23/09/2009

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: A AGONIA!

Foi o Marquês de Pombal que quebrou, enfim, o poder da Inquisição! Ela era de tal força no sangue envenenado da Nação, que nem o Marquês a extinguiu!
Mas reformou-a, impôs-lhe um regulamento, transformou-a em tribunal régio, e reservou-lhe o conhecimento das causas relativas à pureza da fé. O regimento que o Marquês lhe deu – confirmado por alvará de 1 de Setembro de 1774 – acabou com todas as formas odiosas dos processos inquisitoriais.
Nunca mais, desde essa hora, o Santo Oficio pronunciou uma sentença de morte!
E ainda mais fundas lhe cortou as unhas, o grande ministro, quando aboliu todas as distinções entre cristãos-novos e velhos; quando declarou os cristãos-novos aptos para quaisquer empregos públicos e dignos de quaisquer honras, impondo também, graves penas a quem os insultasse; quando declarou livres todos os escravos nascidos em Portugal, assim como livres o que viessem do Brasil, iguais aos europeus os habitantes da Índia Portuguesa; quando aboliu o índex jesuítico, que pesava com mão de ferro sobre o pensamento em Portugal – segundo a frase de Pinheiro Chagas.
Entrou, assim francamente, na agonia o velho monstro!

03/09/2009

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL: VIVA A LIBERDADE!

E essa agonia foi o Santo Ofício arrastando durante quarenta e seis anos que se seguiram à data da reforma do marquês.
Dizia, é verdade, e com muita justa razão, Francisco Manuel do Nascimento, em anotação à Ode escrita de Paris em 1806:
“Considerai bem que a Inquisição é uma serpente, que está por ora como amodorrada, mas que apenas, por desgraça de Portugal, subir ao trono um rei, a quem os frades fanatizem, súbito amodorrada serpente acorda, espreguiça-se, e tomando novas forças, remoçada devorará o Reino, que a não matou. Considerai que sopita um tanto no reinado de D. João IV, apenas ele morreu, com que devastadora crueldade não se ensopou ela no sangue das infelizes vítimas do seu ciúme e da sua cobiça, até que o marquês de Pombal a açaimou.”
É, todavia, certo que, apesar dos frades terem tido nas suas mãos a rainha louca, nem mesmo durante o reinado da filha D. José, a Inquisição conseguiu refazer-se do golpe decisivo que o marquês lhe dera!
Entra na Regência o grande e heróico príncipe João… e também o Santo Ofício apenas tem forças para fingir que ainda vive, como demonstram os processos de Curvo Semedo, José Agostinho de Macedo, Silvestre Ferreira, André da ponte do Quental da Câmara, avô de Antero do Quental, Bocage e Rebelo da Silva.
Por último, estando o dito grão – príncipe João, com sua família e fâmulos, de jornada pelo Brasil, em homenagem aos generais de Napoleão Bonaparte, rompe em 24 de Agosto de 1820 a revolução no Porto.
E em 15 de Setembro, o povo de Lisboa, tendo-se concentrado no Rossio, entrou no Palácio da Inquisição, situado precisamente no lugar onde esteve o palácio dos Estaus e onde actualmente realça o edifício do Teatro Nacional, esfrangalhou tudo a que pode deitar a mão, visto ter encontrado os cárceres vazios, e, por fim, arremessou ao chão, fazendo-a em cacos, a estátua da Fé!
Matava assim o povo, para sempre, a Inquisição portuguesa!
Sirvam-lhe pelos séculos fora, de epitáfio, estas palavras de Alexandre Herculano:
“Nos três factos principais, manifestação completa do espírito da mais atroz, da mais anticristã instituição que a maldade humana pôde inventar, se resume a história da Inquisição portuguesa: - nas capturas arbitrárias; nos longos cativeiros sem processo; nas fogueiras devorando promiscuamente o Cristão e o Judeu por honra da Inquisição e glória de Deus…
Eis o que se fizera antes de 1547 e o que se fazia depois. Os escândalos… as espoliações, as falsificações, as mentiras impudentes, os atentados contra os bons costumes, as hipocrisias insignes, as barbaridades ocultas, as hecatombes públicas de vítimas humanas!”


Bibliografia:
Enciclopédia pela imagem A INQUISIÇÃO
Frei Francisco Xavier - Diálogos de Vária História
Alexandre Herculano - Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal
Arte Religiosa em Portugal - Emílio Biel & C.ª
Pdre António Vieira
Nota: Estas obras servirão de documentação ao trabalho que apresentaremos neste Blogue sobre a Inquisição em Portugal.

01/09/2009

AFINAL A COISA ESTÁ MESMO FEIA

“Verbo Domini coeli firmati sunt”(Sl XXXII, 6)

Pela palavra de Deus, os céus foram firmados.
A Palavra de Deus é o Verbo, o Filho de Deus. A Palavra de Deus é a Verdade, pois que o Filho de Deus encarnado declarou ser a Verdade: “Ego sunt via, et veritas, et vita”( Jo., XIV,6).
Portanto, é pela verdade que os céus foram firmados.
E se até os céus foram firmados pela verdade, nada há que a Verdade não fortaleça.
Exactamente, a crise que a Igreja e o mundo hoje atravessam foi causada pelo fato de que o Vaticano II não buscou a verdade. Antes, pelo contrário, com a escusa da pastoralidade, os Bispos, no Vaticano II, procuraram agradar ao Mundo, usando um palavreado ambíguo, fruto da Fenomenologia e da Hermenêutica Moderna.
Nem proclamaram a verdade, nem condenaram os erros.
O mundo logo seguiu o exemplo do Vaticano II e proclamou, na revolução de 1968, o novo dogma infernal: “É proibido proibir".
Tudo é permitido.
O relativismo triunfou.
Resultado: o mundo caiu no maior abismo a que se chegou na História, e até os “céus” foram abalados, porque se omitiu a verdade que os firmava.
Desde o Vaticano II, pela desgraça do ecumenismo, o indiferentismo religioso, o relativismo e o subjectivismo lançaram o mundo no abismo da incerteza, e abalaram os meios eclesiásticos, os “céus”.
O Vaticano II adoptou a Fenomenologia como linguagem filosófica para se comunicar com o mundo in gaudio et spes. E daí vieram “tristitiae et angustiae”. Tristezas e angústias.
Graças a Deus, agora, Bento XVI faz a barca de Pedro voltar a amarrar-se nas colunas da Verdade e da Caridade. Na Hóstia consagrada e em Maria Santíssima.
Em sua recente encíclica, Caritas in veritate, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante – e gloriosamente não é fórmula de praxe, mas luminosa realidade – estabeleceu como fundamento de tudo a verdade objectiva, condenando o opinionismo, o subjectivismo e o relativismo.
Eis suas palavras:
“A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
E ainda:
“No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4).
Para a doutrina católica do conhecimento e da verdade, tal como foi expressa por São Tomás, “a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas”.
Eis a citação de São Tomás:
“Diz Rabi Ysaac no livro De Definitionibus (citado por Avicena in Metaphisica. Tomo I , cap. IX) que a verdade é a adequação entre o entendimento e as coisas” (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I, Q. XVI, a. 2).
A verdade é alcançada pelo conhecimento humano por via abstracta e não intuitiva. Através dos nossos sentidos, captamos as imagens sensíveis das coisas, e, por abstracção, formamos uma ideia do que elas são. Abstraímos das coisas a sua forma substancial. Na correspondência da ideia do sujeito conhecedor com o objecto conhecido, nisso está a verdade.

Verdade é a correspondência entre a

Idéia do <----------------- sujeito <----------------- e o objecto conhecido conhecedor <----------------- Nosso intelecto, mal comparando, “fotografa” a realidade. A “fotografia” assim obtida é o conceito formado em nosso intelecto. Todos os homens, normalmente, alcançam a mesma ideia de cada coisa conhecida. E é o que nos permite conversar e viver em sociedade. Todos temos a mesma verdade retirada da realidade. Se isso não fosse assim, ser-nos-ia impossível conviver. Seria impossível, para dar um exemplo, jogar xadrez, pois que cada um teria uma visão diferente das peças do xadrez e do próprio jogo. A verdade é, portanto, uma. Como escrevo para leitores da internet, se me permita dar um esclarecimento primário. A ideia de um mesmo objecto é a mesma para todos os que o conhecem. A palavra que expressa essa ideia única pode ser diferente em cada língua. Em italiano, a palavra “burro” significa manteiga. Mas, apesar disso, o conceito de manteiga, quer em português, quer em italiano, é o mesmo. A verdade é una. Além disso, a verdade é universal. Isto significa que ela é a mesma em todos os tempos e em todos os lugares. 1+1 = 2. Isso há muito tempo. Isto é, sempre foi assim e sempre será assim. O teorema de Pitágoras continua, e continuará sempre, exprimindo a mesma verdade: o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Hoje, se costuma dizer que certas ideias são antiquadas, ou que outras são modernas. O que é um relincho bem moderno. Uma ideia não se classifica primeiramente como antiga ou nova, mas como certa ou errada. 1+1=2, em toda parte. Portanto, se a verdade é universal, sempre a mesma, e em toda parte, a verdade é imutável. Finalmente, deve-se lembrar que a verdade é objectiva, e não subjectiva. Não é a imagem da máquina fotográfica que produz o objecto fotografado. É o objecto fotografado que produz a imagem fotográfica. Do mesmo modo, não é a ideia que o sujeito conhecedor tem do objeto que produz esse objecto. É o objecto real que produz a idéia concebida no intelecto. A verdade provém do objecto. A verdade é objectiva. Concluindo, a verdade é: una, universal, imutável e objectiva. O mal do mundo actual provém da negação da existência da verdade objectiva. O que leva a pensar que a verdade é pessoal, múltipla, particular, mutável ou evolutiva, e subjectiva. Ora, o lugar onde cada um se julga possuidor de uma verdade pessoal única se chama manicómio. O mundo moderno é o grande manicómio da história. E o mais trágico é que esse mundo moderno exige que haja diálogo. Um diálogo em que cada palavra é entendida de modo subjectivo, por cada um. A Modernidade introduziu o diálogo dos loucos. Para os quais não há dicionário Como querer então que haja entendimento entre os homens? Houve um caso histórico anterior ao da Modernidade, no qual cada um tinha um vocabulário ininteligível para todos os demais . Foi o da Torre de Babel. Revivemos hoje a Torre de Babel. O Manicómio das filosofias. Com a sanção do Vaticano II, através da visão hermenêutica moderna, totalmente subjectivista. Dessa relativização da verdade nasceu a relativização de todos os valores. Se não há verdade objectiva, não há nem bem e nem beleza. Tudo seria mera opinião. Ninguém teria certeza de nada. Cada um acha o que quer. Então, para que estudar? Para que a escola? Para que a Igreja? Vivemos no reino do “achismo”. Num babel manicómio “achista”. Esse mal vem de longe. Vem de Descartes. Vem de Kant. Vem dos filósofos românticos que inventaram o Idealismo alemão. Para o Idealismo, é a ideia que põe o ser. A única realidade seria o eu pensante que criaria o real. O que cada um pensa seria a verdade para ele. Cada um teria a sua verdade. Portanto, não existiria a verdade objectiva. A verdade dependeria de cada sujeito. Ela seria subjectiva, pessoal. A guilhotina da Revolução Francesa, os canhões de Napoleão, os filósofos abstrusos alemães, ajudados pelo romantismo, fizeram triunfar o subjectivismo por toda parte. Esse mal destruidor da inteligência cognoscitiva, negador da verdade objectiva, foi sancionado pelo Vaticano II, com a adopção da Fenomenologia de Husserl, e da Hermenêutica moderna, decorrente dela, como meios aptos para exprimir a doutrina católica. Na verdade , para exprimir o Modernismo; Acontece que a Fenomenologia nega que se possa conhecer o ser e a hermenêutica moderna defende o livre exame da realidade. Ela afirma que tudo pode ser interpretado livremente, negando toda objectividade e toda possibilidade de conhecimento certo das coisas e dos textos. Com efeito, “a moderna Hermenêutica parte do pressuposto de que o ser não é cognoscível objectivamente, nem definível, é somente interpretável” (Mário Bruno Sproviero, in Verdade e Conhecimento – São Tomás de Aquino, Martins Fontes, São paulo, 1999, Tradução, estudos introdutórios e notas de Luiz Jean Lauand e Mário Bruno Sproviero, p. 97). A Fenomenologia e sua Hermenêutica permitiram ao Vaticano II afirmar que cada religião é a verdadeira para os seus seguidores. Não haveria uma religião verdadeira. Todas seriam verdadeiras. Ainda que contraditórias. Acreditando subjectivamente em sua religião pessoal, todos poderiam se salvar em qualquer religião que fosse. Daí nasceu o ecumenismo. Todas religiões sendo verdadeiras, tanto faz seguir uma ou outra. Daí, o indiferentismo e o sincretismo actual, esses dois filhos loucos do ecumenismo. Por isso, é de se comemorar jubilosamente que o Papa Bento XVI, 44 anos após o fim do Vaticano II, tenha tornado a defender que a verdade é objectiva e não relativa. E como para mau entendedor não basta meia palavra, cremos que para esse tipo de leitor do site Montfort – e é certo que muitos teólogos e bispos modernistas assiduamente nos lêem – é preciso e conveniente repetir-lhes a citação do texto de Bento XVI: “A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 4). Bem entendido, senhores leitores de má vontade? Somente a verdade objectiva é que pode livrar o mundo moderno da loucura do opinionismo subjectivista e do relativismo. Há mais de quarenta anos essa verdade tinha deixado de ser pregada. Bendito seja o Papa Bento XVI que voltou a afirmá-la. Benedictus qui venit in nomine Domini. Este Papa colocou de novo, como fundamento de tudo, a Verdade. E a Verdade envolve, sobrenaturalmente, a Fé, e naturalmente a Metafísica. Fé e Metafísica são as bases de tudo. Até da política. A ONU — “Cette chose là de New York” – como dizia De Gaulle, até essa calamidade produtora de calamidades, até a crise da ONU comprova que nada subsiste sem a Fé e sem a Metafísica. Por isso, é pena que, quando um Papa clama de novo que existe a Verdade e torna a colocá-la como fundamento de tudo, até da Caridade, é pena que até entre os bons haja quem focalize como mais importante uma mera apreciação política, como ele fez, falando da necessidade de reformar a ONU. Da ONU, que a Verdade e a Justiça exigem que seja destruída. É um erro de perspectiva focalizar como fundamental uma mera opinião política de Bento XVI, quando se deveria exaltar a colocação da Verdade objectiva, Teológica e Metafísica, como fundamento de tudo. Fazer isso seria colocar a importância da critica da política acima da visão crítica dos erros teológicos e metafísicos. Nas palavras de Bento XVI na Spe salvi, isso acontece porque, “Tendo-se diluída a verdade do além, tratar-se-ia agora de estabelecer a verdade de aquém. A crítica do céu transforma-se na crítica da terra, a crítica da teologia na crítica da política(Bento XVI, Spe salvi,n0 20). Exaltemos a Verdade que firma até mesmo os céus. Pois a Verdade destruirá a ONU, essa quimera gerada em antros secretos pelos assim chamados... “homens de boa vontade”.
São Paulo, 22 de Julho de 2009. Orlando Fedeli
Este artigo revela muita coisa feia;
1) Eles não se entendem.
2) A Verdade não está relacionada com a Palavra de Deus.
3) Uma no cravo outra na ferradura, umas vezes estão contra o Papa outras a favor.
4) Há dentro da Igreja Católica o fermento da Inquisição.

01/08/2009

CRUZADAS, BALCÃS E CONSTANTINOPLA

Cruzadas pela Libertação da Terra Santa
1096 - I cruzada;
1147 - O Papa Eugénio III anuncia a II Cruzada;
1189 - III Cruzada;
1201-IV Cruzada;
1217 - V Cruzada;
VI Cruzada - 1248.
São João de Acre, na Terra Santa, é reconquistada pelos turcos em 1291. Junto com a cidade, cai a última possessão cristã na Síria, e assinala-se o fim das cruzadas. As tentativas sucessivas de libertação do Santo Sepulcro tiveram fracassos semelhantes.
Médio Oriente
Em 1401, a invasão dos mongóis, liderados por Tamerlão, chega a Damasco e a Bagdad. As Igrejas orientais, Jacobitas e Nestorianas, sofrem uma grande repressão, que continuará, com o sucessivo domínio otomano. 1400 D.C. Tribos mongóis sob Tamerlão invadem a Palestina.
Balcãs
1345 - Bandos de turcos penetram nos Balcãs como mercenários a serviço do Império Bizantino, contra a Bulgária, Sérvia e estados cruzados, que cresceram na Grécia depois que cavaleiros francos saquearam Constantinopla em 1204. Depois, os turcos retornaram a conquistaram a região.
1389 - Os turcos derrotam o exército sérvio, em Kosovo. O campo de batalha e os mosteiros são ainda locais sagrados para os sérvios, que rejeitam as reivindicações albanesas na área.
1526 - Um exército turco destrói uma base húngara em Mohacs, o rei Luís II é morto bem como a maior parte dos nobres húngaros. Ferdinando Habsburgo anexa a Hungria, a Boémia e a Croácia ao seu império. Os Habsburgos mantêm-se como a mais poderosa "casa"da Europa Central até 1918.
1683 - Exércitos turcos movem-se em direcção a Viena de Áustria. O controlo sobre os Balcãs é considerado opressivo e cruel.
1831 - Um recenseamento revela que cerca de um terço da população dos Balcãs é muçulmana. O Império Otomano vive um novo momento, de derrota. A população dos Balcãs vê com ódio os governantes islâmicos. Hoje ainda a relação entre sérvios, croatas e bósnios onde predomina o cristianismo e o islamismo não é muito pacífico.
Constantinopla
A queda de Constantinopla às mãos do Sultão Muhámad II, o Conquistador, verificou-se em 1453. Com a conquista turca de Constantinopla em 1453, realizada por Maomé II (Muhamad), o patriarcado ortodoxo da cidade perde o tradicional vínculo com o império do Oriente. Os sultãos reconhecem o patriarca de Constantinopla o papel de representante dos cristãos ortodoxos presentes no vasto império otomano. O cargo de patriarca é submetido a pesados impostos, enquanto a sede é deslocada para o bairro Fanario. Os turcos favorecem a centralização em Constantinopla de patriarcados antes independentes, como o sérvio ou o búlgaro. Por isso, as lutas de independência dos povos submetidos aos otomanos frequentemente se confundiram com a reivindicação de autonomia eclesiástica em relação à Constantinopla.

03/07/2009

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO AO LONGO DA HISTÓRIA


(*) Características fundamentais dos três grupos que mantiveram a doutrina ensinada por Jesus, sem aceitar quaisquer variantes ou alterações:
1º grupo - Cristãos primitivos;
2º grupo - Montanistas, Cátaros, Albigenses e alguns grupos Valdenses;
3º grupo - Na actualidade, os "Adventistas":
1- Jesus é reconhecido com Único "chefe" e Salvador (Actos 4:12; Heb. 4:3-6).
2- Aceitação total dos ensinos da Sagrada Escritura, sem aceitar nenhuma mudança nem inovação, nem nenhuma tradição humana (Mat. 15:6-9; João 5:39).
3- Aceitação da validade e importância dos Dez Mandamentos para o homem actual - mandamentos dados por Deus para o bem do ser humano (João 14:15; Apoc. 14:12; 12:17; 1ª João 2:3,4; Apoc. 22:14).

ALTERAÇÕES E INOVAÇÕES INTRODUZIDAS NO CRISTIANISMO

DATAS E TEXTOS DA BÍBLIA SOBRE O ASSUNTO:

336 ADObservância do domingo em vez do Sábado: Isto foi determinado pelo Concílio de Laodicéia, reunido neste ano, como confirmação religiosa da mudança feita por Constantino, em 7 de Março de 321 AD.
* O que diz Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:8-11
Mateus 5:17-19

538 ADEstabelecimento do papado: Este assunto, que tinha sido motivo de muitas controvérsias, foi finalmente decidido neste ano, quando Justiniano, imperador romano, proclamou o bispo de Roma “Bispo dos bispos e Chefe da igreja universal”.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 4:14-15
II Tessalonicenses 2:3-4

993 ADPrimeiro caso de canonização de um santo: Foi realizado em Roma, neste ano.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Romanos 3:23
Marcos 10:18

1022 ADA penitência: Deu-se-lhe um carácter legal no concílio de Worms, reunido nesse ano, embora o papa Victor II fosso o primeiro que a autorizou.
* O que a Bíblia diz a esse respeito?
Romanos 6:23
João 3:16

1070 ADDeclarada a infalibilidade da igreja:
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Job 9:20
Salmo 119:96

1075 ADO celibato dos sacerdotes: Foi decretado no Concílio de Barcelona, em 1068, mas foi promulgado por Gregório VII neste ano. Os clérigos casados foram obrigados a divorciarem-se das suas esposas no Primeiro Concílio de Latrão, no ano de 1123, segundo o cânon XXI. (Antes os sacerdotes e papas eram casados)
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Timóteo 4:1,3
I Timóteo 3:2-5

1090 ADO uso do rosário: Foi inventado por Pedro, o eremita, e o seu uso generalizou-se com a pregação de Domingos de Guzmão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 6:7-9

1100 ADA missa é instituída: É nesta altura que começa também o pagamento pela realização de serviços religiosos.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Hebreus 9:28
Romanos 3:24
Efésios 2:8

1190 ADAs indulgências: Há dois tipos de indulgências: as plenas ou totais, e as parciais. As primeiras consistem na remissão de todos os castigos respeitantes ao pecado, de modo que não é necessária outra expiação no purgatório. As indulgências parciais eliminam apenas uma parte das penas.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I João 1:9
Isaías 1:18
Só Deus pode perdoar pecados. E não há “indulgências” pelo pecado. Só Jesus Cristo se nos oferece gratuitamente.

1213 ADA inquisição: Consiste em juízos de tormento para todos os que não aceitavam os ensinos papais, juntamente com a pena de morte por heresia. Foi estabelecida pelo próprio papa, neste ano, e foi, em seguida, confirmada por Inocêncio IV na sua bula “Ad Extirpanda”, do dia 15 de Maio de 1252. Foi ratificada pelo papa Alexandre IV no dia 30 de Novembro de 1259, e por Clemente IV a 2 de Novembro de 1265.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Josué 24:15
O próprio Deus não obriga ninguém a servi-Lo. Mal faria o homem se tentasse impôr tal coisa:
Êxodo 20:13
Ninguém tem o direito a tirar a vida de outrem:
Marcos 12:31
O amor pelo meu próximo não me leva de modo nenhum a torturá-lo:
Mateus 5:44
Esse é o verdadeiro espírito cristão
1215 ADO baptismo de crianças:
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Lucas 3:21-23
João 13:15

1215 ADA transubstanciação: Foi declarada dogma pelo Concílio de Latrão, sessão XIII, e está registada no Cânon 4.º
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
I Corintios 11:24,25
A Bíblia Sagrada fala de um memorial, de uma recordação, e não de uma transusbstanciação do corpo e sangue no pão e no vinho.

1215 AD – A confissão auricular: É feita pelo crente ao sacerdote, e é este que dá o perdão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 11:28
1ª João 1:7-9
Hebreus 4:15

1226 AD – A adoração da hóstia: Esta prática foi começada pelo bispo Pedro de Corbie, ao celebrar a vitória de Luís VII sobre os albigenses. Em seguida foi aprovada pelo próprio papa.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5

1229 ADProibição da leitura da Bíblia: O Sínodo de Tolosa pôs a Bíblia no Índex Librorum Prohibitrum, a lista dos livros que eram proibidos aos fiéis.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 5:39
II Timóteo 3:16-17

1226-74 ADO limbo: Foi idealizado por Tomás de Aquino, que viveu nesta época.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1311 AD – O baptismo por imersão é substituído pela aspersão: Foi tomada esta decisão no Concílio de Ravena, neste ano. Antes, durante alguns séculos, a aspersão foi usada no caso de doentes graves, e era conhecida como “o baptismo clínico”.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
João 3:23
Cristo foi baptizado nesse lugar porque havia muita água;
Mateus 3:16;
Jesus foi baptizado por imersão;
João 13:15

1414 ADÉ negada aos leigos a participação no cálice, na celebração da Comunhão: Foi no Concílio de Constança, reunido nesse ano, que foi tomada esta decisão.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 26:27

1439 AD – A ideia do Purgatório passa a ser considerada doutrina: Isto aconteceu no Concílio de Florença. A ideia já vinha do ano 593, aproximadamente.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Nem sequer lhe faz referência! Não existe qualquer base bíblica para esta doutrina.

1545 ADDá-se à tradição o mesmo valor que à Bíblia: Isto foi decidido na quarta sessão do Concílio de Trento, que durou até 1563.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Mateus 15:3,6-9

1854 ADA adoração da Virgem: O culto em si, tinha começado no ano 600 AD, mas foi neste ano que o papa Pio IX proclamou e definiu o “novo dogma” da Imaculada Conceição da Virgem. Na Encíclica “Lux Veritatis”, promulgada no natal de 1931, decretou-se que todo o bom católico tem que crer na Virgem como mediadora e intercessora ante Deus, e ao mesmo tempo pediu-se aos protestantes que se unam aos católicos no culto a Maria.
* O que diz a Bíblia a esse respeito?
Êxodo 20:4-5
Hebreus 4:15-16
I Timóteo 2:5

1870 ADA infalibilidade papal: Foi decretada no Concílio celebrado em Roma, no dia 13 de Julho deste ano.
* O que diz a Bíblia a esse respeito? Na verdade, só Deus é infalível.
I João 1:8
Romanos 3:9-10,23
REFLEXÃO

* Depois desta breve focagem sobre algumas das muitas alterações que foram feitas à doutrina de Jesus Cristo. Façamos uma pergunta, que diz a Bíblia a respeito de mudar, alterar, tirar ou acrescentar qualquer coisa às doutrinas ensinadas na Bíblia ?

Apocalipse 22:18-19

Prezado amigo, conhece alguma Igreja que não tenha mudado nem um “jota ou um til” da Bíblia e que viva os Santos princípios como os viveu a Igreja fundada por Jesus, que se chamou a Igreja dos Apostólica ?

* Se não conhece, ela encontra-se identificada:
Apocalipse 14:12
Isaías 8:14
São Mateus 5:15-17

É tempo de voltar à Bíblia, nela assenta a fé dos Apóstolos e nela deve basear-se a Fé da Igreja de Deus nos últimos dias. Para quê esperar?

29/06/2009

HISTÓRIA DA RELIGIÃO NO SÉCULO XIX

No começo do século XIX a história regista um aumento realmente impressionante destas igrejas, começando na Irlanda e estendendo-se quase simultaneamente a vários países na Europa. Sem dúvida alguma foi uma obra do Espírito Santo. Em 1827 a.D. alguns cristãos na cidade de Dublin, na Irlanda, começaram a reunir-se para partir o pão e edificar-se mutuamente. Não sabiam que outros, por exemplo perto de Omagh na Irlanda do Norte, e em Georgetown na Guiana Inglesa, já estavam a fazer a mesma coisa. Rapidamente mais e mais comunidades autónomas surgiram em muitos lugares.
No começo daquela igreja em Dublin destacou-se um irmão que teria um impacto muito grande, não só na Irlanda, mas em todo o mundo. Foi J. N. Darby. Até hoje quantos cristãos e quantas igrejas sentem os resultados benéficos dos trabalhos (tradução da Bíblia) incansáveis daquele saudoso servo do Senhor. Ele no inicio compreendeu que as igrejas deveriam manter-se autónomas, ou seja, independentes umas das outras. Com o tempo e aprofundamento bíblico chegou à compreensão que Deus pelo Seu Espírito o guiava para a visão da igreja como “corpo de Cristo”. Jesus a Cabeça deste corpo, e não um homem a sobrepor-se aos outros homens. É verdade que alguns dos seus ensinos, não tinham fundamento bíblico, um dos quais era os santos que já partiram estão com Cristo.

Em 1844 cumpre-se as palavras de Jesus “…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” 16:18. Satanás aos longo dos séculos tudo fez para apagar a chama do Evangelho Eterno, quase conseguiu, agora surgia uma Igreja tal como a Igreja Primitiva, os mesmos princípios, os mesmos valores, a mesma visão de proclamar o Evangelho, não de forma isolada, desgarrada, mas um corpo coeso, forte dirigido pelo Espírito Santo. Uma voz de alto clamor para encher a Terra.
De facto cumpria-se aqui as palavras do profeta Daniel “Quanto a ti Daniel, guarda isto secreto, e conserva este livro lacrado até ao tempo do final. Muitos daqueles que a ele recorrerem verão aumentar-se o seu conhecimento.” Daniel 12:4.
Depois de uma longa noite escura. Alvoreceu Daniel 8:14 “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário, será purificado” (ver Hab. 2:3; Hebreus 10:35-39).Quando o Dr. J.E.Brown, presidente da Brown University e do International Christian Fellowship, publicou a primeira edição da sua obra acerca das “Seitas”, foi questionado por que não incluíra os Adventistas. Na edição seguinte, deu a seguinte resposta:“Em todas as doutrinas cardeais da Bíblia – a concepção milagrosa, o nascimento virginal, a crucifixão, a ressurreição, a ascensão, a divindade de Cristo, a expiação, a segunda vinda, a personalidade do Espírito Santo e a infalibilidade da Bíblia – os Adventistas do Sétimo Dia permanecem firmes como o aço.” J.E.Brown, In the Cult Kingdom, págs. 4,5.
Foi importante a sua descoberta de uma igreja com sentido Universal, chamada para que “Este evangelho do reino seja pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” Mateus 24:14
Apesar da divisão triste do século XIX, e dos grandes desvios actuais, ainda há no mundo hoje, uma igreja que segue os fiéis princípios deixados por Cristo pelos seus Apóstolos, dela é dito: “A Igreja é o meio que Deus escolheu para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e a sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio que o plano de Deus é que a Sua grandeza e os Seus recursos sejam reflectidos no mundo através da Sua Igreja. É aos membros da Igreja, a quem Ele chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz, que compete manifestar a Sua glória. A Igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo e, através dela será, no momento próprio, manifestada, mesmo aos ´principados e potestades do Céu (Efésios 3:10), a última e total demonstração do amor de Deus.” Ellen G. White, Actos dos Apóstolos, p. 9, ed. P. Servir.

15/06/2009

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO AO LONGO DA HISTÓRIA

Características fundamentais dos três grupos que mantiveram a doutrina ensinada por Jesus, sem aceitar quaisquer variantes ou alterações:
1º GRUPO: Cristãos Primitivos.
2º GRUPO: Montanistas, Cátaros, Albigenses e alguns grupos Valdenses.
3º GRUPO: Na actualidade, os Adventistas dos Sétimo Dia.

1) Jesus é reconhecido como único “chefe” e Salvador (Actos 4:12; Hebreus. 4:4-16).
2) Aceitação total dos ensinos da Sagrada Escritura, sem aceitar nenhuma mudança nem inovação, nem nenhuma tradição humana (Mat. 15:6-9; João 5:39).
3) Aceitação da validade e importância dos Dez Mandamentos para o homem actual – mandamentos dados por Deus para o bem do ser humano (João 14:15; Apocalipse 14:12; 12:17; 1ª João 2:3,4; Apocalipse 22:14).