13/10/2013

O que a Igreja Católica diz sobre a Lei e o Sábado?


Introdução:

Faremos na introdução uma síntese de algumas das principais questões que serão feitas aos católicos. Vejamos agora resumidamente como as autoridades católicas respondem a essas questões:
—> Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
 Sim, ensinamos a divisão em Moral, Cerimonial e Judicial.
—> A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?
 Sim, pois são eternos.
 —> Há razões para santificarmos o sábado?
 Sim, há vários motivos.
  —> Que poder arroga autoridade para mudar a Lei de Deus?
 O papado.
   —> Que mandamento da Lei de Deus o papado cuidou em mudar?
 Especificamente o quarto mandamento.
  —> A Igreja Católica reconhece haver mudado o sábado?
 Sim, reconhecemos.
—> As autoridades católicas reconhecem não haver fundamento bíblico para a santificação do domingo?
 Sim, reconhecemos não haver base bíblica.
—> O papado roga o domingo como marca ou sinal de sua autoridade eclesiástica e instituição exclusivamente católica?
 Sim, a instituição dominical deveria ser de exclusividade católica.
—> O que dizem os católicos quanto à observância do domingo pelos protestantes?
 Se os protestantes seguissem a Bíblia, deveriam se tornar adventistas do sétimo dia. Ao santificarem o domingo, estão reconhecendo nossa soberania e autoridade eclesiástica sobre a cristandade.

Não sou eu quem diz isso, o que está escrito a preto é uma síntese do que é declarado explicitamente em documentos oficiais da Igreja Católica, os quais veremos a seguir em pormenor.

QUESTÕES AOS CATÓLICOS

1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?
O Pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ, é quem fica responsável por esta resposta. Vejamos o que diz:
“DECÁLOGO. Do grego ‘deka’ dez ‘logos’ razão, sentença. É o conjunto dos Dez Mandamentos da Lei de Deus que, segundo a tradição bíblica, foram comunicados por Jeová a Moisés, no Monte Sinai, esculpidos em pedra, que os israelitas conservaram na Arca da Aliança. Ele é a explicitação mais essencial à lei natural. (…) o Decálogo é a síntese mais perfeita de toda a experiência moral e religiosa da humanidade. É o código mais simples e mais fundamental sobre o qual, em última análise, repousam todas as legislações que regulam o comportamento humano.” — Em “Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo”, p. 170.

Muitas pessoas pensam que o Decálogo foi dado apenas ao povo de Israel, lá no Monte Sinai, e que não serve mais para o povo de Deus, na atualidade. O que podemos pensar disso? Quem vai responder isso é o famoso “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, organizado pelo Dr. A. Van Den Born, e publicado pela “Editora Vozes Ltda”. (católica). Ele diz:

“O dom da lei de Deus, porém, e particularmente o do decálogo não era destinado apenas para o Israel segundo a carne, mas também para o ‘novo Israel’, que é a Igreja de Cristo. Por isso o decálogo é várias vezes citado no Novo Testamento por Jesus e pelos apóstolos.” — Coluna 363.

Outra vez, a contribuição do Pe. Júlio Maria, no mesmo livro:
“Deus escreveu os mandamentos em duas pedras como no-lo indica a Bíblia. (…) Na primeira pedra estavam escritos os mandamentos que indicam os nossos deveres para com Deus… e na segunda, estavam escritos os nossos deveres para com os homens. (…) Os mandamentos da lei de Deus encontram-se no Êxodo e no Deuteronómio (5:6-21).” — Op. cit., p. 86 e 95.

Muito esclarecedor este texto acima!
—> Deus escreveu em tábuas de pedra, os Dez Mandamentos;
—> A primeira tábua tem os deveres do homem para com Deus; isto é, o “amar a Deus sobre todas as coisas”;
—> A segunda tábua tem os deveres do homem para com o homem; isto é, “amar o próximo como a si mesmo”;
—> Os Dez Mandamentos se encontram, nas Sagradas Escrituras, nos livros de Êxodo (capítulo 20) e de Deuteronómio (capítulo 5).

Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da Igreja Católica têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.

2) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Às vezes, encontramos, nas Escrituras Sagradas, algumas afirmações que parecem se contradizer. Uma hora ela fala que a lei é eterna e não pode ser abolida; outra hora, que a lei passou. A que se deve essa aparente confusão? Vamos atentar para o que escreveu o Pe. Júlio Maria, esclarecendo o problema:

“Os preceitos do Antigo Testamento dividem-se em três géneros:
“1o. Os preceitos morais, que prescrevem aos homens os seus deveres para com Deus e para com o próximo.
“2o. Os preceitos cerimoniais, que indicam os ritos exteriores e as cerimónias que os judeus deviam seguir no culto divino.
“3o. Os preceitos judiciais, que determinam o modo de administrar a justiça ao povo.
“Destes três géneros de preceitos, só o primeiro fica em pé, integralmente; os outros preceitos só têm o valor que lhes comunica a palavra de Jesus Cristo.
“A lei antiga, na sua parte cerimonial, era apenas uma figura da nova lei, e é por isto que cessou, desde que foi promulgada a lei nova.” — Em “Ataques Protestantes”, p. 96–97.

De tudo que está registado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
—> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
—> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.
 Os preceitos morais permanecem; os cerimoniais, eram uma figura, “sombra dos bens futuros”, e foram substituídos pela Realidade: Cristo; e os judiciais, só existiram enquanto havia a nação de Israel como uma teocracia (governada por Deus)! E os dez mandamentos morais tratam do amor a deus e do amor ao próximo.

3) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?
Quem responde a esta pergunta é o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, no “Catecismo Romano”, onde lemos:

“Dentre as razões que movem o coração do homem a cumprir os preceitos do Decálogo, sobressai, como o mais eficiente, o fato de ser Deus o autor dessa mesma lei. (…) Estava essa luz divina quase ofuscada por maus costumes e vícios inveterados entre os homens. Todavia, pela promulgação da Lei de Moisés, Deus não trouxe uma luz nova, mas deu antes maior fulgor à primitiva. É preciso explicar assim, para que o povo não se julgue livre do Decálogo, quando ouve dizer que a Lei de Moisés está abrogada.
“Ainda mais. É absolutamente certo que não devemos cumprir esses preceitos, por ser Moisés que os promulgou, mas por serem inatos em todos os corações, e por terem sido explicados e confirmados por Cristo Nosso Senhor.” — P. 399–400.

Aí está! Não só a “Santa Madre Igreja” crê que o Decálogo está em vigor, mas incentiva a todos os fiéis para obedecê-los.

Também o já citado Padre Júlio Maria adiciona mais alguma coisa ao que foi lido.
“Os mandamentos, com o ensino moral, são eternos porque são a expressão da lei natural; e por isso Jesus Cristo não pode suprimi-los.” — Op. cit., p. 98.

Também podemos encontrar a resposta a esta questão no “Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã”, que diz o seguinte:
“Sim. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus, pois devemos respeitar a ordem que o Pai Celeste quis dar ao mundo. Basta pecar gravemente contra um só deles para merecermos o inferno.” — P. 33–34

Depois de mostrarmos o pensamento no próprio catecismo católico, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Católica?

4) Há razões para santificarmos o sábado?
Outra vez, convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, para responder:
“Este Preceito do Decálogo regula o culto externo, que devemos a Deus. (…) Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido, enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto externo. (…)
“O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito, transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo.” — Em “Catecismo Romano”, p. 434–435.

O Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus, quando praticam esse mandamento específico.

“O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a santidade do sábado era 
uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7º dia ‘descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente elaborado em Gén. 1:1-2:4a”. — Em “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, coluna 1340.

Outra contribuição bastante proveitosa de John Mckenzie:
“O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee. 13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21–27…) .” — Em “Dicionário Bíblico”, p. 810.

Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos católicos não concordam com a visão

22/07/2013

PESQUISA BÍBLICA E TRADIÇÃO


Apocalipse 22:18-19

 ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS NO CRISTIANISMO NÃO AUTORIZADAS PELA BÍBLIA
Quando a Bíblia fala da unidade da Igreja, fá-lo não à custa da verdade, mas com base nela.

ÍNDICE:
1-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  336 – 538 AD
2-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  993 – 1075 AD
3-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  1090 – 1190 A
4-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  1213 – 1215 AD.
5-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  1226 – 1311
6-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  1414 – 1545 AD.
7-      ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1854 – 1870
8-      REFLEXÕES

1- ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 336 – 538 AD.

336 AD – Observância do domingo em vez do Sábado: Isto foi determinado pelo Concílio de Laodicéia, reunido neste ano, como confirmação religiosa da mudança feita por Constantino, em 7 de Março de 321 AD.
*O que diz Bíblia  a esse respeito?
Êxodo 20:8-11
Mateus 5:17-19

538 AD – Estabelecimento do papado: Este assunto, que tinha sido motivo de muitas controvérsias, foi finalmente decidido neste ano, quando Justiniano, imperador romano, proclamou o bispo de Roma “Bispo dos bispos e Chefe da igreja universal”.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 4:14-15
II Tessalonicenses 2:3-4

2 – ATERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE  993 – 1075 AD.

993 AD – Primeiro caso de canonização de um santo: Foi realizado em Roma, neste ano.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Romanos 3:23
Marcos 10:18

1022 AD – A penitência: Deu-se-lhe um carácter legal no concílio de Worms, reunido nesse ano, embora o papa Victor II fosso o primeiro que a autorizou.
*O que a Bíblia diz a esse respeito?
Romanos 6:23
João 3:16

1070 AD – Declarada a infalibilidade da igreja:
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Job 9:20
Salmo 119:96

1075 AD – O celibato dos sacerdotes: Foi decretado no Concílio de Barcelona, em 1068, mas foi promulgado por Gregório VII neste ano. Os clérigos casados foram obrigados a divorciarem-se das suas esposas no Primeiro Concílio de Latrão, no ano de 1123, segundo o cânon XXI. (Antes os sacerdotes e papas eram casados)
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Timóteo 4:1,3
I Timóteo 3:2-5

3- ALTERAÇÕES FEITAS À FÉ BÍBLICA ENTRE 1090 – 1190 AD.

1090 AD – O uso do rosário: Foi inventado por Pedro, o eremita, e o seu uso generalizou-se com a pregação de Domingos de Guzmão.
O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 6:7-9

1100 AD – A missa é instituída: É nesta altura que começa também o pagamento pela realização de serviços religiosos.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 9:28
Romanos 3:24
Efésios 2:8

1190 AD – As indulgências: Há dois tipos de indulgências: as plenas ou totais, e as parciais. As primeiras consistem na remissão de todos os castigos respeitantes ao pecado, de modo que não é necessária outra expiação no purgatório. As indulgências parciais eliminam apenas uma parte das penas.
O que diz a Bíblia a esse respeito?
 I João 1:9
Isaías 1:18
Só Deus pode perdoar pecados. E não há “indulgências” pelo pecado. Só Jesus Cristo se nos oferece gratuitamente.

4- ALTERAÇÕES FEITAS À FÉ BÍBLICA ENTRE 1213 – 1215 AD.

1213 AD – A inquisição: Consiste em juízos de tormento para todos os que não aceitavam os ensinos papais, juntamente com a pena de morte por heresia. Foi estabelecida pelo próprio papa, neste ano, e foi, em seguida, confirmada por Inocêncio IV na sua bula “Ad Extirpanda”, do dia 15 de Maio de 1252. Foi ratificada pelo papa Alexandre IV no dia 30 de Novembro de 1259, e por Clemente IV a 2 de Novembro de 1265.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Josué 24:15
O próprio Deus não obriga ninguém a servi-Lo. Mal faria o homem se tentasse impôr tal coisa:
Êxodo 20:13
Ninguém tem o direito  a tirar a vida de nutrem:
Marcos 12:31
O amor pelo meu próximo não me leva de modo nenhum a torturá-lo:
Mateus 5:44
Esse é o verdadeiro espírito cristão

1215 AD – O baptismo de crianças:
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
 Lucas 3:21-23
João 13:15

1215 AD – A transubstanciação: Foi declarada dogma pelo Concílio de Latrão, sessão XIII, e está registada no Cânon 4.º.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Corintios 11:24,25
A Bíblia Sagrada fala de um memorial, de uma recordação, e não de uma transusbstanciação do corpo e sangue no pão e no vinho.

1215 AD – A confissão auricular: É  feita pelo crente ao sacerdote, e é este que dá o perdão.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 11:28
1ª João 1:7-9
Hebreus 4:15

5- ATERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1226 – 1311 AD.

1226 AD – A adoração da hóstia: Esta prática foi começada pelo bispo Pedro de Corbie, ao celebrar a vitória de Luís VII sobre os albigenses. Em seguida foi aprovada pelo próprio papa.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5

1229 AD – Proibição da leitura da Bíblia: O Sínodo de Tolosa pôs a Bíblia no Índex Librorum Prohibitrum, a lista  dos livros que eram proibidos aos fiéis.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 5:39
II Timóteo 3:16-17

1226-74 AD – O limbo: Foi idealizado por Tomás de Aquino, que viveu nesta época.

*O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1311 AD – O baptismo por imersão é substituído pela aspersão: Foi tomada esta decisão no Concílio de Ravena, neste ano. Antes, durante alguns séculos, a aspersão foi usada no caso de doentes graves, e era conhecida como “o baptismo clínico”.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 3:23
Cristo foi baptizado nesse lugar porque havia muita água;
Mateus 3:16;
Jesus foi baptizado por imersão;
João 13:15

6- ALTERAÇÕES Á FÉ BÍBLICA INTRODUZIDAS ENTRE 1414 – 1545 AD.

1414 AD – É negada aos leigos a participação no cálice, na celebração da Comunhão: Foi no Concílio de Constança, reunido nesse ano, que foi tomada esta decisão.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 26:27

1439 AD – A ideia do Purgatório passa a ser considerada doutrina: Isto aconteceu no Concílio de Florença. A ideia já vinha do ano 593, aproximadamente.
*O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1545 AD – Dá-se à tradição o mesmo valor que à Bíblia: Isto foi decidido na quarta sessão do Concílio de Trento, que durou até 1563.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
 Mateus 15:3,6-9

7 – ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1854 – 1870 AD.

1854 AD – A adoração da Virgem: O culto em si, tinha começado no ano 600 AD, mas foi neste ano que o papa Pio IX proclamou e definiu o “novo dogma” da Imaculada Conceição da Virgem. Na Encíclica “Lux Veritatis”, promulgada no natal de 1931, decretou-se que todo o bom católico tem que crer na Virgem como mediadora e intercessora ante Deus, e ao mesmo tempo pediu-se aos protestantes que se unam aos católicos no culto a Maria.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5
Hebreus 4:15-16
I Timóteo 2:5

1870 AD – A infalibilidade papal: Foi decretada no Concílio celebrado em Roma, no dia 13 de Julho deste ano.
*O que diz a Bíblia a esse respeito? Na verdade, só Deus é infalível.
I João 1:8
Romanos 3:9-10,23

8 – REFLEXÃO
Depois desta breve focagem sobre algumas das muitas alterações que foram feitas à doutrina de Jesus Cristo. Façamos uma pergunta, que diz a Bíblia a respeito de mudar, alterar, tirar ou acrescentar qualquer coisa às doutrinas ensinadas na Bíblia ?

Apocalipse 22:18-19

Prezado amigo, conhece alguma Igreja que não tenha mudado nem um “jota ou um til” da Bíblia e que viva os Santos princípios como os viveu a Igreja fundada por Jesus, que se chamou a Igreja dos Apostólica ?

Se não conhece, ela encontra-se identificada:
Apocalipse 14:12

Isaías 8:14

São Mateus 5:15-17

É tempo de voltar à Bíblia, nela assenta a fé dos Apóstolos e nela deve basear-se a Fé da Igreja de Deus nos últimos dias. Para quê esperar?

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Assista às Conferências PAZ PARA VIVER.

A DIVISÃO É MELHOR DO QUE A CONCORDÂNCIA NO ERRO.

13/06/2013

QUEM FOI O PRIMEIRO PAPA?


Do primeiro papa até Zefirino: 217 d.C.

 
O primeiro bispo de Roma de que se tem certeza foi Lino, que morreu por volta do ano 67 d.C. depois de ter escrito, segundo o historiador Platino, algo referente à luta de São Pedro com Simão Mago.
Em seguida veio Anacleto, ou Cleto, como alguns preferem, que cuidou dos fiéis romanos por seis anos. Parece que foi ele que dividiu Roma em "títuli" ou paróquias, ordenando os primeiros sete diáconos. Parece que morreu em 71: uns dizem como mártir, outros o negam.
Veio em seguida a Clemente, de quem já falamos bastante nos artigos passados quanto às suas ideias sobre a constituição do cristianismo.
Pouco se sabe da vida dele. Parece que morreu mártir. Assim afirmam Rufino e o bispo Zósimo, embora Eusébio e Gerónimo o neguem. Ireneu deixou escrito que o primeiro bispo romano mártir foi Telésforo.
Por aí o leitor vê a dificuldade de encontrar a verdade histórica desses primeiros séculos. Clemente morreu em 101, quando era imperador Trajano. Sucedeu-lhe Evaristo (101-109) que o "Liber Pontificalis" chama de mártir na perseguição de Trajano. Ordenou seis padres, cinco bispos e dois diáconos.
Então foi eleito Alexandre (109-116). O cardeal Barônio, na sua "Cronologia", coloca a eleição de Alexandre no ano de 121 enquanto a Enciclopédia Mirador o coloca no ano de 109. Alguns autores dizem que o imperador Adriano deu liberdade ao culto cristão, na época do bispo Alexandre.
Como isto foi possível é difícil de explicar, já que Adriano reinou de 117 até 138... Nenhuma cronologia destes primeiros séculos combina! O "Liber Pontificalis" diz que morreu mártir; Sto. Ireneu diz que morreu normalmente em sua cama.
A importância deste bispo romano é ter inventado o ritual da água benta para afugentar o demónio; do pão ázimo e do vinho com água para o ritual da missa.
Mas o cardeal Barônio diz que a água benta, por ser um ritual muito santo, só podia ser inventada pelos apóstolos. E, no entanto, do ponto de vista histórico nós sabemos que a água benta é um antigo ritual pagão dos velhos romanos.
 
Sucedeu-lhe Xisto (117-126). Pouco e muito confuso é o que sabemos dele. Parece que instituiu a Quaresma. Foram-lhe atribuídas duas decretais que começam assim: "Xisto, bispo universal da Igreja apostólica, a todos os bispos, saúde em Deus nosso Senhor; etc."
Mas os historiadores Marino e Baluze provaram tratar-se de documentos apócrifos, forjados séculos mais tarde, para fundamentar a ideologia do poder do bispo de Roma.
Até o historiador padre Pagi afirma tratar-se de documentos falsos pois esse título de "bispo universal" nunca foi usado nos primeiros séculos. Mais tarde os bispos de Roma irão usar outras metáforas como "servo dos servos de Deus".
Sucedeu-lhe Telésforo (126-136), do qual só sabemos que era grego de nascimento e havia morado num convento desde jovem. Sucedeu-lhe Higino (137-141), também grego de nascimento; era filho de um filósofo cujo nome não sabemos.
Exigiu que cada neófito ao ser batizado fosse apresentado por um padrinho ou madrinha. Nesta época houve grande propagação das ideias gnósticas no meio cristão.
Sucedeu-lhe Pio (141-154), do qual nada se sabe com certeza. As notícias que dele temos são muito contraditórias. Sucedeu-lhe Aniceto (154-166), do qual sabemos que era sírio e teve muitas discussões com o bispo Policarpo, discípulo de João Evangelista quanto à data da Páscoa; pois Policarpo, como todos os orientais, queria que fosse celebrada segundo o calendário judaico.
Mas Aniceto não concordou: foi a primeira violação de um costume adotado pelos apóstolos.
Aniceto teve que combater os carpocracianos, que sustentavam que os homens, mesmo cristãos, podiam e deviam gozar todos os prazeres possíveis; que as mulheres deviam pertencer a todos os homens; que não havia ressurreição da carne; que Jesus não passava de mito.
Foi nesta época que os eclesiásticos tiveram que refazer o evangelho original de Marcos porque estes carpocracianos se baseavam em trechos ambíguos deste evangelho (veja meu artigo n° 444, de 21/11/95).
Aniceto foi o primeiro que exigiu dos padres romanos a tonsura, no alto da cabeça, em forma de coroa.
Sucedeu-lhe Sotero (166-175) que, segundo a tradição, exigiu que os recém-casados depois da cerimónia civil fossem tomar a bênção do bispo. É tradição mas não é certo. Provavelmente a bênção do bispo é uma invenção do século XI para salientar o poder eclesiástico.
Note o leitor que se trata de bênção, só. A presença do padre será uma exigência do concilio de Trento, quando se chegará ao absurdo de dizer que o casamento cristão é válido só quando realizado na presença de um eclesiástico autorizado pelo bispo.
Sucedeu-lhe Eleutério (175-189). Nesta época era bispo em Alexandria o célebre Clemente, que escreveu "Strómata", um pequeno tratado de Filosofia Cristã onde, entre outras observações, podemos ler: "Demócrito e Epicuro olhavam o casamento como a principal origem de todos os males; os estóicos consideravam-no um ato sem importância e os discípulos de Aristóteles como o menor de todos os males. Mas nenhum destes filósofos tinha autoridade para julgar ou para apreciar o casamento porque todos se davam às práticas de sodomia."
"Na religião cristã o casamento é uma instituição moral. Ordena-se a conformação do nosso corpo e o mesmo Deus que disse: crescei e multiplicai-vos. (...) O casamento é o germe da família que é a pedra fundamental da sociedade; e os sacerdotes cristãos devem ser os primeiros a dar o exemplo, contraindo uniões sagradas".
"Os nicolaítas e os discípulos de Carpocrates e de seu filho Epifânio pregaram a comunidade das mulheres e cometeram um grande crime perante Deus; são contudo menos culpados dos que renunciam às doçuras do casamento para não aumentar o número dos filhos da humanidade."
"Igualmente condenáveis são os que pretendem que as relações sexuais nos desviam da oração, como é de se condenar Júlio Cassiano que por ódio à reprodução da humanidade chegou a afirmar que Cristo nunca teve mais que as aparências dos Órgãos viris. (...)"
"Todos esses insensatos recusam-se obstinadamente a seguirem os exemplos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, que eram casados e coabitavam com suas mulheres e tinham numerosos filhos"... (Não é interessante este trecho escrito cerca de 100 anos após a morte de Pedro e de Paulo?).
Ao bispo Eleutério sucedeu Vitor (189-199), que era natural da África e suscitou novamente a discussão da data da festa da Páscoa escrevendo veementes cartas a todos os bispos do Oriente próximo, ameaçando excomungar quem não aceitasse seu ponto de vista.
Mas esses bispos orientais reagiram com palavras duras pedindo-lhe que ficasse quieto na sua cidade de Roma. Até Sto. Ireneu lhe enviou uma carta, em nome dos cristãos da Gallia, censurando-o por ter mexido na data da Páscoa.
Sucedeu-lhe Zefirino (199-217), que por ser natural de Roma se deixou impressionar pelo cargo de bispo da capital do império e pensou ser uma espécie de imperador espiritual, mas na perseguição de Caracallo fugiu para não ser morto.
Reapareceu quando voltou a calmaria e, para fazer esquecer a sua covardia, perseguiu os heréticos e excomungou os montanistas e, com eles, Tertuliano.
Mas nenhum bispo, no Oriente ou no Ocidente, protestou contra aquilo que Tertuliano havia escrito, isto é: "As nossas Igrejas são todas apostólicas e, todas juntas, formam uma só Igreja. Pela comunhão da paz e pelo mútuo tratamento de irmãos e pelos vínculos de hospitalidade que entrelaçam todos os fiéis".
Para Tertuliano não havia nenhum Primado de bispos romanos: eram todos iguais... E o bispo de Roma Zefirino não reagiu e concordou.
Autor: Carlo Bússola, professor de Filosofia na UFES
Fonte: Publicado originalmente no jornal “A Tribuna” – Vitória-ES, numa série sob o título “Os Bispos de Roma e a Ideologia do Poder”.

16/05/2013

Foi São Pedro Bispo em Roma?

Não existem documentos históricos da época que atestem que Pedro foi bispo em Roma
O dogma católico é claro: "É objeto de fé católica que por vontade de Jesus, Pedro devia ter perpetuamente um sucessor no cargo de pastor supremo e este sucessor é o bispo de Roma". (B. Bartmann; "Teologia Dogmática" vol. II; Ed. Paulinas; SP; 1964; pág. 481).
Com efeito, o Concilio Vaticano I decretou isto na sessão 4, C.2. Este decreto inclui um ponto dogmático: que o apóstolo Pedro sempre terá um sucessor; e um ponto histórico: que o bispo de Roma é o sucessor de São Pedro.
Os teólogos [católicos] provam o primeiro ponto pelo fato de que a Igreja de Jesus, sendo eterna, terá eternamente alguém que cuide dela e este só poderá ser o sucessor de São Pedro. Também os teólogos provam o segundo ponto dizendo que Pedro foi bispo em Roma, onde morreu mártir, deixando um outro bispo como seu sucessor.
O primeiro ponto ainda hoje é muito questionado. Os católicos afirmam e os racionalistas negam; ainda mais, dizem que nas palavras de Jesus nunca aparece a suposta figura do sucessor. O que interessa, agora, é saber se realmente Pedro esteve em
Temos quatro escritores que nos relatam que na sua época havia uma tradição que afirmava que Pedro tinha estado em Roma; são eles: Orígenes no III século; Lactâncio e Eusébio, ambos no IV século; Gerónimo, no V século.
 É importante frisar que se trata de historiadores que viveram 300-400 anos depois de São Pedro e que relatam "tradições".
Orígenes (que morreu 187 anos depois da morte de São Pedro) costumava dizer que "Pedro foi crucificado em Roma de cabeça para baixo, a pedido seu" (Eusébio; II; 25. Veja também: Eusébius; "Eclesiastical History"; New York: 1839).
Lactâncio (que morreu 258 anos depois da morte de São Pedro) opina (isto é: acha) que Pedro foi a Roma no tempo do imperador Nero (veja: Lactantius: "De mortibus persecutorum"; 2. Veja também: Lactantius; "Works", em "Ante-Nicene Christian Library"; vols. XXX-II; London; 1881).
Gerónimo (que morreu 353 anos após a morte de São Pedro) diz que Pedro chegou em Roma no ano 42 d.C. (Shot-well J. And Loomis L.; "The see of Peter";Columbia U.P.;1927; pg. 64-65).
Eusébio (que morreu em 340, isto é: cerca de 270 anos após a morte de São Pedro, no começo do III livro da "História Eclesiástica" escreve: "Parece (note-se este "parece"!) que Pedro tenha pregado o evangelho aos judeus da dispersão e por fim foi para Roma, sendo lá crucificado de cabeça para baixo".
E acrescenta algo importantíssimo: "Depois do martírio de Pedro e Paulo, Lino foi designado como primeiro bispo de Roma".
Então, se Lino foi o primeiro, Pedro era apenas, "visita" e não bispo de Roma!
O historiador Peter De Rosa em seu livro "Vicars of Christ" (London; Bantan Press; 1988) à página 15 diz que segundo vários autores Pedro só teria chegado em Roma nos últimos anos de sua vida e a sua função de bispo não passa de uma lenda; prova disto é que seu nome não aparece nas listas mais antigas da sucessão episcopal.
Mas precisava dar vida e força a uma lenda para fundamentar a ideologia do poder, afirmam os racionalistas... É o que veremos mais adiante. O que nos interessa agora é a história de Pedro em Roma.
A arqueóloga romana Margherita Guarducci, professora de Epigrafia e Antigüidades Gregas na Universidade de Roma, que trabalhou junto a outros arqueólogos nas escavações feitas na Basílica de São Pedro para encontrar os restos mortais do apóstolo Pedro, escreveu dois artigos na revista internacional "Trinta dias na Igreja e no mundo", precisamente: fevereiro-1990, pg. 40-45 e agosto-1991, pg. 66-69.
O que vou relatar aqui é o resumo desses dois artigos.
Papa Pio XII "superando o receio e o acanhamento de seus predecessores" ordenou as escavações sob o altar-mor da Basílica de São Pedro. Infelizmente as escavações foram comprometidas pelo uso de ferramentas inadequadas e pela ausência de rigor científico e falta de coesão entre os arqueólogos.
Todavia, o local do túmulo foi encontrado em 1950 e Pio XII deu a notícia ao mundo. Apressadamente. Apressadamente, pois os ossos de Pedro não haviam sido encontrados. As obras pararam.
Dois anos mais tarde, em 1952, a arqueóloga Margherita Guarducci reiniciou as buscas e encontrou no muro do túmulo a inscrição em grego "Petrós ení" (Pedro está aqui); mas os ossos não estavam...
Somente em 1953 foi encontrado, numa caixa de madeira, parte de um esqueleto que examinado por antropólogos revelou pertencer a um só indivíduo de sexo masculino, de cerca de um metro e sessenta e cinco de altura, de constituição robusta e de idade entre 60 e 70 anos. A ossada estava envolvida em precioso manto de púrpura bordado em ouro.
A descoberta provocou toda uma série de contestações dentro e fora da Igreja Católica.
A arqueóloga comunicou oficialmente a descoberta a Paulo VI, que lhe disse: "A senhora não sabe quanta alegria me dá!... Aqueles ossos são como ouro para nós!" E comprometeu-se a dar logo o anúncio numa sessão do Concilio Vaticano II. Mas o anúncio não foi dado.
Certamente foi pressionado a esperar mais, talvez porque isso poderia aborrecer os protestantes, que sempre se pronunciaram contra essa tese.
Finalmente no dia 26 de junho de 1968 Paulo VI anunciou publicamente que os restos mortais de São Pedro haviam sido encontrados debaixo do altar-mor da Basílica de São Pedro. Aos poucos, porém, tudo foi esquecido.
A Santa Sé proibiu que a arqueóloga Margherita Guarducci visitasse os subterrâneos. Dez anos mais tarde, querendo completar seu livro "Pedro no Vaticano" com fotografias tiradas no local, ela soube que não poderia fotografar nada. Recorreu aos cardeais A. Casaroli e J. Ratzinger [atual papa, Bento 16] que queriam ajudá-la; mas não conseguiu nada!
Quando Paulo VI morreu, o silêncio voltou a reinar absoluto sobre as descobertas. 0s guias que acompanham os peregrinos aos subterrâneos não sabem nada ou estão proibidos de falar sobre as descobertas. Alguns até "dizem que a autenticidade dos ossos não foi confirmada" (30 dias, etc; fev. 1990; pg. 45; III Col.)
Então Pedro esteve, ou não, em Roma? A citada revista (que é ultraconservadora) no número de março 1996, pg. 50, escreve: "Todavia enquanto sobre Paulo temos notícias mais precisas (...) quanto à presença de Pedro em Roma não possuímos testemunhas de contemporâneos".
Por isso, acrescenta, "é difícil afirmar quando Pedro chegou em Roma. O certo é que Pedro não ficou ininterruptamente em Roma já que em 49 o encontramos em Jerusalém".
Tudo não passa de "tradição"... disse que disse... Por isso os racionalistas dizem que provavelmente Pedro veio a Roma como "visita", jamais como bispo.
A tradição nasceu numa época que representava o momento melhor na história da Igreja: o imperador Constantino, amigo do papa Silvestre I, bispo de Roma; em seguida: Teodósio e Justiniano.
Era o momento histórico único para colocar as bases da ideologia do poder eclesiástico romano.
Autor: Carlo Bússola, professor de Filosofia na UFES
Fonte: Publicado originalmente no jornal “A Tribuna” – Vitória-ES, numa série sob o título “Os Bispos de Roma e a Ideologia do Poder”.
Comentários do IASD Em Foco
Sabemos que há muitos cristãos sinceros entre os católicos – com os quais o Espírito Santo tem trabalhado e pelos quais temos orado diariamente – e, quando falamos isso, nos referimos tanto aos membros, leigos, como ao clero desta Igreja.
Agora, embora seja bastante difícil e até doloroso admitir isso – como o foi para Martinho Lutero, que era padre e teólogo católico, e para milhões de outros cristãos egressos do catolicismo através dos séculos – toda a base desta Igreja foi construída em cima de imposturas, falsos testemunhos, adulteração dos fatos, mentiras e desvios doutrinários.
Até mesmo quanto à tradicional e arrogante alegação feita pelos líderes e membros de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a primeira e única Igreja instituída por nosso Senhor Jesus Cristo, como se pode ver claramente a partir desta criteriosa obra de pesquisa documental do Professor Carlo Bússola, a sua fragilidade e/ou total inconsistência vem à tona com força; ela torna-se evidente e patente, quando confrontada com a pregação, testemunho e estilo de vida dos primeiros (cristãos) seguidores de Cristo.
Nesse sentido, a Bíblia é clara e taxativa: “... aquele que diz que permanece nEle [é cristão], esse deve andar assim como Ele andou” (I João 2:6).
O próprio Cristo torna isso claro ao definir em termos espirituais quem são e como agem, de fato, os Seus verdadeiros irmãos, a Sua verdadeira família, aqui na Terra: “Falava ainda Jesus ao povo, eis que Sua mãe e Seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: Tua mãe e Teus irmãos estão lá fora e querem falar-Te. Porém Ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de Meu Pai celeste, esse é Meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:46-50).
Dessa forma, a verdadeira sucessão apostólica é encontrada tão-somente naqueles que vivem e ensinam a doutrina dos apóstolos. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).

03/05/2013

O Imperador Constantino e Mudanças no Cristianismo

Visão de Constantino - Rafael Sanzio
É o dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo. Dois exércitos se defrontam às portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto a Ponte Milvio. É comandado por Marcos Aurélio Valério Maxêncio. O segundo, que desceu de Trier (na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia. É guiado por Flávio Valério Constantino. Os dois contendores lutam pelo título de Augusto do Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de governo do Império, ideado por Diocleciano.
O sol começa a se pôr quando as tropas de Constantino vêem repentinamente surgir no céu um grande sinal luminoso, com uma frase chamejante:  In hoc signo vinces (com este sinal vencerás). Eusébio de Cesareia, o primeiro grande histórico da Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: "Um sinal extraordinário aparece no céu. … quando o sol começava a declinar, Constantino vê com os próprios olhos, no céu, mais acima do sol, o troféu de uma cruz de luz sobre a qual estavam traçadas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande estupor e, com ele, todo seu exército." EUSEBIO, Vita Constantini, 37-40.
Constantino é a prova histórica de que o cristianismo primitivo só tinha poder eclesiástico.
O começo da queda do império romano começou com Constantino levando a capital para Bizâncio e os bárbaros invadindo o império.
Depois da abdicação de Diocleciano e Maximiano, Flávio Constâncio Cloro e Galério Maxímino dividiram entre si o império. Constâncio Cloro recuperou a Bretanha, derrotou 60 mil alemães e edificou a cidade de Spira.
Assim dominava a Inglaterra, e a Bretanha até a Dalmácia e às províncias orientais. Era um homem sóbrio e honesto. Gostava dos cristãos que tratava como amigos mesmo quando se recusavam sacrificar aos deuses romanos.
Constâncio Cloro morreu em York tendo antes proclamado imperador e seu sucessor o filho Constantino. Nesta mesma época quem dominava em Roma, na Itália e na África era Maxêncio, um homem de uma avareza insaciável e de uma devassidão e crueldade pior que Nero. Embriagava-se frequentemente e o vinho o tornava louco furioso. Nestas horas mandava mutilar os próprios amigos.
Era evidente que a guerra devia explodir entre Maxêncio e Constantino. Mas houve apenas começo de guerra, pois Maxêncio morreu afogado no Tibre numa armadilha que havia preparado para Constantino. Então, vencido Licínio, marido de sua irmã, Constância, Constantino tornou-se o único senhor do império.
Quem era Constantino? Segundo os cristãos era um santo, uma vez que em 313, no Edito de Milão, havia ordenado por lei que a religião cristã fosse livre e respeitada. Segundo Julíano, o apóstata, era um diabo cheio de orgulho e de ódio.
Na realidade temos que reconhecer-lhe a inteligência, a coragem e a prudência que lhe permitiram ser o senhor de todo o império romano do Ocidente, do Oriente e da África do Norte, por mais de 30 anos! Mas também foi suficientemente cruel e frio quando se tratava de interesses pessoais...
Mandou matar seu filho Crispo pela simples acusação da madrasta. Mandou sufocar no banho sua mulher Fausta. Mandou matar Liciniano, que era inocente dos crimes de Licínio, seu pai. Estes e muitos outros crimes de aparência política, ele os achava necessários para "proteger-se dentro de casa", como dizia...
Mas certo dia, quando estava entrando no templo de Júpiter para oferecer sacrifícios e purificar-se, o grande sacerdote barrou-lhe o caminho dizendo-lhe que os deuses não o perdoavam...
Foi então que alguém lhe fez observar que o batismo cristão perdoa todos os crimes cometidos anteriormente. Anteriormente? Sim, anteriormente!
Foi assim que Constantino resolveu adiar o batismo para o último dia de sua vida, já que outros homicídios políticos estavam previstos... Se isso é história ou lenda, é impossível saber. O que se sabe é que ainda matou gente e no fim da vida pediu o batismo.
Mas um outro fato estava acontecendo: o Oriente próximo estava se tornando a porta de entrada no império para multidões de bárbaros.
Em 254, os Marcomanos invadiram a Panónia e o norte da Itália. Em 255 os godos entravam na Dalmácia e na Macedónia; os citas, na Ásia Menor; os persas, na Síria; em 257 os godos invadiram o Bósforo e entraram no Ponto; em 258 conquistaram a Calcedónia, Nicomedia e Nicéia; em 259 os alemanos invadiram a Itália; em 260 o imperador Valeriano foi preso pelos persas. Os bárbaros haviam-se apercebido da fraqueza de Roma.
Já Roma, com a recusa do perdão dos deuses, não agradava mais Constantino e assim ele resolveu levar a capital do império para Bizâncio que, em 330, transformou numa esplêndida cidade que chamou de Constantinopla ou Nova Roma, fundando ali uma universidade e uma sede patriarcal onde o bispo tivesse seu lugar de honra primacial no Império. (Daí a luta entre o bispo de Roma e o de Bizâncio).
Parece que a promessa de que o batismo o purificaria de todos os seus pecados criou em Constantino um sentimento de benevolência para com os cristãos.
Mas ele não se apercebeu que Roma, livre do imperador, estava transferindo para o seu bispo a antiga primazia mundial (veja o caso de Atila!): uma primazia religiosa que se transformará brevemente em primazia política.
E este será mais um motivo de rivalidade entre o bispo de Roma e o bispo de Constantinopla: uma

24/04/2013

É A VIRGEM MARIA CO-REDENTORA?


A santa e humilde Maria nunca desejou tomar o lugar do Salvador, do Filho de Deus. A sua posição foi de serva ciente de sua missão, a missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida, o Verbo de Deus. Até nas suas palavras a mãe de Jesus foi discreta. O registo mais extenso das palavras por ela pronunciadas está em Lucas 1.46-55, sob o título "O cântico de Maria." Nessa oração, como já vimos atrás, Maria se mostra muito feliz e agradecida a Deus por haver sido agraciada com tão nobre missão: "Pois olhou para a humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada". Nos versículos 46 e 47, Maria se declara necessitada de salvação: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador".
Não se encontra nas Escrituras qualquer tipo de adoração a Maria, ou qualquer ensino nesse sentido. Muitas pessoas interpretam mal o título "Bem-aventurada". Uma pessoa bem-aventurada quer dizer uma pessoa feliz, ditosa e bendita. É o estado "daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e com a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária. O arcanjo Gabriel disse: "Bendita és tu ENTRE as mulheres", e não bendita ACIMA das mulheres. A mesma declaração foi feita por Isabel a Maria acrescentando: "... e bendito o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que "desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1.48b).
Jesus, no "Sermão da Montanha", chamou "BEM- AVENTURADOS" os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça e os perseguidos por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela confiada. Então, os salvos somos bem-aventurados, isto é, somos felizes porque agraciados com bênçãos de Deus. Não há a menor possibilidade de, após a nossa morte – a morte dos bem-aventurados - chegarmos à condição elevada de Senhor ou Senhora, Pai ou Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:
"Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor"; "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração." (Deuteronómio 6.4-5-6). Este mandamento foi confirmado por Jesus, quando afirmou que não existia outro mandamento maior do que este (Marcos 12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração completamente cheio do amor a Deus não possui espaço para adorar outros deuses, seja "senhor" ou "senhora", ou qualquer pessoa falecida. Ademais, fazer pedidos aos mortos e acreditar que eles sejam mensageiros de Deus, faz parte da doutrina espírita.
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor... nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses" (Josué 24.14-16). Devemos confiar no Senhor e somente a Ele dirigir nossas súplicas. Em nenhuma parte da Bíblia a santa Maria é elevada à posição de Senhora, Padroeira, Protetora ou Co-Redentora. Nenhum homem ou mulher pode, depois da morte física, receber tal sublimação. Quem morreu em nosso lugar foi Jesus, e Ele não divide a sua obra redentora com mais ninguém: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4.12). "Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura" (Isaías 42.8).
Mas, pela palavra da Tradição, Maria cooperou na obra do Salvador e hoje, no céu, é instrumento de salvação: "Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais longe. De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do