27/10/2013
13/10/2013
O que a Igreja Católica diz sobre a Lei e o Sábado?
Introdução:
Faremos na introdução uma síntese de algumas das principais
questões que serão feitas aos católicos. Vejamos agora resumidamente como as autoridades católicas respondem a essas questões:
—> Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Sim, ensinamos a
divisão em Moral, Cerimonial e Judicial.
—> A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para
o cristão?
Sim, pois são
eternos.
—> Há razões para
santificarmos o sábado?
Sim, há vários
motivos.
—> Que poder
arroga autoridade para mudar a Lei de Deus?
O papado.
—> Que
mandamento da Lei de Deus o papado cuidou em mudar?
Especificamente o
quarto mandamento.
—> A Igreja
Católica reconhece haver mudado o sábado?
Sim, reconhecemos.
—> As autoridades católicas reconhecem não haver
fundamento bíblico para a santificação do domingo?
Sim, reconhecemos não
haver base bíblica.
—> O papado roga o domingo como marca ou sinal de sua
autoridade eclesiástica e instituição exclusivamente católica?
Sim, a instituição
dominical deveria ser de exclusividade católica.
—> O que dizem os católicos quanto à observância do
domingo pelos protestantes?
Se os protestantes
seguissem a Bíblia, deveriam se tornar adventistas do sétimo dia. Ao
santificarem o domingo, estão reconhecendo nossa soberania e autoridade
eclesiástica sobre a cristandade.
Não sou eu quem diz isso, o que está escrito a preto é uma
síntese do que é declarado explicitamente em documentos oficiais da Igreja
Católica, os quais veremos a seguir em pormenor.
QUESTÕES AOS CATÓLICOS
1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?
O Pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ, é quem fica responsável
por esta resposta. Vejamos o que diz:
“DECÁLOGO. Do grego ‘deka’ dez ‘logos’ razão, sentença. É o
conjunto dos Dez Mandamentos da Lei de Deus que, segundo a tradição bíblica,
foram comunicados por Jeová a Moisés, no Monte Sinai, esculpidos em pedra, que
os israelitas conservaram na Arca da Aliança. Ele é a explicitação mais
essencial à lei natural. (…) o Decálogo é a síntese mais perfeita de toda a
experiência moral e religiosa da humanidade. É o código mais simples e mais
fundamental sobre o qual, em última análise, repousam todas as legislações que
regulam o comportamento humano.” — Em “Pequena Enciclopédia de Moral e
Civismo”, p. 170.
Muitas pessoas pensam que o Decálogo foi dado apenas ao povo
de Israel, lá no Monte Sinai, e que não serve mais para o povo de Deus, na
atualidade. O que podemos pensar disso? Quem vai responder isso é o famoso
“Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, organizado pelo Dr. A. Van Den Born, e
publicado pela “Editora Vozes Ltda”. (católica). Ele diz:
“O dom da lei de Deus, porém, e particularmente o do
decálogo não era destinado apenas para o Israel segundo a carne, mas também
para o ‘novo Israel’, que é a Igreja de Cristo. Por isso o decálogo é várias
vezes citado no Novo Testamento por Jesus e pelos apóstolos.” — Coluna 363.
Outra vez, a contribuição do Pe. Júlio Maria, no mesmo
livro:
“Deus escreveu os mandamentos em duas pedras como no-lo
indica a Bíblia. (…) Na primeira pedra estavam escritos os mandamentos que
indicam os nossos deveres para com Deus… e na segunda, estavam escritos os
nossos deveres para com os homens. (…) Os mandamentos da lei de Deus encontram-se
no Êxodo e no Deuteronómio (5:6-21).” — Op. cit., p. 86 e 95.
Muito esclarecedor este texto acima!
—> Deus escreveu em tábuas de pedra, os Dez Mandamentos;
—> A primeira tábua tem os deveres do homem para com
Deus; isto é, o “amar a Deus sobre todas as coisas”;
—> A segunda tábua tem os deveres do homem para com o
homem; isto é, “amar o próximo como a si mesmo”;
—> Os Dez Mandamentos se encontram, nas Sagradas
Escrituras, nos livros de Êxodo (capítulo 20) e de Deuteronómio (capítulo 5).
Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da
Igreja Católica têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.
2) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Às vezes, encontramos, nas Escrituras Sagradas, algumas
afirmações que parecem se contradizer. Uma hora ela fala que a lei é eterna e
não pode ser abolida; outra hora, que a lei passou. A que se deve essa aparente
confusão? Vamos atentar para o que escreveu o Pe. Júlio Maria, esclarecendo o
problema:
“Os preceitos do Antigo Testamento dividem-se em três géneros:
“1o. Os preceitos morais, que prescrevem aos homens os seus
deveres para com Deus e para com o próximo.
“2o. Os preceitos cerimoniais, que indicam os ritos
exteriores e as cerimónias que os judeus deviam seguir no culto divino.
“3o. Os preceitos judiciais, que determinam o modo de
administrar a justiça ao povo.
“Destes três géneros de preceitos, só o primeiro fica em pé,
integralmente; os outros preceitos só têm o valor que lhes comunica a palavra
de Jesus Cristo.
“A lei antiga, na sua parte cerimonial, era apenas uma
figura da nova lei, e é por isto que cessou, desde que foi promulgada a lei
nova.” — Em “Ataques Protestantes”, p. 96–97.
De tudo que está registado, fica mais do que claro que
esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras
confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais
fala a Escritura Sagrada:
—> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
—> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e
ordenanças rituais para Israel.
Os preceitos morais
permanecem; os cerimoniais, eram uma figura, “sombra dos bens futuros”, e foram
substituídos pela Realidade: Cristo; e os judiciais, só existiram enquanto
havia a nação de Israel como uma teocracia (governada por Deus)! E os dez
mandamentos morais tratam do amor a deus e do amor ao próximo.
3) A Lei de Deus, os
Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?
Quem responde a esta pergunta é o Frei Leopoldo Pires
Martins, OFM, no “Catecismo Romano”, onde lemos:
“Dentre as razões que movem o coração do homem a cumprir os
preceitos do Decálogo, sobressai, como o mais eficiente, o fato de ser Deus o
autor dessa mesma lei. (…) Estava essa luz divina quase ofuscada por maus
costumes e vícios inveterados entre os homens. Todavia, pela promulgação da Lei
de Moisés, Deus não trouxe uma luz nova, mas deu antes maior fulgor à
primitiva. É preciso explicar assim, para que o povo não se julgue livre do
Decálogo, quando ouve dizer que a Lei de Moisés está abrogada.
“Ainda mais. É absolutamente certo que não devemos cumprir
esses preceitos, por ser Moisés que os promulgou, mas por serem inatos em todos
os corações, e por terem sido explicados e confirmados por Cristo Nosso
Senhor.” — P. 399–400.
Aí está! Não só a “Santa Madre Igreja” crê que o Decálogo
está em vigor, mas incentiva a todos os fiéis para obedecê-los.
Também o já citado Padre Júlio Maria adiciona mais alguma
coisa ao que foi lido.
“Os mandamentos, com o ensino moral, são eternos porque são
a expressão da lei natural; e por isso Jesus Cristo não pode suprimi-los.” —
Op. cit., p. 98.
Também podemos encontrar a resposta a esta questão no
“Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã”, que diz o seguinte:
“Sim. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus,
pois devemos respeitar a ordem que o Pai Celeste quis dar ao mundo. Basta pecar
gravemente contra um só deles para merecermos o inferno.” — P. 33–34
Depois de mostrarmos o pensamento no próprio catecismo
católico, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez
Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial
da Igreja Católica?
4) Há razões para santificarmos o sábado?
Outra vez, convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM,
para responder:
“Este Preceito do Decálogo regula o culto externo, que
devemos a Deus. (…) Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido,
enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado
um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto
externo. (…)
“O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito,
transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os
fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo.” — Em “Catecismo Romano”, p.
434–435.
O Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o
mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus,
quando praticam esse mandamento específico.
“O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo
trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a
santidade do sábado era
uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7º
dia ‘descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente
elaborado em Gén. 1:1-2:4a”. — Em “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, coluna
1340.
Outra contribuição bastante proveitosa de John Mckenzie:
“O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias
fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee.
13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21–27…) .” — Em “Dicionário
Bíblico”, p. 810.
Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos
religiosos católicos não concordam com a visão
22/07/2013
PESQUISA BÍBLICA E TRADIÇÃO
Apocalipse 22:18-19
ÍNDICE:
1-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 336 – 538 AD
2-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 993 – 1075 AD
3-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1090 – 1190 A
4-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1213 – 1215 AD.
5-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1226 – 1311
6-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1414 – 1545 AD.
7-
ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 1854 – 1870
8-
REFLEXÕES
1- ALTERAÇÕES FEITAS Á FÉ BÍBLICA ENTRE 336 – 538 AD.
336 AD – Observância do domingo em vez do Sábado: Isto foi determinado pelo Concílio de Laodicéia,
reunido neste ano, como confirmação religiosa da mudança feita por Constantino,
em 7 de Março de 321 AD.
*O que diz Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:8-11
Mateus 5:17-19
538 AD – Estabelecimento do
papado: Este assunto, que tinha sido motivo de muitas controvérsias, foi
finalmente decidido neste ano, quando Justiniano, imperador romano, proclamou o
bispo de Roma “Bispo dos bispos e Chefe da igreja universal”.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 4:14-15
II Tessalonicenses 2:3-4
2 – ATERAÇÕES FEITAS Á FÉ
BÍBLICA ENTRE 993 – 1075 AD.
993 AD – Primeiro caso de
canonização de um santo: Foi realizado em Roma, neste ano.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Romanos
3:23
Marcos
10:18
1022 AD – A penitência:
Deu-se-lhe um carácter legal no concílio de Worms, reunido nesse ano, embora o
papa Victor II fosso o primeiro que a autorizou.
*O que a Bíblia diz a esse respeito?
Romanos
6:23
João 3:16
1070 AD – Declarada a infalibilidade da igreja:
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Job 9:20
Salmo
119:96
1075 AD – O celibato dos
sacerdotes: Foi decretado no Concílio de Barcelona, em 1068, mas foi
promulgado por Gregório VII neste ano. Os clérigos casados foram obrigados a
divorciarem-se das suas esposas no Primeiro Concílio de Latrão, no ano de 1123,
segundo o cânon XXI. (Antes os sacerdotes e papas eram casados)
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Timóteo 4:1,3
I Timóteo 3:2-5
3- ALTERAÇÕES FEITAS À FÉ
BÍBLICA ENTRE 1090 – 1190 AD.
1090 AD – O uso do rosário:
Foi inventado por Pedro, o eremita, e o seu uso generalizou-se com a pregação
de Domingos de Guzmão.
O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus
6:7-9
1100 AD – A missa é
instituída: É nesta altura que começa também o pagamento pela realização de
serviços religiosos.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus
9:28
Romanos
3:24
Efésios 2:8
1190 AD – As indulgências:
Há dois tipos de indulgências: as plenas ou totais, e as parciais. As primeiras
consistem na remissão de todos os castigos respeitantes ao pecado, de modo que
não é necessária outra expiação no purgatório. As indulgências parciais
eliminam apenas uma parte das penas.
O que diz a Bíblia a esse respeito?
O que diz a Bíblia a esse respeito?
I João 1:9
Isaías 1:18
Só Deus pode perdoar pecados. E
não há “indulgências” pelo pecado. Só Jesus Cristo se nos oferece
gratuitamente.
4- ALTERAÇÕES FEITAS À FÉ
BÍBLICA ENTRE 1213 – 1215 AD.
1213 AD – A inquisição:
Consiste em juízos de tormento para todos os que não aceitavam os ensinos
papais, juntamente com a pena de morte por heresia. Foi estabelecida pelo
próprio papa, neste ano, e foi, em seguida, confirmada por Inocêncio IV na sua
bula “Ad Extirpanda”, do dia 15 de Maio de 1252. Foi ratificada pelo papa
Alexandre IV no dia 30 de Novembro de 1259, e por Clemente IV a 2 de Novembro
de 1265.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Josué 24:15
O próprio
Deus não obriga ninguém a servi-Lo. Mal faria o homem se tentasse impôr tal
coisa:
Êxodo 20:13
Ninguém tem
o direito a tirar a vida de nutrem:
Marcos
12:31
O amor pelo
meu próximo não me leva de modo nenhum a torturá-lo:
Mateus 5:44
Esse é o
verdadeiro espírito cristão
1215 AD – O baptismo de crianças:
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Lucas 3:21-23
João 13:15
1215 AD – A transubstanciação:
Foi declarada dogma pelo Concílio de Latrão, sessão XIII, e está registada no
Cânon 4.º.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Corintios
11:24,25
A Bíblia
Sagrada fala de um memorial, de uma recordação, e não de uma transusbstanciação
do corpo e sangue no pão e no vinho.
1215 AD – A confissão
auricular: É feita pelo crente ao
sacerdote, e é este que dá o perdão.
*O que diz a Bíblia a esse
respeito?
Mateus 11:28
1ª João 1:7-9
Hebreus 4:15
5- ATERAÇÕES FEITAS Á FÉ
BÍBLICA ENTRE 1226 – 1311 AD.
1226 AD – A adoração da
hóstia: Esta prática foi começada pelo bispo Pedro de Corbie, ao celebrar a
vitória de Luís VII sobre os albigenses. Em seguida foi aprovada pelo próprio
papa.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo
20:4-5
1229 AD – Proibição da leitura
da Bíblia: O Sínodo de Tolosa pôs a Bíblia no Índex Librorum Prohibitrum, a
lista dos livros que eram proibidos aos
fiéis.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 5:39
II Timóteo
3:16-17
1226-74 AD – O limbo: Foi
idealizado por Tomás de Aquino, que viveu nesta época.
*O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem
sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.
1311 AD – O baptismo por
imersão é substituído pela aspersão: Foi tomada esta decisão no Concílio de
Ravena, neste ano. Antes, durante alguns séculos, a aspersão foi usada no caso
de doentes graves, e era conhecida como “o baptismo clínico”.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
João
3:23
Cristo
foi baptizado nesse lugar porque havia muita água;
Mateus
3:16;
Jesus
foi baptizado por imersão;
João
13:15
6- ALTERAÇÕES Á FÉ BÍBLICA
INTRODUZIDAS ENTRE 1414 – 1545 AD.
1414 AD – É negada aos leigos
a participação no cálice, na celebração da Comunhão: Foi no Concílio de
Constança, reunido nesse ano, que foi tomada esta decisão.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus
26:27
1439 AD – A ideia do
Purgatório passa a ser considerada doutrina: Isto aconteceu no Concílio de
Florença. A ideia já vinha do ano 593, aproximadamente.
*O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem
sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.
1545 AD – Dá-se à tradição o mesmo valor que à Bíblia: Isto foi decidido na quarta sessão do Concílio de
Trento, que durou até 1563.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 15:3,6-9
7 – ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS Á
FÉ BÍBLICA ENTRE 1854 – 1870 AD.
1854 AD – A adoração da
Virgem: O culto em si, tinha começado no ano 600 AD, mas foi neste ano que
o papa Pio IX proclamou e definiu o “novo dogma” da Imaculada Conceição da
Virgem. Na Encíclica “Lux Veritatis”, promulgada no natal de 1931, decretou-se
que todo o bom católico tem que crer na Virgem como mediadora e intercessora
ante Deus, e ao mesmo tempo pediu-se aos protestantes que se unam aos católicos
no culto a Maria.
*O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo
20:4-5
Hebreus
4:15-16
I Timóteo
2:5
1870 AD – A infalibilidade
papal: Foi decretada no Concílio celebrado em Roma, no dia 13 de Julho
deste ano.
*O que diz a Bíblia a esse respeito? Na
verdade, só Deus é infalível.
I João 1:8Romanos 3:9-10,23
8 – REFLEXÃO
Depois desta breve focagem
sobre algumas das muitas alterações que foram feitas à doutrina de Jesus
Cristo. Façamos uma pergunta, que diz a Bíblia a respeito de mudar, alterar,
tirar ou acrescentar qualquer coisa às doutrinas ensinadas na Bíblia ?
Apocalipse 22:18-19
Prezado amigo, conhece alguma
Igreja que não tenha mudado nem um “jota ou um til” da Bíblia e que viva os
Santos princípios como os viveu a Igreja fundada por Jesus, que se chamou a
Igreja dos Apostólica ?
Se não conhece, ela
encontra-se identificada:
Apocalipse 14:12
Isaías 8:14
São Mateus 5:15-17
É tempo de voltar à Bíblia,
nela assenta a fé dos Apóstolos e nela deve basear-se a Fé da Igreja de Deus
nos últimos dias. Para quê esperar?
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PARA VIVER.
A DIVISÃO É MELHOR DO QUE A
CONCORDÂNCIA NO ERRO.
13/06/2013
QUEM FOI O PRIMEIRO PAPA?
Do primeiro papa até Zefirino: 217 d.C.
O primeiro bispo de Roma de que se tem certeza foi Lino, que
morreu por volta do ano 67 d.C. depois de ter escrito, segundo o historiador
Platino, algo referente à luta de São Pedro com Simão Mago.
Em seguida veio Anacleto, ou Cleto, como alguns preferem,
que cuidou dos fiéis romanos por seis anos. Parece que foi ele que dividiu Roma
em "títuli" ou paróquias, ordenando os primeiros sete diáconos.
Parece que morreu em 71: uns dizem como mártir, outros o negam.
Veio em seguida a Clemente, de quem já falamos bastante nos
artigos passados quanto às suas ideias sobre a constituição do cristianismo.
Pouco se sabe da vida dele. Parece que morreu mártir. Assim
afirmam Rufino e o bispo Zósimo, embora Eusébio e Gerónimo o neguem. Ireneu deixou
escrito que o primeiro bispo romano mártir foi Telésforo.
Por aí o leitor vê a dificuldade de encontrar a verdade
histórica desses primeiros séculos. Clemente morreu em 101, quando era
imperador Trajano. Sucedeu-lhe Evaristo (101-109) que o "Liber
Pontificalis" chama de mártir na perseguição de Trajano. Ordenou seis
padres, cinco bispos e dois diáconos.
Então foi eleito Alexandre (109-116). O cardeal Barônio, na
sua "Cronologia", coloca a eleição de Alexandre no ano de 121
enquanto a Enciclopédia Mirador o coloca no ano de 109. Alguns autores dizem
que o imperador Adriano deu liberdade ao culto cristão, na época do bispo
Alexandre.
Como isto foi possível é difícil de explicar, já que Adriano
reinou de 117 até 138... Nenhuma cronologia destes primeiros séculos combina! O
"Liber Pontificalis" diz que morreu mártir; Sto. Ireneu diz que
morreu normalmente em sua cama.
A importância deste bispo romano é ter inventado o ritual da
água benta para afugentar o demónio; do pão ázimo e do vinho com água para o
ritual da missa.
Mas o cardeal Barônio diz que a água benta, por ser um
ritual muito santo, só podia ser inventada pelos apóstolos. E, no entanto, do
ponto de vista histórico nós sabemos que a água benta é um antigo ritual pagão
dos velhos romanos.
Sucedeu-lhe Xisto (117-126). Pouco e muito confuso é o que
sabemos dele. Parece que instituiu a Quaresma. Foram-lhe atribuídas duas
decretais que começam assim: "Xisto, bispo universal da Igreja apostólica,
a todos os bispos, saúde em Deus nosso Senhor; etc."
Mas os historiadores Marino e Baluze provaram tratar-se de
documentos apócrifos, forjados séculos mais tarde, para fundamentar a ideologia
do poder do bispo de Roma.
Até o historiador padre Pagi afirma tratar-se de documentos
falsos pois esse título de "bispo universal" nunca foi usado nos
primeiros séculos. Mais tarde os bispos de Roma irão usar outras metáforas como
"servo dos servos de Deus".
Sucedeu-lhe Telésforo (126-136), do qual só sabemos que era
grego de nascimento e havia morado num convento desde jovem. Sucedeu-lhe Higino
(137-141), também grego de nascimento; era filho de um filósofo cujo nome não
sabemos.
Exigiu que cada neófito ao ser batizado fosse apresentado
por um padrinho ou madrinha. Nesta época houve grande propagação das ideias
gnósticas no meio cristão.
Sucedeu-lhe Pio (141-154), do qual nada se sabe com certeza.
As notícias que dele temos são muito contraditórias. Sucedeu-lhe Aniceto
(154-166), do qual sabemos que era sírio e teve muitas discussões com o bispo
Policarpo, discípulo de João Evangelista quanto à data da Páscoa; pois
Policarpo, como todos os orientais, queria que fosse celebrada segundo o
calendário judaico.
Mas Aniceto não concordou: foi a primeira violação de um
costume adotado pelos apóstolos.
Aniceto teve que combater os carpocracianos, que sustentavam
que os homens, mesmo cristãos, podiam e deviam gozar todos os prazeres
possíveis; que as mulheres deviam pertencer a todos os homens; que não havia
ressurreição da carne; que Jesus não passava de mito.
Foi nesta época que os eclesiásticos tiveram que refazer o
evangelho original de Marcos porque estes carpocracianos se baseavam em trechos
ambíguos deste evangelho (veja meu artigo n° 444, de 21/11/95).
Aniceto foi o primeiro que exigiu dos padres romanos a
tonsura, no alto da cabeça, em forma de coroa.
Sucedeu-lhe Sotero (166-175) que, segundo a tradição, exigiu
que os recém-casados depois da cerimónia civil fossem tomar a bênção do bispo.
É tradição mas não é certo. Provavelmente a bênção do bispo é uma invenção do
século XI para salientar o poder eclesiástico.
Note o leitor que se trata de bênção, só. A presença do
padre será uma exigência do concilio de Trento, quando se chegará ao absurdo de
dizer que o casamento cristão é válido só quando realizado na presença de um
eclesiástico autorizado pelo bispo.
Sucedeu-lhe Eleutério (175-189). Nesta época era bispo em
Alexandria o célebre Clemente, que escreveu "Strómata", um pequeno
tratado de Filosofia Cristã onde, entre outras observações, podemos ler:
"Demócrito e Epicuro olhavam o casamento como a principal origem de todos
os males; os estóicos consideravam-no um ato sem importância e os discípulos de
Aristóteles como o menor de todos os males. Mas nenhum destes filósofos tinha
autoridade para julgar ou para apreciar o casamento porque todos se davam às
práticas de sodomia."
"Na religião cristã o casamento é uma instituição
moral. Ordena-se a conformação do nosso corpo e o mesmo Deus que disse: crescei
e multiplicai-vos. (...) O casamento é o germe da família que é a pedra
fundamental da sociedade; e os sacerdotes cristãos devem ser os primeiros a dar
o exemplo, contraindo uniões sagradas".
"Os nicolaítas e os discípulos de Carpocrates e de seu
filho Epifânio pregaram a comunidade das mulheres e cometeram um grande crime
perante Deus; são contudo menos culpados dos que renunciam às doçuras do
casamento para não aumentar o número dos filhos da humanidade."
"Igualmente condenáveis são os que pretendem que as
relações sexuais nos desviam da oração, como é de se condenar Júlio Cassiano
que por ódio à reprodução da humanidade chegou a afirmar que Cristo nunca teve
mais que as aparências dos Órgãos viris. (...)"
"Todos esses insensatos recusam-se obstinadamente a
seguirem os exemplos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, que eram casados e
coabitavam com suas mulheres e tinham numerosos filhos"... (Não é
interessante este trecho escrito cerca de 100 anos após a morte de Pedro e de
Paulo?).
Ao bispo Eleutério sucedeu Vitor (189-199), que era natural
da África e suscitou novamente a discussão da data da festa da Páscoa
escrevendo veementes cartas a todos os bispos do Oriente próximo, ameaçando
excomungar quem não aceitasse seu ponto de vista.
Mas esses bispos orientais reagiram com palavras duras
pedindo-lhe que ficasse quieto na sua cidade de Roma. Até Sto. Ireneu lhe
enviou uma carta, em nome dos cristãos da Gallia, censurando-o por ter mexido
na data da Páscoa.
Sucedeu-lhe Zefirino (199-217), que por ser natural de Roma
se deixou impressionar pelo cargo de bispo da capital do império e pensou ser
uma espécie de imperador espiritual, mas na perseguição de Caracallo fugiu para
não ser morto.
Reapareceu quando voltou a calmaria e, para fazer esquecer a
sua covardia, perseguiu os heréticos e excomungou os montanistas e, com eles,
Tertuliano.
Mas nenhum bispo, no Oriente ou no Ocidente, protestou
contra aquilo que Tertuliano havia escrito, isto é: "As nossas Igrejas são
todas apostólicas e, todas juntas, formam uma só Igreja. Pela comunhão da paz e
pelo mútuo tratamento de irmãos e pelos vínculos de hospitalidade que
entrelaçam todos os fiéis".
Para Tertuliano não havia nenhum Primado de bispos romanos:
eram todos iguais... E o bispo de Roma Zefirino não reagiu e concordou.
Autor: Carlo Bússola, professor de Filosofia na UFES
Fonte: Publicado originalmente no jornal “A Tribuna” –
Vitória-ES, numa série sob o título “Os Bispos de Roma e a Ideologia do Poder”.
16/05/2013
Foi São Pedro Bispo em Roma?
Não existem documentos históricos da época que atestem que
Pedro foi bispo em Roma
O dogma católico é claro: "É objeto de fé católica que
por vontade de Jesus, Pedro devia ter perpetuamente um sucessor no cargo de
pastor supremo e este sucessor é o bispo de Roma". (B. Bartmann;
"Teologia Dogmática" vol. II; Ed. Paulinas; SP; 1964; pág. 481).
Com efeito, o Concilio Vaticano I decretou isto na sessão 4,
C.2. Este decreto inclui um ponto dogmático: que o apóstolo Pedro sempre terá
um sucessor; e um ponto histórico: que o bispo de Roma é o sucessor de São
Pedro.
Os teólogos [católicos] provam o primeiro ponto pelo fato de
que a Igreja de Jesus, sendo eterna, terá eternamente alguém que cuide dela e
este só poderá ser o sucessor de São Pedro. Também os teólogos provam o segundo
ponto dizendo que Pedro foi bispo em Roma, onde morreu mártir, deixando um
outro bispo como seu sucessor.
O primeiro ponto ainda hoje é muito questionado. Os
católicos afirmam e os racionalistas negam; ainda mais, dizem que nas palavras
de Jesus nunca aparece a suposta figura do sucessor. O que interessa, agora, é
saber se realmente Pedro esteve em
Temos quatro escritores que nos relatam que na sua época
havia uma tradição que afirmava que Pedro tinha estado em Roma; são eles:
Orígenes no III século; Lactâncio e Eusébio, ambos no IV século; Gerónimo, no V
século.
É importante frisar
que se trata de historiadores que viveram 300-400 anos depois de São Pedro e
que relatam "tradições".
Orígenes (que morreu 187 anos depois da morte de São Pedro)
costumava dizer que "Pedro foi crucificado em Roma de cabeça para baixo, a
pedido seu" (Eusébio; II; 25. Veja também: Eusébius; "Eclesiastical
History"; New York: 1839).
Lactâncio (que morreu 258 anos depois da morte de São Pedro)
opina (isto é: acha) que Pedro foi a Roma no tempo do imperador Nero (veja:
Lactantius: "De mortibus persecutorum"; 2. Veja também: Lactantius;
"Works", em "Ante-Nicene Christian Library"; vols. XXX-II;
London; 1881).
Gerónimo (que morreu 353 anos após a morte de São Pedro) diz
que Pedro chegou em Roma no ano 42 d.C. (Shot-well J. And Loomis L.; "The
see of Peter";Columbia U.P.;1927; pg. 64-65).
Eusébio (que morreu em 340, isto é: cerca de 270 anos após a
morte de São Pedro, no começo do III livro da "História Eclesiástica"
escreve: "Parece (note-se este "parece"!) que Pedro tenha
pregado o evangelho aos judeus da dispersão e por fim foi para Roma, sendo lá
crucificado de cabeça para baixo".
E acrescenta algo importantíssimo: "Depois do martírio
de Pedro e Paulo, Lino foi designado como primeiro bispo de Roma".
Então, se Lino foi o primeiro, Pedro era apenas, "visita" e
não bispo de Roma!
O historiador Peter De Rosa em seu livro "Vicars of
Christ" (London; Bantan Press; 1988) à página 15 diz que segundo vários
autores Pedro só teria chegado em Roma nos últimos anos de sua vida e a sua
função de bispo não passa de uma lenda; prova disto é que seu nome não aparece
nas listas mais antigas da sucessão episcopal.
Mas precisava dar vida e força a uma lenda para fundamentar
a ideologia do poder, afirmam os racionalistas... É o que veremos mais adiante.
O que nos interessa agora é a história de Pedro em Roma.
A arqueóloga romana Margherita Guarducci, professora de
Epigrafia e Antigüidades Gregas na Universidade de Roma, que trabalhou junto a
outros arqueólogos nas escavações feitas na Basílica de São Pedro para
encontrar os restos mortais do apóstolo Pedro, escreveu dois artigos na revista
internacional "Trinta dias na Igreja e no mundo", precisamente:
fevereiro-1990, pg. 40-45 e agosto-1991, pg. 66-69.
O que vou relatar aqui é o resumo desses dois artigos.
Papa Pio XII "superando o receio e o acanhamento de
seus predecessores" ordenou as escavações sob o altar-mor da Basílica de
São Pedro. Infelizmente as escavações foram comprometidas pelo uso de
ferramentas inadequadas e pela ausência de rigor científico e falta de coesão
entre os arqueólogos.
Todavia, o local do túmulo foi encontrado em 1950 e Pio XII
deu a notícia ao mundo. Apressadamente. Apressadamente, pois os ossos de Pedro
não haviam sido encontrados. As obras pararam.
Dois anos mais tarde, em 1952, a arqueóloga Margherita
Guarducci reiniciou as buscas e encontrou no muro do túmulo a inscrição em
grego "Petrós ení" (Pedro está aqui); mas os ossos não estavam...
Somente em 1953 foi encontrado, numa caixa de madeira, parte
de um esqueleto que examinado por antropólogos revelou pertencer a um só
indivíduo de sexo masculino, de cerca de um metro e sessenta e cinco de altura,
de constituição robusta e de idade entre 60 e 70 anos. A ossada estava
envolvida em precioso manto de púrpura bordado em ouro.
A descoberta provocou toda uma série de contestações dentro
e fora da Igreja Católica.
A arqueóloga comunicou oficialmente a descoberta a Paulo VI,
que lhe disse: "A senhora não sabe quanta alegria me dá!... Aqueles ossos
são como ouro para nós!" E comprometeu-se a dar logo o anúncio numa sessão
do Concilio Vaticano II. Mas o anúncio não foi dado.
Certamente foi pressionado a esperar mais, talvez porque
isso poderia aborrecer os protestantes, que sempre se pronunciaram contra essa
tese.
Finalmente no dia 26 de junho de 1968 Paulo VI anunciou
publicamente que os restos mortais de São Pedro haviam sido encontrados debaixo
do altar-mor da Basílica de São Pedro. Aos poucos, porém, tudo foi esquecido.
A Santa Sé proibiu que a arqueóloga Margherita Guarducci
visitasse os subterrâneos. Dez anos mais tarde, querendo completar seu livro
"Pedro no Vaticano" com fotografias tiradas no local, ela soube que
não poderia fotografar nada. Recorreu aos cardeais A. Casaroli e J. Ratzinger
[atual papa, Bento 16] que queriam ajudá-la; mas não conseguiu nada!
Quando Paulo VI morreu, o silêncio voltou a reinar absoluto
sobre as descobertas. 0s guias que acompanham os peregrinos aos subterrâneos
não sabem nada ou estão proibidos de falar sobre as descobertas. Alguns até
"dizem que a autenticidade dos ossos não foi confirmada" (30 dias,
etc; fev. 1990; pg. 45; III Col.)
Então Pedro esteve, ou não, em Roma? A citada revista (que é
ultraconservadora) no número de março 1996, pg. 50, escreve: "Todavia
enquanto sobre Paulo temos notícias mais precisas (...) quanto à presença de
Pedro em Roma não possuímos testemunhas de contemporâneos".
Por isso, acrescenta, "é difícil afirmar quando Pedro
chegou em Roma. O certo é que Pedro não ficou ininterruptamente em Roma já que
em 49 o encontramos em Jerusalém".
Tudo não passa de "tradição"... disse que disse...
Por isso os racionalistas dizem que provavelmente Pedro veio a Roma como
"visita", jamais como bispo.
A tradição nasceu numa época que representava o momento
melhor na história da Igreja: o imperador Constantino, amigo do papa Silvestre
I, bispo de Roma; em seguida: Teodósio e Justiniano.
Era o momento histórico único para colocar as bases da
ideologia do poder eclesiástico romano.
Autor: Carlo Bússola, professor de Filosofia na UFES
Fonte: Publicado originalmente no jornal “A Tribuna” –
Vitória-ES, numa série sob o título “Os Bispos de Roma e a Ideologia do Poder”.
Comentários do IASD
Em Foco
Sabemos que há muitos cristãos sinceros entre os católicos –
com os quais o Espírito Santo tem trabalhado e pelos quais temos orado
diariamente – e, quando falamos isso, nos referimos tanto aos membros, leigos,
como ao clero desta Igreja.
Agora, embora seja bastante difícil e até doloroso admitir
isso – como o foi para Martinho Lutero, que era padre e teólogo católico, e
para milhões de outros cristãos egressos do catolicismo através dos séculos –
toda a base desta Igreja foi construída em cima de imposturas, falsos
testemunhos, adulteração dos fatos, mentiras e desvios doutrinários.
Até mesmo quanto à tradicional e arrogante alegação feita
pelos líderes e membros de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a primeira
e única Igreja instituída por nosso Senhor Jesus Cristo, como se pode ver
claramente a partir desta criteriosa obra de pesquisa documental do Professor Carlo Bússola, a sua
fragilidade e/ou total inconsistência vem à tona com força; ela torna-se
evidente e patente, quando confrontada com a pregação, testemunho e estilo de
vida dos primeiros (cristãos) seguidores de Cristo.
Nesse sentido, a Bíblia é clara e taxativa: “... aquele que
diz que permanece nEle [é cristão], esse deve andar assim como Ele andou” (I
João 2:6).
O próprio Cristo torna isso claro ao definir em termos
espirituais quem são e como agem, de fato, os Seus verdadeiros irmãos, a Sua
verdadeira família, aqui na Terra: “Falava ainda Jesus ao povo, eis que Sua mãe
e Seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe
disse: Tua mãe e Teus irmãos estão lá fora e querem falar-Te. Porém Ele
respondeu ao que lhe trouxera o aviso: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos.
Porque qualquer que fizer a vontade de Meu Pai celeste, esse é Meu irmão, irmã
e mãe” (Mateus 12:46-50).
Dessa forma, a verdadeira sucessão apostólica é encontrada tão-somente
naqueles que vivem e ensinam a doutrina dos apóstolos. “À lei e ao testemunho!
Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Isaías 8:20).
03/05/2013
O Imperador Constantino e Mudanças no Cristianismo
É o dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo. Dois
exércitos se defrontam às portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos
para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto a Ponte Milvio. É
comandado por Marcos Aurélio Valério Maxêncio. O segundo, que desceu de Trier
(na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia. É guiado por
Flávio Valério Constantino. Os dois contendores lutam pelo título de Augusto do
Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de
governo do Império, ideado por Diocleciano.
O sol começa a se pôr quando as tropas de Constantino vêem
repentinamente surgir no céu um grande sinal luminoso, com uma frase
chamejante: In hoc signo vinces (com
este sinal vencerás). Eusébio de Cesareia, o primeiro grande histórico da
Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: "Um sinal extraordinário
aparece no céu. … quando o sol começava a declinar, Constantino vê com os
próprios olhos, no céu, mais acima do sol, o troféu de uma cruz de luz sobre a
qual estavam traçadas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande
estupor e, com ele, todo seu exército." EUSEBIO, Vita Constantini, 37-40.
Constantino é a prova histórica de que o cristianismo
primitivo só tinha poder eclesiástico.
O começo da queda do império romano começou com Constantino
levando a capital para Bizâncio e os bárbaros invadindo o império.
Depois da abdicação de Diocleciano e Maximiano, Flávio
Constâncio Cloro e Galério Maxímino dividiram entre si o império. Constâncio
Cloro recuperou a Bretanha, derrotou 60 mil alemães e edificou a cidade de
Spira.
Assim dominava a Inglaterra, e a Bretanha até a Dalmácia e
às províncias orientais. Era um homem sóbrio e honesto. Gostava dos cristãos
que tratava como amigos mesmo quando se recusavam sacrificar aos deuses
romanos.
Constâncio Cloro morreu em York tendo antes proclamado
imperador e seu sucessor o filho Constantino. Nesta mesma época quem dominava
em Roma, na Itália e na África era Maxêncio, um homem de uma avareza insaciável
e de uma devassidão e crueldade pior que Nero. Embriagava-se frequentemente e o
vinho o tornava louco furioso. Nestas horas mandava mutilar os próprios amigos.
Era evidente que a guerra devia explodir entre Maxêncio e
Constantino. Mas houve apenas começo de guerra, pois Maxêncio morreu afogado no
Tibre numa armadilha que havia preparado para Constantino. Então, vencido
Licínio, marido de sua irmã, Constância, Constantino tornou-se o único senhor
do império.
Quem era Constantino? Segundo os cristãos era um santo, uma
vez que em 313, no Edito de Milão, havia ordenado por lei que a religião cristã
fosse livre e respeitada. Segundo Julíano, o apóstata, era um diabo cheio de
orgulho e de ódio.
Na realidade temos que reconhecer-lhe a inteligência, a
coragem e a prudência que lhe permitiram ser o senhor de todo o império romano
do Ocidente, do Oriente e da África do Norte, por mais de 30 anos! Mas também
foi suficientemente cruel e frio quando se tratava de interesses pessoais...
Mandou matar seu filho Crispo pela simples acusação da
madrasta. Mandou sufocar no banho sua mulher Fausta. Mandou matar Liciniano,
que era inocente dos crimes de Licínio, seu pai. Estes e muitos outros crimes
de aparência política, ele os achava necessários para "proteger-se dentro
de casa", como dizia...
Mas certo dia, quando estava entrando no templo de Júpiter para
oferecer sacrifícios e purificar-se, o grande sacerdote barrou-lhe o caminho
dizendo-lhe que os deuses não o perdoavam...
Foi então que alguém lhe fez observar que o batismo cristão
perdoa todos os crimes cometidos anteriormente. Anteriormente? Sim,
anteriormente!
Foi assim que Constantino resolveu adiar o batismo para o
último dia de sua vida, já que outros homicídios políticos estavam previstos...
Se isso é história ou lenda, é impossível saber. O que se sabe é que ainda
matou gente e no fim da vida pediu o batismo.
Mas um outro fato estava acontecendo: o Oriente próximo
estava se tornando a porta de entrada no império para multidões de bárbaros.
Em 254, os Marcomanos invadiram a Panónia e o norte da
Itália. Em 255 os godos entravam na Dalmácia e na Macedónia; os citas, na Ásia
Menor; os persas, na Síria; em 257 os godos invadiram o Bósforo e entraram no
Ponto; em 258 conquistaram a Calcedónia, Nicomedia e Nicéia; em 259 os alemanos
invadiram a Itália; em 260 o imperador Valeriano foi preso pelos persas. Os
bárbaros haviam-se apercebido da fraqueza de Roma.
Já Roma, com a recusa do perdão dos deuses, não agradava mais
Constantino e assim ele resolveu levar a capital do império para Bizâncio que,
em 330, transformou numa esplêndida cidade que chamou de Constantinopla ou Nova
Roma, fundando ali uma universidade e uma sede patriarcal onde o bispo tivesse
seu lugar de honra primacial no Império. (Daí a luta entre o bispo de Roma e o
de Bizâncio).
Parece que a promessa de que o batismo o purificaria de
todos os seus pecados criou em Constantino um sentimento de benevolência para
com os cristãos.
Mas ele não se apercebeu que Roma, livre do imperador,
estava transferindo para o seu bispo a antiga primazia mundial (veja o caso de
Atila!): uma primazia religiosa que se transformará brevemente em primazia
política.
E este será mais um motivo de rivalidade entre o bispo de
Roma e o bispo de Constantinopla: uma
01/05/2013
24/04/2013
É A VIRGEM MARIA CO-REDENTORA?
A santa e humilde Maria nunca desejou tomar o lugar do
Salvador, do Filho de Deus. A sua posição foi de serva ciente de sua missão, a
missão de trazer à luz a Luz do mundo, o Pão da vida, o Verbo de Deus. Até nas
suas palavras a mãe de Jesus foi discreta. O registo mais extenso das palavras
por ela pronunciadas está em Lucas 1.46-55, sob o título "O cântico de Maria."
Nessa oração, como já vimos atrás, Maria se mostra muito feliz e agradecida a
Deus por haver sido agraciada com tão nobre missão: "Pois olhou para a
humildade da sua serva. Desde agora todas as gerações me chamarão
bem-aventurada". Nos versículos 46 e 47, Maria se declara necessitada de
salvação: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra
em Deus, meu Salvador".
Não se encontra nas Escrituras qualquer tipo de adoração a
Maria, ou qualquer ensino nesse sentido. Muitas pessoas interpretam mal o
título "Bem-aventurada". Uma pessoa bem-aventurada quer dizer uma
pessoa feliz, ditosa e bendita. É o estado "daqueles que, por seu relacionamento
com Cristo e com a sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação
e sua presença diária. O arcanjo Gabriel disse: "Bendita és tu ENTRE as
mulheres", e não bendita ACIMA das mulheres. A mesma declaração foi feita
por Isabel a Maria acrescentando: "... e bendito o fruto do teu
ventre" (Lucas 1.42). E a própria Maria afirmou que "desde agora
todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lucas 1.48b).
Jesus, no "Sermão da Montanha", chamou "BEM-
AVENTURADOS" os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm
fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os
pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça e os perseguidos
por causa dele (Mateus 5.3-11). E bem-aventurada é Maria em razão da missão a ela
confiada. Então, os salvos somos bem-aventurados, isto é, somos felizes porque agraciados
com bênçãos de Deus. Não há a menor possibilidade de, após a nossa morte – a morte
dos bem-aventurados - chegarmos à condição elevada de Senhor ou Senhora, Pai ou
Mãe de todos. Vejamos o que diz a Bíblia:
"Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único
Senhor"; "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a
tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no
teu coração." (Deuteronómio 6.4-5-6). Este mandamento foi confirmado por
Jesus, quando afirmou que não existia outro mandamento maior do que este
(Marcos 12.30-31), porque quem ama cumpre a Lei Moral. Ora, um coração
completamente cheio do amor a Deus não possui espaço para adorar outros deuses,
seja "senhor" ou "senhora", ou qualquer pessoa falecida.
Ademais, fazer pedidos aos mortos e acreditar que eles sejam mensageiros de
Deus, faz parte da doutrina espírita.
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor... nunca nos
aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses" (Josué
24.14-16). Devemos confiar no Senhor e somente a Ele dirigir nossas súplicas.
Em nenhuma parte da Bíblia a santa Maria é elevada à posição de Senhora,
Padroeira, Protetora ou Co-Redentora. Nenhum homem ou mulher pode, depois da morte
física, receber tal sublimação. Quem morreu em nosso lugar foi Jesus, e Ele não
divide a sua obra redentora com mais ninguém: "E não há salvação em nenhum
outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens,
pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4.12). "Eu sou o Senhor;
este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às
imagens de escultura" (Isaías 42.8).
Mas, pela palavra da Tradição, Maria cooperou na obra do
Salvador e hoje, no céu, é instrumento de salvação: "Mas seu papel em
relação à Igreja e a toda a humanidade vai mais longe. De modo inteiramente
singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na
obra do
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