Introdução:
Faremos na introdução uma síntese de algumas das principais
questões que serão feitas aos católicos. Vejamos agora resumidamente como as autoridades católicas respondem a essas questões:
—> Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Sim, ensinamos a
divisão em Moral, Cerimonial e Judicial.
—> A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para
o cristão?
Sim, pois são
eternos.
—> Há razões para
santificarmos o sábado?
Sim, há vários
motivos.
—> Que poder
arroga autoridade para mudar a Lei de Deus?
O papado.
—> Que
mandamento da Lei de Deus o papado cuidou em mudar?
Especificamente o
quarto mandamento.
—> A Igreja
Católica reconhece haver mudado o sábado?
Sim, reconhecemos.
—> As autoridades católicas reconhecem não haver
fundamento bíblico para a santificação do domingo?
Sim, reconhecemos não
haver base bíblica.
—> O papado roga o domingo como marca ou sinal de sua
autoridade eclesiástica e instituição exclusivamente católica?
Sim, a instituição
dominical deveria ser de exclusividade católica.
—> O que dizem os católicos quanto à observância do
domingo pelos protestantes?
Se os protestantes
seguissem a Bíblia, deveriam se tornar adventistas do sétimo dia. Ao
santificarem o domingo, estão reconhecendo nossa soberania e autoridade
eclesiástica sobre a cristandade.
Não sou eu quem diz isso, o que está escrito a preto é uma
síntese do que é declarado explicitamente em documentos oficiais da Igreja
Católica, os quais veremos a seguir em pormenor.
QUESTÕES AOS CATÓLICOS
1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?
O Pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ, é quem fica responsável
por esta resposta. Vejamos o que diz:
“DECÁLOGO. Do grego ‘deka’ dez ‘logos’ razão, sentença. É o
conjunto dos Dez Mandamentos da Lei de Deus que, segundo a tradição bíblica,
foram comunicados por Jeová a Moisés, no Monte Sinai, esculpidos em pedra, que
os israelitas conservaram na Arca da Aliança. Ele é a explicitação mais
essencial à lei natural. (…) o Decálogo é a síntese mais perfeita de toda a
experiência moral e religiosa da humanidade. É o código mais simples e mais
fundamental sobre o qual, em última análise, repousam todas as legislações que
regulam o comportamento humano.” — Em “Pequena Enciclopédia de Moral e
Civismo”, p. 170.
Muitas pessoas pensam que o Decálogo foi dado apenas ao povo
de Israel, lá no Monte Sinai, e que não serve mais para o povo de Deus, na
atualidade. O que podemos pensar disso? Quem vai responder isso é o famoso
“Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, organizado pelo Dr. A. Van Den Born, e
publicado pela “Editora Vozes Ltda”. (católica). Ele diz:
“O dom da lei de Deus, porém, e particularmente o do
decálogo não era destinado apenas para o Israel segundo a carne, mas também
para o ‘novo Israel’, que é a Igreja de Cristo. Por isso o decálogo é várias
vezes citado no Novo Testamento por Jesus e pelos apóstolos.” — Coluna 363.
Outra vez, a contribuição do Pe. Júlio Maria, no mesmo
livro:
“Deus escreveu os mandamentos em duas pedras como no-lo
indica a Bíblia. (…) Na primeira pedra estavam escritos os mandamentos que
indicam os nossos deveres para com Deus… e na segunda, estavam escritos os
nossos deveres para com os homens. (…) Os mandamentos da lei de Deus encontram-se
no Êxodo e no Deuteronómio (5:6-21).” — Op. cit., p. 86 e 95.
Muito esclarecedor este texto acima!
—> Deus escreveu em tábuas de pedra, os Dez Mandamentos;
—> A primeira tábua tem os deveres do homem para com
Deus; isto é, o “amar a Deus sobre todas as coisas”;
—> A segunda tábua tem os deveres do homem para com o
homem; isto é, “amar o próximo como a si mesmo”;
—> Os Dez Mandamentos se encontram, nas Sagradas
Escrituras, nos livros de Êxodo (capítulo 20) e de Deuteronómio (capítulo 5).
Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da
Igreja Católica têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.
2) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?
Às vezes, encontramos, nas Escrituras Sagradas, algumas
afirmações que parecem se contradizer. Uma hora ela fala que a lei é eterna e
não pode ser abolida; outra hora, que a lei passou. A que se deve essa aparente
confusão? Vamos atentar para o que escreveu o Pe. Júlio Maria, esclarecendo o
problema:
“Os preceitos do Antigo Testamento dividem-se em três géneros:
“1o. Os preceitos morais, que prescrevem aos homens os seus
deveres para com Deus e para com o próximo.
“2o. Os preceitos cerimoniais, que indicam os ritos
exteriores e as cerimónias que os judeus deviam seguir no culto divino.
“3o. Os preceitos judiciais, que determinam o modo de
administrar a justiça ao povo.
“Destes três géneros de preceitos, só o primeiro fica em pé,
integralmente; os outros preceitos só têm o valor que lhes comunica a palavra
de Jesus Cristo.
“A lei antiga, na sua parte cerimonial, era apenas uma
figura da nova lei, e é por isto que cessou, desde que foi promulgada a lei
nova.” — Em “Ataques Protestantes”, p. 96–97.
De tudo que está registado, fica mais do que claro que
esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras
confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais
fala a Escritura Sagrada:
—> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
—> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e
ordenanças rituais para Israel.
Os preceitos morais
permanecem; os cerimoniais, eram uma figura, “sombra dos bens futuros”, e foram
substituídos pela Realidade: Cristo; e os judiciais, só existiram enquanto
havia a nação de Israel como uma teocracia (governada por Deus)! E os dez
mandamentos morais tratam do amor a deus e do amor ao próximo.
3) A Lei de Deus, os
Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?
Quem responde a esta pergunta é o Frei Leopoldo Pires
Martins, OFM, no “Catecismo Romano”, onde lemos:
“Dentre as razões que movem o coração do homem a cumprir os
preceitos do Decálogo, sobressai, como o mais eficiente, o fato de ser Deus o
autor dessa mesma lei. (…) Estava essa luz divina quase ofuscada por maus
costumes e vícios inveterados entre os homens. Todavia, pela promulgação da Lei
de Moisés, Deus não trouxe uma luz nova, mas deu antes maior fulgor à
primitiva. É preciso explicar assim, para que o povo não se julgue livre do
Decálogo, quando ouve dizer que a Lei de Moisés está abrogada.
“Ainda mais. É absolutamente certo que não devemos cumprir
esses preceitos, por ser Moisés que os promulgou, mas por serem inatos em todos
os corações, e por terem sido explicados e confirmados por Cristo Nosso
Senhor.” — P. 399–400.
Aí está! Não só a “Santa Madre Igreja” crê que o Decálogo
está em vigor, mas incentiva a todos os fiéis para obedecê-los.
Também o já citado Padre Júlio Maria adiciona mais alguma
coisa ao que foi lido.
“Os mandamentos, com o ensino moral, são eternos porque são
a expressão da lei natural; e por isso Jesus Cristo não pode suprimi-los.” —
Op. cit., p. 98.
Também podemos encontrar a resposta a esta questão no
“Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã”, que diz o seguinte:
“Sim. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus,
pois devemos respeitar a ordem que o Pai Celeste quis dar ao mundo. Basta pecar
gravemente contra um só deles para merecermos o inferno.” — P. 33–34
Depois de mostrarmos o pensamento no próprio catecismo
católico, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez
Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial
da Igreja Católica?
4) Há razões para santificarmos o sábado?
Outra vez, convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM,
para responder:
“Este Preceito do Decálogo regula o culto externo, que
devemos a Deus. (…) Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido,
enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado
um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto
externo. (…)
“O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito,
transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os
fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo.” — Em “Catecismo Romano”, p.
434–435.
O Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o
mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus,
quando praticam esse mandamento específico.
“O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo
trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a
santidade do sábado era
uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7º
dia ‘descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente
elaborado em Gén. 1:1-2:4a”. — Em “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, coluna
1340.
Outra contribuição bastante proveitosa de John Mckenzie:
“O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias
fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee.
13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21–27…) .” — Em “Dicionário
Bíblico”, p. 810.
Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos
religiosos católicos não concordam com a visão







