos definitivamente ajudaram o Mormonismo a tornar-se a religião de mais rápido crescimento no mundo.
Falando sobre o levar auxílio a pessoas que não são da sua religião, vou partilhar algo que mostra como eles fazem proselitismo entre outros grupos de cristãos professos, as empresas que realizaram essas sondagens dizem que eles têm enorme sucesso entre os baptistas! Alguns anos atrás o bebé de um dos meus primos adoeceu e esteve perto da morte. Enquanto ele e a sua mulher ansiosamente acompanhavam a criança internada no hospital, eles foram literalmente dominados por alguns mórmones que ofereceram ajuda e conforto de forma muito amorosa. Aqueles estranhos fizeram por eles aquilo que a própria igreja deles deixou de fazer, ou não fez ao nível que eles acharam que era necessário. A consequência é que esse meu primo — um cristão professo — converteu-se ao mormonismo.
Não é realmente irónico que nestes últimos dias os cristãos genuínos estejam sendo "descristianizados" por um grupo que ensina que Jesus Cristo e Lúcifer são irmãos?
Mas nenhum cristão genuíno que esteja remotamente familiarizado com a Bíblia deve se deixar enganar por essa blasfémia.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." [João 3:16; ênfase adicionada]
Se você duvida que eles realmente ensinam esse conceito ridículo, aqui está uma citação da edição de Junho de 1986 de Ensign, uma revista oficial da fé mórmon. "Tanto as escrituras e os profetas afirmam que Jesus Cristo e Lúcifer são realmente filhos de nosso Pai Celestial e, portanto, espíritos-irmãos... Mas como o Primogénito do Pai, Jesus era o irmão mais velho de Lúcifer."
Então, para adicionar insulto à injúria, a doutrina mórmon nega o nascimento virginal de Cristo — de acordo com os pronunciamentos de Brigham Young, no Journal of Discourses, vol. 8, pg 67; Vol. 4, pg 218; Vol 4, pg 216; Vol. 10 , pg 192; Vol 13, pg 145; Vol. 9, pg 291; Vol. 3, pg 365; Vol 4, pg 27 — todos mais ou menos baseados na seguinte declaração de Young:
"Quando a Virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o gerou à sua própria imagem. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo. E quem era o Pai? Ele é o primeiro da família humana..." "... Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado em carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden, e que é nosso Pai nos Céus." [Journal of Discourses, Vol. 1, pg 50-51, ênfase adicionada; tradução nossa]
Novamente, para que não haja dúvida alguma sobre a quem ele se refere como "o primeiro da família humana" e "o mesmo personagem que esteve no Jardim do Éden e que é nosso Pai nos Céus", nós o encontramos identificado sem qualquer dúvida em outro pronunciamento feito por Young:
"Quando o nosso pai Adão veio ao Jardim do Éden, ele veio com um corpo celestial e trouxe Eva, uma das suas mulheres, com ele... Ele é o nosso Pai e o nosso Deus, o único Deus que nos importa." (O Caos das Seitas, Walter Martin, pg 212 no original; ênfase adicionada]
Claramente, Brigham Young ensinava que Adão é nosso Pai e nosso Deus! De acordo com a doutrina de Young, um homem glorificado — não o Espírito Santo — gerou Jesus Cristo à sua própria imagem!
Para resumir os ensinos que identificam o Mormonismo como não sendo cristão, ofereço esta citação do falecido Walter Martin:
"A Igreja Mórmon encontra-se hoje, sem dúvida, numa posição muito difícil no que se refere a esse ensino horroroso sobre o nascimento de Nosso Senhor. Alguns mórmons com os quais o autor conversou repudiam violentamente a doutrina de Brigham Young do nascimento virginal, afirmando que ele realmente nunca ensinou isto; mas após virem as declarações de Young no Journal of Discourses e citações de periódicos e revistas mórmones entre os anos 1854 e 1878, particularmente, eles são forçados a admitir que esse era o ensino da igreja durante o tempo de Brigham Young. Então, não querendo comparecer diante de um "tribunal" mórmon por terem deixado de defender o ofício profético de Young, eles calam-se ou reconhecem com relutância." (Ibidem, pg 214)
Meus amigos, a concepção de Jesus Cristo pelo Espírito Santo, Seu nascimento virginal, morte e ressurreição são pilares inegociáveis da fé cristã.
Assim, o que poderia levar mórmons, como esses que "repudiam violentamente a doutrina de Brigham Young sobre o nascimento virginal" a permanecerem calados? Eles sabem muito bem que os cristãos genuínos "saem do sério" quando essa heresia é mencionada! Como a controvérsia não é boa para os negócios, eles têm um departamento de relações públicas que está constantemente ocupado em tentar manter a tampa colocada sobre aquilo em que eles na verdade crêem e ensinam.
O Mormonismo é um exemplo clássico da crença sem base bíblica que as boas obras são necessárias para a salvação. O princípio da "salvação por meio das boas obras" é central em todas as religiões falsas conhecidas pela humanidade. Mas o cristianismo genuíno diferencia-se totalmente, por ser a única que proclama salvação pela graça de Deus e por nada mais!
Um dos momentos mais tocantes na série transmitida pela PBS foi quando uma mulher mórmon, casada e mãe de numerosos filhos, disse que era forçada a estar sempre bem arranjada, sorrir mesmo quando não estivesse com vontade e, em geral, viver como um exemplo perfeito do que uma boa mulher mórmon deve ser. Quando a questão foi levantada, fiquei surpreendido quando um dos intelectuais mórmones apresentou a estatística que as suas mulheres usam mais antidepressivos do que qualquer outro grupo demográfico nos EUA! Este é o fruto indesejado ao tentar manter as aparências quando a sua salvação depende de ganhar outras pessoas para a sua religião atreves duma postura fingida. O princípio utilizado é que o mel atrai mais moscas do que o vinagre!
A estrutura Mórmon parece estar tão diabolicamente entrelaçada que as acções de uma pessoa afectam directamente os sucessos espirituais das outras. Se você "mostrar um ar aborrecido", isso pode ter consequências ao nível da recompensa no "reino celestial" para a sua família e, potencialmente, para outros dentro da estrutura organizacional. Isto ficou implícito claramente num segmento da série da PBS com relação ao requisito que todos os rapazes entre 19 e 24 anos vão à sua própria custa para uma missão de dois anos para qualquer região do mundo que a sede da Igreja decida enviá-los. (As jovens, chamadas "sisters" ou irmãs, também servem como missionárias, mas aparentemente não de forma obrigatória.) As discussões na família apresentadas no documentário focaram um rapaz de 19 anos que estava a questionar a necessidade de deixar a família por dois anos. Para garantir que ele compreendesse as consequências de não ir, ele foi exortado pela família que a sua recusa acarretaria perdas para todos eles, bem como para a própria Igreja Mórmon. Isto é o que se pode chamar de pressão da família! O ponto era que o avô tinha ido em missão, o pai tinha ido em missão e o filho também teria de ir em missão!
Não é o meu objectivo atacar essas pessoas tão boas — embora essa "bondade" seja uma necessidade prática para que eles atinjam o objectivo de se tornarem deuses no reino celestial. Como eles acreditam que Deus o Pai é o homem Adão exaltado, eles também poderão tornar-se um deus como ele. Na verdade eles gostam de citar esta frase do profeta mórmon Alonzo Snow: "Como o homem é, Deus já foi; o homem poderá tornar-se."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_dos_%C3%9Altimos_Dias
Um aspecto mais sinistro da religião deles é reflectido na dualidade do bem e do mal expressa na sua teologia e nos seus templos. Alguns meses atrás, uma família fizeram uma viagem de turismo para conhecer as paisagens no sudoeste dos EUA e passam várias horas em Salt Lake City, no estado de Utah. Do hotel podia ver-se o Adro do Templo, de modo que aproveitaram a oportunidade para visitar o Tabernáculo Mórmon e conhecer o mundialmente famoso órgão de tubos. Enquanto estiveram ali, assistiram a uma demonstração da incrível acústica daquele grande auditório. A partir da última fileira de assentos, puderam facilmente ouvir o som de um broche de lapela que foi lançado do púlpito por uma das jovens "irmãs" que realizava trabalho voluntário ali. Em seguida, caminharam em volta, na parte exterior do templo e do menor Salão da Assembleia (sendo "gentios", não tinham a permissão de entrar em nenhum dos dois edifícios) e observaram os muitos símbolos que são muito reveladores para qualquer pessoa que esteja familiarizada com o ocultismo. Na entrada frontal e dos fundos do Salão da Assembleia existem vitrais com um grande símbolo da "estrela de David" em cada um deles. Logicamente, a propaganda oficial do Mormonismo diz que elas representam as doze tribos de Israel, mas aqueles que compreendem o simbolismo do ocultismo sabem melhor! Os dois triângulos formam um "hexagrama" — um dos símbolos mais malignos no mundo do ocultismo e que é usado para conjurar demónios por aqueles que estão envolvidos nas artes das trevas. Em seguida, viram que sobre a entrada frontal e dos fundos do templo existiam esculturas incrustadas do "olho que tudo vê de Deus" (na verdade derivado do "olho de Hórus na literatura ocultista) e o símbolo de um aperto de mão — ambos os quais têm papéis proeminentes nos rituais da Maçonaria. Além disso, ao longo da lateral esquerda do edifício existem cinco "estrelas" de cinco pontas (pentáculos) com duas pontas para cima e uma para baixo — símbolos da "magia negra". Ao longo da lateral direita do edifício existem pentáculos correspondentes com uma ponta para cima e duas para baixo — símbolos da "magia branca". Ambos os aspectos do negro e do branco são necessários para manter o conceito equilibrado de dualidade do Gnosticismo, a antiga filosofia com base na qual o Mormonismo e a Maçonaria estão baseados. Intercalados entre os outros símbolos existem esculturas incrustadas que retratam as fases da lua e do sol brilhando com raios — todas as quais lembram a Maçonaria!
Joseph Smith e Brigham Young eram ambos maçons. O Templo e os rituais realizados dentro dele têm inegáveis impressões digitais da Maçonaria. Por exemplo, as "vestes do Templo" usadas como roupa de baixo por todo homem mórmon em boa situação dentro da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (SUD) têm aquilo que parece ser para o não-iniciado como "V" num ombro e um "L" invertido no outro. E aqui está o que a enciclopédia on-line Wikipedia tem a dizer sobre isto:
"De acordo com a doutrina mórmon geralmente aceita, as marcas nas vestes são símbolos sagrados (Buerger 2002, pg 58). Um elemento proposto do simbolismo, de acordo com os primeiros líderes mórmones, era um vínculo com o "Esquadro e o Compasso", os símbolos da Maçonaria (Morgan, 1827, pg 22-23), na qual Joseph Smith foi iniciado cerca de sete semanas antes de passar pela Cerimónia de Investidura. Assim, o símbolo em forma de V no lado esquerdo do peito era referenciado como "Compasso", enquanto que o símbolo a forma de L invertido no lado direito do peito era referenciado pelos primeiros líderes da igreja como "Esquadro" (Buerger 2002, pg 145)" [ênfase adicionada; tradução nossa]
Se você estiver interessado nas inegáveis similaridades entre a "Cerimónia de Investidura" no Templo Mórmon e as várias cerimónias na Maçonaria, talvez queira conferir este endereço na Web:
http://www.mormonismi.info/jamesdavid/masendow.htm
Portanto, em conclusão, vamos referenciar novamente a pergunta que fiz no terceiro parágrafo deste artigo. O que leva alguém a aderir a essa fé?
"Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Coríntios 4:4
Meu amigo, o diabo é um mestre em falsificações e os mórmones são pessoas tão amáveis e tão excelentes na sua conduta que frequentemente fazem os cristãos genuínos parecerem maus em comparação! Mas, louvado seja o Senhor, somente os galardões que receberemos, ou deixaremos de receber, no julgamento diante do Trono de Cristo é que dependerão dessas coisas, e não a nossa salvação! Deus salva pela graça somente e o Seu dom gratuito de modo algum está baseado em mérito pessoal, na "bondade" relativa e naquilo que fazemos pelos outros.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8-9]
Outro objectivo não houve, a não ser o de alertar. A Bíblia diz: “Analisai tudo, retende o bem.” Também diz. “À Lei e ao Testemunho se não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Isaías 8:20.

EXPLICADA A ESCATOLOGIA SOBRE O RAPTO SECRETO

A data é um dia qualquer no futuro próximo. O lugar, um Boeing 747 voando sobre o Atlântico em direcção a Londres. A maioria dos passageiros está a dormir ou a fazer qualquer outra coisa. Subitamente, quase metade deles desaparece no ar. Primeiro um, depois outro, então os que restam gritam enquanto percebem que o assento ao seu lado está vazio. Apenas os pertences de mão foram deixados. Os passageiros que ficaram gritam e choram, assustados. Os pais estão freneticamente procurando os seus filhos que desapareceram a meio do voo.
Ficção científica? Não; essa é uma cena do primeiro volume de uma série intitulada Lefts Behind. Escritos pelos autores cristãos Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, esses livros continuam no topo da lista de best-sellers em Nova York. Eles estão baseados na teoria de que sete anos antes do segundo advento de Cristo, os fiéis cristãos serão trasladados, arrebatados para o Céu. Qual é o argumento para estes sete anos? Porque uma das colunas dessa teoria é que a última das setenta semanas proféticas de Daniel 9:24 ainda está no futuro.As raízesAs origens da teoria do arrebatamento secreto podem ser traçadas a partir do tempo da Contra-Reforma. Os reformadores protestantes no século 16 identificaram o papado como o anticristo da profecia. Muitos eruditos jesuítas assumiram a tarefa de defender o papado contra esse ataque. O cardeal Robert Bellarmina (1542-1621), director do Colégio Jesuíta em Roma, buscou invalidar o princípio “dia-ano” da profecia como prova dos 1.260 anos de supremacia papal.
O jesuíta espanhol Francisco Ribera (1537-1591) projectou a profecia do anticristo no futuro (futurismo), e outro espanhol, Luiz de Alcazar (1554-1613), defendeu que essas profecias já se tinham cumprido no tempo do Império Romano (preterismo).O preterismo de Alcazar foi adoptado pelo calvinista Hugo Grotius (1583-1645) na Holanda, e tornou-se o método favorito para a interpretação da profecia bíblica entre os teólogos liberais.Ribera aplicou as profecias do anticristo ao futuro anticristo pessoal que apareceria no tempo do fim e continuaria no poder por três anos e meio. Durante três séculos, o futurismo centrava as profecias na Igreja Católica Romana, até que, em 1826, Samuel R. Maitland (1792-1866) bibliotecário do arcebispo de Canterbury, publicou um panfleto de 72 páginas no qual promoveu a ideia de Ribera de um futuro anticristo. O que veio a ser aceite por outros clérigos protestantes. Entre eles estava John Henry Newman, líder do movimento Oxford, que veio a ser nomeado cardeal católico romano, e Edward Irving, famoso ministro presbiteriano escocês.
DispensacionalismoO futurismo de Ribera estabeleceu o fundamento para o dispensacionalismo, o qual ensina que Deus tem negociado diferentemente com a humanidade durante diferentes eras da história bíblica. John Nelson Darby (1800-1882) é usualmente considerado o pai do dispensacionalismo. Ele foi advogado e pastor anglicano que, em 1821, desiludido com a frouxidão espiritual da Igreja, juntou-se a outro grupo religioso chamado Movimento dos Irmãos. Darby possuía uma mente brilhante. Não somente pregava fluentemente em francês e alemão, mas também traduziu o Novo Testamento para o alemão, francês e inglês. Foi autor de mais de 50 livros e, em 1848, tornou-se o líder do movimento. Darby desenvolveu uma elaborada filosofia da História na qual ele a dividiu em oito eras ou dispensações, “cada uma das quais contendo uma ordem diferente pela qual Deus operou o Seu plano redentor”. Além disso, Darby afirmava que a vinda de Cristo poderia ocorrer em dois estágios. O primeiro, um invisível “arrebatamento secreto” dos verdadeiros crentes fecharia o grande “parêntesis” ou a era da Igreja que começou quando os judeus rejeitaram a Cristo. Em seguida ao arrebatamento, as profecias do Antigo Testamento concernentes a Israel seriam literalmente cumpridas, levando à grande tribulação que terminaria na segunda vinda de Cristo em glória. Nesse tempo, o Senhor estabeleceria um reino literal de mil anos sobre a Terra, tendo Israel como centro.A visão escatológica de Darby figurou proeminentemente no fundamentalismo americano nos anos 20, quando cristãos conservadores defenderam o cristianismo protestante contra os desafios do darwinismo e da teologia liberal. Hoje, a maioria dos cristãos evangélicos aceita as principais colunas da escatologia de Darby.O conceito de um arrebatamento antes do período da tribulação final, na verdade, não foi invenção de Darby. “Peter Jurieu no seu livro Approaching Deliverance of the Church (1687) ensinou que Cristo poderia vir para arrebatar os santos e retornar ao Céu antes do Armagedon. Ele falou de um arrebatamento secreto antes da Sua vinda em glória e o julgamento do Armagedon. O Comentário do Novo Testamento de Philip Doderidge e o Comentário, também sobre o Novo Testamento, de John Gill, usaram o termo “rapto” e a ele se referiram como iminente. É claro que esses homens criam que esse acontecimento precederia a descida de Cristo à Terra e o tempo do julgamento. O propósito era preparar crentes do tempo do julgamento.” A doutrina do arrebatamento foi disseminada ao redor do mundo, em primeiro lugar através do Movimento dos Irmãos e da Bíblia de Referência de Scofield. No século 20, foi ensinada em escolas como o Instituto Moody e no Seminário Teológico de Dallas. O Futuro do Grande Planeta Terra, de Hal Lindsey, e muitos outros livros propagaram a teoria do arrebatamento secreto.
Investigando a teoriaA teoria do arrebatamento secreto está fundamentada em numerosas hipóteses. Devido às limitações de espaço, podemos investigar brevemente apenas duas delas: 1) que a septuagésima das setenta semanas proféticas de Daniel 9:24-27 ainda está no futuro; e 2) que a Igreja não passará pela grande tribulação. 1. A septuagésima semana de Daniel 9:27Embora a ideia de que a septuagésima semana de Daniel esteja ainda no futuro tenha aparecido primeiro nos escritos de Irineu (séc. 2 a.D.), ela não desempenhou um papel significativo na teologia cristã até tornar-se uma coluna fundamental do dispensacionalismo no século 19. De acordo com essa visão, a 69ª semana termina com a entrada triunfal; e a 70ª “está separada das outras 69 por um período indefinido de tempo”. Qual é a razão? Porque a era da Igreja é vista como um parêntesis no plano de Deus, isto é, o relógio profético parou no domingo da Páscoa e voltará a bater depois do arrebatamento, quando Deus assumir a condução dos assuntos com Israel no futuro.Entretanto, não há razão lógica ou exegética para separar a 70ª semana das outras 69 semanas. Não existe nenhuma outra profecia de tempo nas Escrituras que tenha tal vácuo. O assunto nos versos 26 e 27 de Daniel 9 é o Messias, não o anticristo. De acordo com o verso padrão em Dan. 9:25 e 26, o príncipe da frase “o povo de um príncipe” pode também se referir a Jesus. Mas embora o príncipe, no verso 26, se refira a Tito (como tipo do anticristo) e não ao Messias, ele não é o assunto do verso 27 porque, gramaticalmente, está numa posição subordinada a “o povo”. É o povo que destrói o santuário e a cidade; não o príncipe. O “ele” do verso 27 deve reportar-se ao Messias no início do verso 26. Em Dan. 9:27, nós lemos que “Ele fará firme aliança com muitos”. A expressão hebraica “cortar uma aliança” não é usada nesse texto. Ao contrário, o Messias, diz o texto, fortalecerá ou fará o concerto prevalecer. A referência não é a um novo concerto, mas a um concerto já feito. Se fosse o anticristo o autor dessa aliança com muitos, o profeta deveria ter usado a linguagem apropriada, ou seja, “mudar a aliança”.Ao contrário da teoria dispensacionalista, as 70ª semanas apresentam os pontos altos do ministério do Salvador. Durante a primeira metade da semana, Ele fortaleceu ou confirmou o concerto através de Seus ensinamentos. Um exemplo disso é o sermão da Montanha, onde Jesus tomou uma parte dos Dez Mandamentos aprofundando e fortalecendo o seu significado. Então, no meio da semana, Ele levou ao fim o significado teológico do papel dos sacrifícios, ao entregar-Se para a salvação da raça humana. Dessa forma, o concerto eterno foi confirmado e ratificado pela morte de Jesus Cristo.2. A Igreja e a grande tribulaçãoDe acordo com o dispensacionalismo, a tribulação depois do arrebatamento da Igreja durará sete anos. Seu propósito é “levar à conversão uma multidão de judeus” que experimentarão o cumprimento da aliança de Israel. A base apresentada para apoiar esse conceito são as passagens de I Tes. 1:10; 5:9; Rom. 5:9; Apoc. 3:10.Cuidadosa exegese dos textos nas cartas aos romanos e aos tessalonicenses indica que “a ira vindoura” refere-se à ira de Deus que destruirá os ímpios por ocasião da segunda vinda15 conforme indicado em II Tes. 1:7-10. Trata-se, portanto, da manifestação da ira de Deus no juízo final, não da tribulação precedente à vinda de Jesus. Paulo fala de esperarmos “dos Céus o Seu Filho, a quem Ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (I Tes. 1:10). É o segundo advento de Jesus, em cuja ocasião o arrebatamento terá lugar, que nos liberta da ira vindoura. Consequentemente, essa ira não pode vir antes do segundo advento.A “hora da provação [peirasmos]” em Apoc. 3:10 poderia se referir à grande tribulação, mas o texto não diz que o povo de Deus não a experimentará. A frase “Eu te guardarei” origina-se de duas palavras gregas: téréo e ek. Téréo tem o significado de “velar”, “guardar”, “preservar”; e a preposição ek significa basicamente “de”, referindo-se à vinda de alguma coisa ou de alguém. Outra preposição grega – apo – expressa a idéia de separação, “longe de”.Na oração sacerdotal, Jesus diz: “Não peço que os tires do [ek] mundo, e sim que os guardes [téréo] do [ek] mal” (João 17:15). Ao orar para que os discípulos fossem guardados do mal, Jesus não estava dizendo que Satanás não poderia tentá-los. Simplesmente pede que o Pai guarde os discípulos em segurança, vele sobre eles, impeça que o inimigo tenha vitória sobre eles.Semelhantemente, em II Ped. 2:9, o apóstolo escreve: “É porque o Senhor sabe livrar da [ek] provação [peirasmos] os piedosos....” O apóstolo não está dizendo que o povo de Deus estará longe [apo] da tentação, mas que Ele os livrará dela [ek] em meio ao processo de ser tentado. Da mesma forma, o apóstolo João em Apoc. 3:10 não está dizendo que os crentes serão conservados longe da [apo] hora da provação, mas que eles estarão protegidos durante esse tempo.Dessa maneira, nenhum dos textos usados para apoiar a ideia de que a Igreja não passará pela grande tribulação está realmente dizendo isso. Na verdade, as Escrituras ensinam claramente que os santos de Deus passarão pela grande tribulação (Mat. 24:9; Mar. 13:11; Luc. 21:12-19; Apoc. 13:14-17).
Tribulação e livramentoA teoria do arrebatamento secreto, de origem recente, têm seduzido a imaginação de milhões de cristãos sinceros. O seu ensinamento central – que o cumprimento da 70ª semana profética de Daniel está ainda no futuro – é baseado em pressuposições extra bíblicas. Semelhantemente, o ensinamento de que a Igreja não experimentará a grande tribulação poupa os seres humanos do temor e do sofrimento, mas é contrário ao que diz a Bíblia.De acordo com as Escrituras, a Igreja passará pela grande tribulação, mas será liberta através do arrebatamento, por ocasião da segunda vinda de Jesus.
De facto a teoria está bem elaborada, cremos que a intenção não é maldosa, mas está errada. Aqui registamos o apelo a todos os cristãos. Fiem-se na Bíblia e em Jesus. Não confiem na sabedoria humana, “maldito do homem que confia no homem.” Leia calmamente s. João 14:1-3 e de seguida leia 1ª Coríntios 15:51-54; 1ª Tês. 4:13-17. Lembre-se: quando Jesus vier "Todo o olho O verá"
Oro ao Senhor Jesus para iluminar o seu caminho e o/a abençoar.