18/11/2011
23/10/2011
21/09/2011
AS CRIPTAS DE LUCINA
Ao longo da Via Appia, após meados do séc. 2º, tiveram origem as Criptas de Lucina. O nome de Lucina deve-se à notícia trazida pelo Liber Pontificalis na biobrafia de Cornélio: "A bem-aventurada Lucina, com a ajuda de alguns eclesiásticos, recolheu à noite os restos do bispo (dirigente da igreja local) Cornélio para depô-los numa cripta escavada numa propriedade sua no Cemitério de Calisto na Via Appia, em 14 de setembro".
As criptas são formadas por dois hipogeus "alfa" e "beta", pequenas áreas subterrâneas destinadas a sepultura, contendo alguns cubículos, que se comunicam entre si por galerias e possuem exteriormente duas escadas. No séc. 4º essas criptas foram unidas ao Cemitério de Calisto através de uma galeria que permitia aos peregrinos, que tinham visitado as criptas, atingirem diretamente a sepultura de Cornélio aí sepultado.
Lapide Cornelius Martyr
Cornélio, eleito bispo em 251, depois de um ano de à frente da igreja de Roma, foi exilado em Civitavecchia onde morreu no ano seguinte. Devido aos graves sofrimentos padecidos foi considerado mártir. A Igreja de Roma celebrou a data da sua definitiva deposição no cemitério de Calisto em 14 de setembro. A sua sepultura tornou-se meta de constante peregrinação testemunhando o florescente culto aos mártires em Roma.
O corpo de Cornélio foi deposto num amplo nicho quadrangular do hipogeu b e diante dele foi colocada uma placa de mármor onde foram esculpidas as palavras:
Na pare à esquerda da sepultura estão representados os Sisto II e Optato. À direita da sepultura há uma mesa de forma circular: servia para apoiar as lamparinas a óleo que ardiam em honra dos mártires. Vêem-se na parte alta da parede, as figuras de Cornélio e Cipriano, bispo de Cartagena (mártir na perseguição de Valeriano em 258).
As quatro figuras são nimbadas, isto é, têm a auréola ao redor da cabeça; vestem hábitos eclesiásticos e com a mão esquerda seguram um livro ornado de pedras preciosas (o Evangelho). Acima da sepultura de Cornélio, encontra-se parte da lápide em que foram gravados os versos do Dâmaso, por ele ditados como lembrança da construção da escada que leva à cripta e da abertura de uma dupla clarabóia. O bispo que realizou os trabalhos levado pela própria solicitude pelas sepulturas dos mártires, e convida os fiéis a orarem por ele, enfermo e aflito por muitas preocupações.
Encontra-se nessas criptas um cubículo duplo, rico de pinturas do final do séc. 2º com as cenas do Batismo de Jesus, Daniel na fossa dos leões, duas figuras do Bom Pastor, outras duas orantes veladas, o ciclo de Jonas. Encontram-se aqui os famosíssimos peixes eucarísticos: dois peixes e diante de cada um deles um cesto com pães, com uma taça cheia de vinho tinto. Simbolizam a Sanata ceia.
19/09/2011
OS CRISTÃOS DO TEMPO DAS PERSEGUIÇÕES
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| Catacumbas de Roma. |
Desde do 1º séc. a religião cristã difundiu-se rapidamente em Roma e em todo o mundo, não só pela sua originalidade e universalidade, mas muito também pelo testemunho de fervor, de amor fraterno e de caridade demonstrada pelos cristãos para com todos. As autoridades civis e o próprio povo, antes indiferentes, começaram a demonstrar hostilidade à nova religião, porque os cristãos recusavam o culto ao imperador e a adoração às divindades pagãs de Roma. Os cristãos foram por isso acusados de deslealdade para com a pátria, de ateísmo, de ódio, de delitos ocultos, como incesto, infanticídio e canibalismo ritual; de serem causa das calamidades naturais, como a peste, as inundações, a carestia, etc.
A religião cristã foi declarada: strana et illicita: estranha e elícita (decreto senatorial de 35), exitialis: perniciosa (Tácito), prava e immodica: malvada e desenfreada (Plínio), nova et malefica: nova e maléfica (Suetónio), tenebrosa et lucifuga: obscura e inimiga da luz (Octavius de Minucio), detestabilis: detestável (Tácito); depois foi posta fora da lei e perseguida, porque considerada como o mais perigoso inimigo do poder de Roma, que se baseava na antiga religião nacional e no culto ao imperador, instrumento e símbolo da força e unidade do Império.
Os três primeiros séculos são a época dos mártires, que terminou em 313 com o édito de Milão, com o qual os imperadores Constantino e Licínio deram liberdade à Igreja. A perseguição nem sempre foi contínua e geral, isto é, estendida a todo o império, nem sempre igualmente cruel e cruenta. A períodos de perseguições seguiam-se períodos de relativa tranquilidade.
Os cristão, na grande maioria dos casos, enfrentaram com coragem, frequentemente com heroísmo, a prova das perseguições, mas não a sofreram passivamente. Defenderam-se com força, confrontando tanto a falta de fundamento das acusações que lhes eram dirigidas de delitos ocultos ou públicos, apresentando os conteúdos da própria fé ("Aquilo em que acreditamos") e descrevendo a própria identidade ("Quem somos").
11/08/2011
A IGREJA DO “DESERTO” ENTRE O ANO 160 E O SÉCULO XII
Não é fácil traçar um lugar exato para o movimento dos anabatistas, pois os mesmos mudavam-se durante os períodos de graves perseguições. Outro problema é o apelido que eles levavam. Houve tempo em que mais de um apelido foi usado para designar o mesmo grupo de pessoas, é o caso dos montanistas na Ásia, Paulicianos na Arménia e Donatistas na África do Norte, todos viveram na mesma época entre os séculos IV ao VIII. No período que vai desde o ano 160 até 1100, houve pelo menos quatro grandes e influentes grupos de anabatistas. São eles: Os Montanistas - principalmente na Ásia Menor; Os Novacianos - Na Ásia Menor e na Europa; Os Donatistas - por toda a África do Norte; e os Paulicianos - primeiramente no Médio Oriente, indo para o centro europeu e de lá para os Alpes no sul e regiões campestres no norte da Europa.
Os apelidos que receberam derivavam-se ou de um nome pessoal (exemplo: Donatistas de Donato) ou podia ser derivado de um lugar (exemplo: Albingenses da cidade de Albi no sul da França). Porém, o que mais importava nestes quatro grupos, não era o nome que recebiam, mas se realmente eram fiéis às doutrinas da Bíblia.
OS ANABATISTAS CONHECIDOS COMO MONTANISTAS.
Oficialmente os montanistas foram os primeiros cristãos a serem chamados de anabatistas pelos cristãos infiéis ou hereges. O apelido montanista vem do nome próprio MONTANO, que foi um pastor frígio que viveu por volta de 156 A.D.
Foi um movimento que varreu toda Ásia Menor num momento em que as igrejas estavam a ser destruídas pelas heresias da Salvação pelo batismo e a idéia de um bispo monárquico. Os montanistas insistiam em que os que tivessem decaído da primeira fé deveriam ser batizados de novo.
O historiador contemporâneo Earle E. Cairns diz que o movimento foi uma tentativa de resolver os problemas do formalismo na igreja e a dependência da igreja da liderança humana quando deveria depender totalmente do Espirito Santo. E também acrescentou que o montanismo representou o protesto suscitado dentro da igreja quando se aumenta a força da instituição e se diminui a dependência do Espirito Santo. (O Cristianismo através dos Séculos, pg 82 e 83).
Como a sua mensagem era uma necessidade para as igrejas o movimento espalhou-se rápidamente pela Ásia Menor, África do Norte, Roma e Oriente. Algumas igrejas grandes chegaram mesmo a serem chamadas Montanistas. Foi o caso da igreja de Éfeso. Tertuliano, considerado um dos maiores Pais da Igreja, por ser bom estudante da Bíblia, atendeu aos apelos do grupo e tornou-se montanista. Apesar de serem radicais quanto as regras de fé de uma igreja eram pessoas humildes e mansas.
As igrejas erradas reagiram contra esse movimento. No concílio de Constantinopla, em 381 (portanto nesta época a igreja e o Estado já estavam casados um com o outro), os pastores das igrejas heréticas ou católicas declararam que os montanistas deviam ser olhados como pagãos, serem julgados e mortos.
As igrejas erradas tinham verdadeiro ódio aos montanistas. O próprio Montano é visto como um arqui-herege da Igreja. Os livros inventam e condenam o movimento chamando-lhe pagão e anti-cristão. Na verdade pagãos e anti-cristãos eram os membros das igrejas erradas. Assim que as igrejas erradas casaram-se com o Estado veio a perseguição das mesmas contra os montanistas.
Vale um ressalvo ao amigo leitor. Muitas enciclopédias, ou livros, mencionam coisas ruins sobre grupos anabatistas (tais como: Montanistas, Donatistas, Novacianos, Cátaros, Paulicianos, Valdenses, Albingenses, e até mesmo os Anabatistas do século XVI). Temos que lembrar que faz parte da natureza corrompida do homem culpar os outros pelos seus erros, bem como, difamar o outro para salvaguardar a sua vida ou a sua integridade diante dos outros. Vejamos o caso dos judeus no tempo de Cristo. Os tais, malignamente mataram o Senhor Jesus, e, sabendo da ressurreição, colocaram vigias para guardarem o túmulo (Mat. 27:62-66). Não podendo evitar que Jesus saísse de lá, resolveram difamar os seus discípulos, pagando aos guardas que mentissem, dizendo terem roubado o seu corpo (Mat. 28:11-15). Não fosse a Bíblia, a Palavra de Deus, testemunhar que era mentira o que diziam os judeus, e então, estaríamos todos a pensar que Jesus nunca ressuscitou. Aliás, este ainda era o pensamento no tempo do apóstolo Paulo (Actos 25:19), sendo que o próprio Pôncio Festo, governador da Judéia, acreditava nesta mentira inventada pelos judeus. Portanto, não podemos acreditar nas enciclopédias e livros que são escritos por católicos ou protestantes, os quais, participaram de massacres contra os anabatistas. Os Cátaros ? também conhecidos como albingenses por exemplo, foram terrivelmente esmagados numa cruzada ordenada pelo Papa Inocêncio III. Foi um grupo praticamente exterminado numa das mais cruéis e sangrentas ações assassinas já vista no
09/08/2011
IDENTIFICANDO OS ANABATISTAS DO SÉCULO XII a XV
Os anabatistas dos séculos XII ao XV são a continuação ou os descendentes diretos dos anabatistas primitivos. A única coisa que vai mudar é o sobrenome do apelido. Vimos que na primeira geração de anabatistas havia quatro grandes correntes, que ia desde o Oriente Médio até a Europa. A partir do século XII, a mais forte destas correntes (os paulicianos) fundiu sua identidade com os irmãos europeus que serão estudados neste capítulo.
Dois grandes grupos de anabatistas apareceram neste período. Esse número pode ser bem maior, mas me falta conhecimento para integrá-los aos demais. Não é nossa idéia trabalhar com hipóteses. Trabalhamos com declarações e documentos de estudiosos no assunto de história das igrejas. Por isso consideraremos apenas dois grupos como autênticos anabatistas. São eles: Os albingenses e os Valdenses. A história de amor pela palavra de Deus, e a perseguição que sofreram decorrente deste amor, é uma das histórias mais lindas e tristes que já li.
OS ANABATISTAS CONHECIDOS COMO ALBIGENSES
Após os quatro grupos primitivos de anabatistas os albigenses é o primeiro a se destacar como seus descendentes. Já se notou que os montanistas, donatistas e novacianos, após a investida de Roma e Constantinopla sobre eles, foram obrigados a se refugiar na região dos Pirineus, sul da Franca. Também os paulicianos a partir do século XI se fixaram nestes lugares. Foi exatamente assim que Deus guardou sua igreja pura e viva, para descobri-la novamente ao mundo e pregar as boas novas. Os velhos nomes morreram, mas a fé permaneceu a mesma. A doutrina também não mudou. Também não mudou o costume de rebatizar os católicos, e por isso todos os dois grupos eram identificados como seus antecessores, ou seja, ?anabatistas?.
A Origem dos Albigenses.
Alguns historiadores traçam a origem dos albigenses como tendo provindo dos paulicianos (Enc. Brit. I pg 45), enquanto outros afirmam que eles se achavam no sul da França desde os primeiros dias do cristianismo. Este apelido não provém do nome de um pastor famoso, como por exemplo os novacianos. É um apelido proveniente do lugar onde os anabatistas se encontravam. Albi era uma cidade no distrito de albigeois, no sul da França.
Após a perseguição desencadeada por Roma e Constantinopla sobre os montanistas, novacianos e donatistas, estes três grupos, sem exceção, ficaram impedidos de pregar nas cidades do ocidente e do oriente onde prevalecia o poder papal. A prática de rabatizar os católicos era punida com a morte. Então, num gesto de conseguir a sobrevivência da fé e da ordem apostólica, estes grupos procuraram esconder-se nos Alpes e nos Pirineus. Ao chegarem nestes lugares perderam o antigo apelido e foram conhecidos por outros apelidos: ALBIGENSES - pelo lugar onde se refugiaram; CÁTAROS - Devido a pureza de vida que levavam; HOMENS BONS - Pela inegável integridade desses crentes; e ANABATISTAS - por rebatizarem os que vinham do catolicismo romano ou ortodoxo.
Não existia diferença entre as doutrinas dos recém-chegados a esse refugio - como foi o caso dos paulicianos - e os anabatistas já instalados ali há quase um milênio - a saber, os montanistas, novacianos e donatistas. Mesmo vindos de cantos totalmente diferentes e de diversos lugares do mundo antigo, ao chegarem nos vales dessas montanhas, uniam-se facilmente uns com os outros. O crescimento dos anabatistas neste lugar fez o dr. Allix calcular o seu número em três milhões e duzentos mil pessoas só nos Pirineus. (O batismo Estranho e os Batistas, pg 63). É maravilhoso saber como Deus guardou os anabatistas por tantos séculos e depois ajuntou-os num mesmo lugar. É maravilhoso saber que a podridão do catolicismo não conseguiu penetrar nessas igrejas de Jesus Cristo por todos estes séculos.
Perseguição contra os albigenses
Qualquer pessoa pode por si mesma fazer um estudo minucioso sobre as atrocidades cometidas contra os albigenses. O que o catolicismo fez por mais de um século contra esse grupo de anabatistas pode ser lido em qualquer biblioteca de uma simples escola pública. Basta pegar uma enciclopédia e abrir na página de Inocencio III. Este papa católico foi um dos muitos que mataram friamente anabatistas por mais de mil e trezentos anos. Só que as atrocidades deste papa foram todas registradas e não podem ser escondidas da sociedade. Para a igreja católica ele é um santo. Para mim o mais usado por Satanás de seu tempo.
O Papa Inocencio III (1198-1216) desencadeou contra os anabatistas de albi o que foi chamada de ?a quarta cruzada?. A chacina, iniciada em fins do século XII, iria se prolongar até meados do século XIII. Centenas de milhares de albigenses - também chamados de cátaros e bons homens, foram cruelmente assassinados pelo mandato papal. Houve em 1167 na cidade de Toulouse o chamado ?concílio albigense?. Assunto: Tratar simplesmente dos hereges anabatistas que lá viviam. O resultado desse concílio foi a quarta cruzada posta em vigor pelo papa Inocencio III. Em 22 de Julho de 1209, quase toda a população de Béziers foi massacrada. O papa Inocencio e seus sucessores, em nome de Deus, matava anabatistas como se mata porcos. Alguns albigenses que conseguiram se refugiar em Montségur (foram estes os últimos albigenses anabatistas a assim serem chamados), conseguiram sobreviver até o ano de 1244. O escritor Nicolas Poulain assim descreveu o seu fim:
` A 16 de Marco de 1244, os sitiadores prepararam uma enorme fogueira no sopé do rochedo de Montségur. Então, os 200 sobreviventes saíram do refúgio e desceram em lenta procissão até seus carrascos. Os sãos sustinham os enfermos; de mãos dadas, entoavam hinos religiosos. Entre eles, havia uma mãe com sua filha doente... impassíveis, todos entraram nas chamas... o local onde foi erguida a fogueira ainda é conhecido como o ?campo dos queimados?; ali se erigiu uma funerária.
08/07/2011
LISTA DE HERESIAS DO CATOLICISMO ROMANO
CONCLUSÃO
Qual será a próxima invenção? A Igreja Romana diz que nunca muda; mas mesmo assim, ela não tem feito nada mais do que inventar doutrinas contrárias à Bíblia, e vir praticando ritos e cerimonias que largamente vieram de paganismo. Um estudioso descobriu que 75% dos ritos e cerimonias da Igreja Romana, são de origem pagã.
Nota: – Cardinal Newman, em seu livro, “O Desenvolvimento da Religião Cristã” admite que “Templos, incenso, lamparinas, oferendas de agradecimento, água benta, dias santos e períodos de devoção, procissões, benção campal, vestimentas sacerdotais, o corte circular do cabelo (de padres, monges e freiras), imagens … são coisas oriundas de origem pagã…” (Página 359).
HERESIAS são aquelas doutrinas e práticas contrárias à Bíblia. Elas são também chamadas de “tradições humanas” ou “doutrinas dos homens”. Tanto Pedro como Paulo previram e alertaram que nos últimos dias “falsos professores” iriam surgir na Igreja e trazer consigo, “heresias de perdição” e “doutrinas de demônios”. (Leia II Pedro 2:1-3, e I Timóteo 4:1-5). Jesus reprovou os Fariseus, porque eles transgrediram os mandamentos de Deus ao manterem suas tradições. “Mas, em vão” Ele disse “me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens ” (Mateus 15:3,9.)
IRMÃOS! A Palavra de Deus nos manda sair da Babilônia, dizendo: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante do seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” (Apocalipse 18:4). Todos os Cristãos verdadeiros irão permanecer fiéis a sua religião de Cristo, assim como a Bíblia os ensina, e escutarão ao aviso do Apóstolo Paulo, quem disse: “Mas, ainda que nós
mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:8).
02/07/2011
As Grandes Religiões
Todas as grandes religiões da Terra congregam em suas fileiras bilhões de pessoas de todos os países e raças. Dentre essas podem ser destacados o Cristianismo em seus milhares de subdivisões, o Judaísmo, o Bramanismo, o Budismo, o Xintoísmo, o Induísmo, o Islamismo, e muitas outras.
O cristianismo nominal divide-se entre católicos e protestantes, estes hoje comummente chamados de evangélicos. Os católicos são divididos em duas grandes correntes, os romanos e os ortodoxos, que obedecem a orientações diferentes; os primeiros com sede na cidade de Roma são liderados pelo papa, designado por Sumo Pontífice e que entre os seus vários títulos ostenta os de Servo dos Servos de Deus, Vicarius Filii Dei ou Vigário (ou Substituto) de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os católicos ortodoxos obedecem à orientação do seu líder maior, chamado o patriarca e que tem o seu trono em Constantinopla, no Oriente. A única diferença entre eles é a de liderança, existindo a tendência de unificação, ao que tudo indica sob a direcção do bispo de Roma, o papa.
Os chamados protestantes dividem-se em milhares de igrejas ou instituições, que aumentam a cada dia. É difícil que se passe um único dia sem que apareça uma nova denominação religiosa, resultado de defecções entre as existentes ou, não raro, da ambição de pessoas ou de grupos de pessoas que ostentam vários tipos de interesses, nem sempre de inspiração cristã.
O nome protestante vem do protesto dos príncipes alemães, no século XVI, por ocasião da reforma iniciada pelo padre católico Martinho Lutero. Rebelando-se contra os abusos papais, deu início ao movimento que inspirou muitos outros e que resultaram na sacudidura do jugo romano. Estes movimentos levaram, por fim, à formação de várias igrejas ou instituições e denominações religiosas. Livrando-se da autoridade de Roma, nem sempre conseguiram eles se livrar de muitos dos erros incorporados às doutrinas, práticas e ensinamentos que aquela igreja herdou do paganismo, acumulados ao longo de muitos séculos de apostasia.
O Judaísmo teve as suas raízes no Antigo Testamento das Sagradas Escrituras. A base das suas doutrinas e ensinamentos é a mesma do Cristianismo. Rejeitando a Jesus Cristo como o Messias prometido, o Cordeiro de Deus, continua até hoje a praticar os ritos que prefiguravam o Salvador, como o sacrifício dos cordeiros simbólicos. Depois da destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., foram dispersos por todo o mundo e ainda hoje praticam a sua religião em todas as partes do planeta.
O Budismo, o Hinduísmo e o Confucionismo são praticados por biliões de pessoas no planeta, especialmente no Oriente.
O Islamismo, preponderantemente religião dos povos árabes, originou-se com Maomé no século VI. Maometanos ou muçulmanos, como também são conhecidos, representam milhões de adeptos, conhecidos pela sua ortodoxia e rigidez de princípios radicais.
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