28/05/2009

COMO MORREU JESUS?

DE QUE FORMA MORREU JESUS

Foi pregado numa estaca?
Ou foi crucificado?















MADEIRO!
A Sociedade Wachtower chama atenção para a expressão “madeiro” em Actos 5:30 que diz:
A Wachtower cita este versículo para dizer que Jesus foi pendurado num madeiro, não numa Cruz.
A própria TNM, na nota de rodapé diz que a palavra que foi traduzida por madeiro poderia ter sido traduzida por árvore:





Neste Dicionário - Aurélio





A palavra CRUZ, tem dois significados:

1. Peça ou tronco grosso de madeira, madeira, lenho
2 . Cruz



A palavra madeiro aplica-se tanto a uma estaca, a uma cruz ou a uma árvore!

A Sociedade Wachtower mostra como única evidência histórica em termos de representação artística da morte de Jesus, uma gravura feita por Justo Lipsio (1547-1606).
Esta gravura encontra-se na Tradução do Novo Mundo com Referências – página 1518.



A Sociedade Watchtower usa esta gravura como prova de que Jesus foi pregado numa estaca e não crucificado:
















O que a Sociedade Watchtower não diz é que o livro De cruci libri tres, de Justo Lipsio não continha apenas aquela ilustração sobre as execuções romanas. Haviam muitas outras que foram convenientemente não citadas.
Senão vejamos:
HOMEM CRUCIFICADO

Referência:
De cruci libri tres
Página 47
OUTRAS FORMAS DE CRUCIFIXÃO:
































De acordo com a referência histórica "De cruci libri tres" pode concluir-se que Jesus poderia ter sido tanto crucificado, como pregado numa estaca.

3- EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA CRUCIFIXÃO

(Mateus 27:35-37)
Tendo-o pregado numa estaca, distribuíram a sua roupagem exterior por lançar sortes, e, sentados, vigiavam sobre ele ali. Também puseram por cima de sua cabeça a acusação contra ele, por escrito: “Este é Jesus, o Rei dos judeus.”

Também puseram por cima da sua cabeça a acusação contra ele, por escrito: “Este é Jesus, o Rei dos judeus.”



















Por Cima da Cabeça ou das Mãos?


















(João 20:24-25)
Tomé, porém, um dos doze, que era chamado O Gêmeo, não estava com eles quando Jesus veio. Conseqüentemente, os outros discípulos diziam-lhe: “Temos visto o Senhor!” Mas, ele lhes disse: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.”

PREGO OU PREGOS NAS MÃOS?
Mais de 1 prego = pregos

1 prego apenas










Tiago refere-se a sinal dos pregos e não do prego nas mãos de Jesus. Logo, as representações artísticas usadas pela Sociedade estão em desacordo com as escrituras. Mesmo assim a Sociedade diz que está certa.

Nas publicações da Sociedade Torre de Vigia, Jesus é amiúde retratado como pregado na estaca com um único prego atravessando ambas as mãos e outro prego traspassando-lhe os dois pés. Isto é apenas a concepção do artista, mas é bem possível que esta tenha sido a maneira em que Jesus foi pendurado na estaca.

Alguns têm concluído também do texto de João 20:25 que foram usados dois pregos, um para cada mão. Mas, deve-se entender o uso que Tomé fez do plural (pregos) como descrição precisa, indicando que cada uma das mãos de Jesus foi furada com um prego diferente?
As testemunhas oculares, João e Tomé, não poderiam ter feito uma descrição precisa, mas a Sociedade Watchtower, 2000 anos depois pode!

Assim, simplesmente não é possível afirmar hoje com certeza quantos pregos foram usados. Quaisquer ilustrações de Jesus na estaca devem ser entendidas como concepções artísticas que oferecem apenas uma representação baseada nos fatos limitados de que dispomos. Não devemos permitir que a controvérsia sobre tal pormenor insignificante obscureça a verdade todo-importante de que “ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho”. — Romanos 5:10.
Para a Sociedade Watchtower, esta crença, Jesus ter sido morto numa estaca, é a crença número 6, é pois para eles muito importante:

19/05/2009

MÓRMONS: A RELIGIÃO DAS PESSOAS SIMPATICAS

Origem
A comunidade mórmon constitui uma religião cristã restauracionista, e segundo os Mórmons, o termo Mórmon inicialmente era o nome de um local onde o profeta Alma ensinou o Evangelho de Jesus Cristo ao povo do Rei Noé[1] que vivia na terra de Leí-Néfi próximo ao ano 146 a.C.[2] Mórmon também se refere ao profeta historiador que viveu nas Américas aproximadamente no ano de 321 d.C.. Não se sabe a data aproximada da morte de Mórmon. Não há descrição ou nada de sua morte no Livro de Mórmon.
Personagem
Mórmon é o nome do penúltimo profeta Nefita, general militar e mantenedor de registos, que viveu aproximadamente entre 311 e 385 d.C..[3] Foi lhe dado este nome por causa do lugar acima mencionado.[4]
Após registar a história que presenciou durante a vida, Mórmon resumiu os registos mantidos por seus antecessores numa única compilação, chamada Placas de Mórmon. Mais tarde, ele transferiu este registo sagrado a seu filho, Morôni. Estas placas faziam parte dos registos usados por Joseph Smith para traduzir O Livro de Mórmon.[5]
Registos
Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo - biblioteca, ou conjunto de pequenos livros (a exemplo da Bíblia) considerado sagrado pelos Santos dos Últimos Dias. Neste livro ainda existe a menção a outras obras que possuem em seu título o termo Mórmon, são elas:
Palavras de Mórmon - um pequeno livro (uma secção) do Livro de Mórmon;
Livro de Mórmon - pequeno livro homónimo (uma secção) do Livro de Mórmon;
Placas de Mórmon - Lâminas de metal, como descritas no livro, usadas para gravar os registos de Mórmon (personagem) e seu filho Morôni.
Membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
O apelido Mórmons foi criado por pessoas que não pertenciam à Igreja para referirem-se aos membros (a princípio) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias fundada, ou como seus membros acreditam, restaurada em 6 de Abril de 1830. Mas, com a morte do Profeta Joseph Smith, foram criadas igrejas dissidentes desta, cujos membros também foram designados de Mórmons.
O Nome provém de um sagrado livro de escrituras compilado pelo antigo profeta Mórmon, intitulado Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo, segundo a versão oficial da Igreja. O nome dado pelo Senhor, pelo qual os membros da Igreja devem ser conhecidos, entretanto, é Santos.[6]
Segundo a doutrina da Igreja, nesta dispensação, que é a da plenitude dos tempos, ou a última dispensação antes do glorioso dia da Segunda Vinda do Salvador Jesus Cristo, foi incluído "dos Últimos Dias" para designar os membros da Igreja nesta época[7]
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." [1 Coríntios 2:14]
Assim, ao tentarmos oferecer uma análise crítica da seita que mais cresce em todo o mundo e que afirma ser um grupo cristão, é necessário compreender que ambos os lados do argumento aderem a um conjunto de crenças que desafiam a mera razão humana. Logicamente, isto leva à seguinte questão: O que causa essa crença?
A recente pré-candidatura presidencial do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, mais uma vez trouxe à tona a questão religiosa na política norte-americana. Exactamente como aconteceu quando o católico-romano John F. Kennedy concorreu à presidência, a fé mórmon do ex-governador Romney foi severamente criticada por aqueles que temiam que ele terminasse sendo uma marionete para uma hierarquia religiosa. Aparentemente, o ressurgimento desse debate fez com que a PBS (Public Broadcasting Service) levasse ao ar novamente uma série de televisão de duas partes e de quatro horas de duração sobre a história do Mormonismo.
Durante aquele programa, várias coisas foram mencionadas pelos fiéis mórmons que me surpreenderam pela forma aberta e franca como elas foram declaradas. Quase todos os participantes eram autores, historiadores, membros de alto escalão na hierarquia da igreja, etc., que obviamente queriam apresentar uma boa imagem em uma discussão sobre suas crenças. Assim, não pude deixar de ficar impressionado pelo modo como eles procuraram tratar as muitas perguntas difíceis relativas à história da Igreja Mórmon. Em vez de tentarem se esquivar ou adoptar uma posição defensiva e ressentida, ele deram aquilo que me pareceram ser comentários honestos e do fundo do coração sobre as várias áreas problemáticas. Mas, obviamente, de modo algum concordo com suas doutrinas, pois elas são totalmente estranhas ao que é ensinado na Bíblia.
Algumas das questões discutidas foram a antiga prática da poligamia, o passado nebuloso do "profeta" Joseph Smith, o "Massacre em Mountain Meadows", em que cerca de 120 homens, mulheres e crianças que viajavam para a Califórnia numa caravana de carroças foram assassinados após terem se rendido (a ordem para o ataque é atribuída por muitos historiadores a Brigham Young), os muitos anos de hostilidade aberta contra o governo dos EUA, as afirmações de Smith de que os índios norte-americanos tinham origem judaica e que tinham construído grandes cidades em toda a América do Norte milhares de anos antes — apenas para citar algumas!
Apesar de todo um conjunto de evidências que sugerem fortemente que Joseph Smith foi pouco mais do que um charlatão esperto, mais a quase total ausência de evidências arqueológicas ou genéticas que possam confirmar as "visões proféticas" sobre os povos que habitaram a América do Norte no passado, os intelectuais que apareceram no programa deixaram bem claro que isso não modificava em nada suas crenças. Mas, para sermos os mais justos quanto possível, precisamos reconhecer que é assim que a fé funciona:
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." [Hebreus 11:1]
Entretanto, ao mesmo tempo, precisamos também reconhecer e admitir o óbvio: independente de quão sincero um indivíduo possa ser, a fé dele pode estar totalmente mal direccionada!
Satanás, o génio do mal que está por trás da fé mal direccionada, fracturou a cristandade em muitas divisões, cada uma das quais afirma ser a autêntica igreja de Jesus Cristo. Uma das maiores divisões, o Catolicismo Romano, baseia as suas doutrinas nas suas próprias tradições, bem como em éditos que foram produzidos por homens pecadores e falíveis. Outra divisão, a organização chamada Testemunhas de Jeová, literalmente reescreveu a Bíblia (a tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas) usando a táctica de introduzir os textos segundo o que crêem, deste modo, as Escrituras tem que se adaptar à sua crença e não as suas vidas adaptarem-se à Bíblia. Uma terceira divisão, o Mormonismo, professa crer e usar a Bíblia, "desde que correctamente interpretada", mas ao mesmo tempo coloca uma ênfase muito maior nos escritos de Joseph Smith, bem como nos pronunciamentos de seus "profetas", que continuam a ser feitos até hoje. Portanto, dessas três divisões, uma quase que totalmente ignora as doutrinas bíblicas em favor das suas próprias tradições, outra reescreveu a Bíblia para adaptá-la às suas próprias doutrinas, e a terceira faz acréscimos contínuos à Bíblia! Cada uma dessas divisões tem aderentes zelosos, que professam fé nos seu respectivo sistema de crenças, mas nenhuma delas pode legitimamente afirmar que as suas doutrinas estão totalmente baseadas na Palavra de Deus, conforme ela foi originalmente entregue ao homem.
Se eu tivesse de fazer uma escolha entre todos os aderentes professos do cristianismo, com base unicamente na sua aparência pessoal exterior, no seu comportamento e nas suas boas obras, eu escolheria os mórmones! Em média, eles são sem dúvida alguma as pessoas mais íntegras e cordiais que se pode imaginar. A sua devoção aos valores familiares e à ética do trabalho é absolutamente louvável. Os valores morais parecem ser irrepreensíveis e eles escrupulosamente evitam o consumo de álcool, tabaco e qualquer bebida que contenha cafeína (café, chá mate, etc.) Eles dão grande ênfase à educação e o número deles continua a crescer com profissionais de alta qualificação — muitos dos quais trabalham nos altos escalões dos governos dos Estados, na América. Os jovens que trabalham como missionários são zelosos em levar o "evangelho" mórmon aos confins do mundo. Eles são rápidos em levar auxílio às outras pessoas, e não apenas aos mórmones. A Igreja Mórmon é uma das mais ricas no mundo e usa muito dessa riqueza em acções filantrópicas destinadas a torná-los queridos por aqueles que vivem perto deles. Em resumo, não há quase nada no comportamento dos mórmones que as pessoas possam achar ofensivo. Esses atributos definitivamente ajudaram o Mormonismo a tornar-se a religião de mais rápido crescimento no mundo.
Falando sobre o levar auxílio a pessoas que não são da sua religião, vou partilhar algo que mostra como eles fazem proselitismo entre outros grupos de cristãos professos, as empresas que realizaram essas sondagens dizem que eles têm enorme sucesso entre os baptistas! Alguns anos atrás o bebé de um dos meus primos adoeceu e esteve perto da morte. Enquanto ele e a sua mulher ansiosamente acompanhavam a criança internada no hospital, eles foram literalmente dominados por alguns mórmones que ofereceram ajuda e conforto de forma muito amorosa. Aqueles estranhos fizeram por eles aquilo que a própria igreja deles deixou de fazer, ou não fez ao nível que eles acharam que era necessário. A consequência é que esse meu primo — um cristão professo — converteu-se ao mormonismo.
Não é realmente irónico que nestes últimos dias os cristãos genuínos estejam sendo "descristianizados" por um grupo que ensina que Jesus Cristo e Lúcifer são irmãos?
Mas nenhum cristão genuíno que esteja remotamente familiarizado com a Bíblia deve se deixar enganar por essa blasfémia.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." [João 3:16; ênfase adicionada]
Se você duvida que eles realmente ensinam esse conceito ridículo, aqui está uma citação da edição de Junho de 1986 de Ensign, uma revista oficial da fé mórmon. "Tanto as escrituras e os profetas afirmam que Jesus Cristo e Lúcifer são realmente filhos de nosso Pai Celestial e, portanto, espíritos-irmãos... Mas como o Primogénito do Pai, Jesus era o irmão mais velho de Lúcifer."
Então, para adicionar insulto à injúria, a doutrina mórmon nega o nascimento virginal de Cristo — de acordo com os pronunciamentos de Brigham Young, no Journal of Discourses, vol. 8, pg 67; Vol. 4, pg 218; Vol 4, pg 216; Vol. 10 , pg 192; Vol 13, pg 145; Vol. 9, pg 291; Vol. 3, pg 365; Vol 4, pg 27 — todos mais ou menos baseados na seguinte declaração de Young:
"Quando a Virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o gerou à sua própria imagem. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo. E quem era o Pai? Ele é o primeiro da família humana..." "... Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado em carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden, e que é nosso Pai nos Céus." [Journal of Discourses, Vol. 1, pg 50-51, ênfase adicionada; tradução nossa]
Novamente, para que não haja dúvida alguma sobre a quem ele se refere como "o primeiro da família humana" e "o mesmo personagem que esteve no Jardim do Éden e que é nosso Pai nos Céus", nós o encontramos identificado sem qualquer dúvida em outro pronunciamento feito por Young:
"Quando o nosso pai Adão veio ao Jardim do Éden, ele veio com um corpo celestial e trouxe Eva, uma das suas mulheres, com ele... Ele é o nosso Pai e o nosso Deus, o único Deus que nos importa." (O Caos das Seitas, Walter Martin, pg 212 no original; ênfase adicionada]
Claramente, Brigham Young ensinava que Adão é nosso Pai e nosso Deus! De acordo com a doutrina de Young, um homem glorificado — não o Espírito Santo — gerou Jesus Cristo à sua própria imagem!
Para resumir os ensinos que identificam o Mormonismo como não sendo cristão, ofereço esta citação do falecido Walter Martin:
"A Igreja Mórmon encontra-se hoje, sem dúvida, numa posição muito difícil no que se refere a esse ensino horroroso sobre o nascimento de Nosso Senhor. Alguns mórmons com os quais o autor conversou repudiam violentamente a doutrina de Brigham Young do nascimento virginal, afirmando que ele realmente nunca ensinou isto; mas após virem as declarações de Young no Journal of Discourses e citações de periódicos e revistas mórmones entre os anos 1854 e 1878, particularmente, eles são forçados a admitir que esse era o ensino da igreja durante o tempo de Brigham Young. Então, não querendo comparecer diante de um "tribunal" mórmon por terem deixado de defender o ofício profético de Young, eles calam-se ou reconhecem com relutância." (Ibidem, pg 214)
Meus amigos, a concepção de Jesus Cristo pelo Espírito Santo, Seu nascimento virginal, morte e ressurreição são pilares inegociáveis da fé cristã.
Assim, o que poderia levar mórmons, como esses que "repudiam violentamente a doutrina de Brigham Young sobre o nascimento virginal" a permanecerem calados? Eles sabem muito bem que os cristãos genuínos "saem do sério" quando essa heresia é mencionada! Como a controvérsia não é boa para os negócios, eles têm um departamento de relações públicas que está constantemente ocupado em tentar manter a tampa colocada sobre aquilo em que eles na verdade crêem e ensinam.
O Mormonismo é um exemplo clássico da crença sem base bíblica que as boas obras são necessárias para a salvação. O princípio da "salvação por meio das boas obras" é central em todas as religiões falsas conhecidas pela humanidade. Mas o cristianismo genuíno diferencia-se totalmente, por ser a única que proclama salvação pela graça de Deus e por nada mais!
Um dos momentos mais tocantes na série transmitida pela PBS foi quando uma mulher mórmon, casada e mãe de numerosos filhos, disse que era forçada a estar sempre bem arranjada, sorrir mesmo quando não estivesse com vontade e, em geral, viver como um exemplo perfeito do que uma boa mulher mórmon deve ser. Quando a questão foi levantada, fiquei surpreendido quando um dos intelectuais mórmones apresentou a estatística que as suas mulheres usam mais antidepressivos do que qualquer outro grupo demográfico nos EUA! Este é o fruto indesejado ao tentar manter as aparências quando a sua salvação depende de ganhar outras pessoas para a sua religião atreves duma postura fingida. O princípio utilizado é que o mel atrai mais moscas do que o vinagre!
A estrutura Mórmon parece estar tão diabolicamente entrelaçada que as acções de uma pessoa afectam directamente os sucessos espirituais das outras. Se você "mostrar um ar aborrecido", isso pode ter consequências ao nível da recompensa no "reino celestial" para a sua família e, potencialmente, para outros dentro da estrutura organizacional. Isto ficou implícito claramente num segmento da série da PBS com relação ao requisito que todos os rapazes entre 19 e 24 anos vão à sua própria custa para uma missão de dois anos para qualquer região do mundo que a sede da Igreja decida enviá-los. (As jovens, chamadas "sisters" ou irmãs, também servem como missionárias, mas aparentemente não de forma obrigatória.) As discussões na família apresentadas no documentário focaram um rapaz de 19 anos que estava a questionar a necessidade de deixar a família por dois anos. Para garantir que ele compreendesse as consequências de não ir, ele foi exortado pela família que a sua recusa acarretaria perdas para todos eles, bem como para a própria Igreja Mórmon. Isto é o que se pode chamar de pressão da família! O ponto era que o avô tinha ido em missão, o pai tinha ido em missão e o filho também teria de ir em missão!
Não é o meu objectivo atacar essas pessoas tão boas — embora essa "bondade" seja uma necessidade prática para que eles atinjam o objectivo de se tornarem deuses no reino celestial. Como eles acreditam que Deus o Pai é o homem Adão exaltado, eles também poderão tornar-se um deus como ele. Na verdade eles gostam de citar esta frase do profeta mórmon Alonzo Snow: "Como o homem é, Deus já foi; o homem poderá tornar-se."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_dos_%C3%9Altimos_Dias
Um aspecto mais sinistro da religião deles é reflectido na dualidade do bem e do mal expressa na sua teologia e nos seus templos. Alguns meses atrás, uma família fizeram uma viagem de turismo para conhecer as paisagens no sudoeste dos EUA e passam várias horas em Salt Lake City, no estado de Utah. Do hotel podia ver-se o Adro do Templo, de modo que aproveitaram a oportunidade para visitar o Tabernáculo Mórmon e conhecer o mundialmente famoso órgão de tubos. Enquanto estiveram ali, assistiram a uma demonstração da incrível acústica daquele grande auditório. A partir da última fileira de assentos, puderam facilmente ouvir o som de um broche de lapela que foi lançado do púlpito por uma das jovens "irmãs" que realizava trabalho voluntário ali. Em seguida, caminharam em volta, na parte exterior do templo e do menor Salão da Assembleia (sendo "gentios", não tinham a permissão de entrar em nenhum dos dois edifícios) e observaram os muitos símbolos que são muito reveladores para qualquer pessoa que esteja familiarizada com o ocultismo. Na entrada frontal e dos fundos do Salão da Assembleia existem vitrais com um grande símbolo da "estrela de David" em cada um deles. Logicamente, a propaganda oficial do Mormonismo diz que elas representam as doze tribos de Israel, mas aqueles que compreendem o simbolismo do ocultismo sabem melhor! Os dois triângulos formam um "hexagrama" — um dos símbolos mais malignos no mundo do ocultismo e que é usado para conjurar demónios por aqueles que estão envolvidos nas artes das trevas. Em seguida, viram que sobre a entrada frontal e dos fundos do templo existiam esculturas incrustadas do "olho que tudo vê de Deus" (na verdade derivado do "olho de Hórus na literatura ocultista) e o símbolo de um aperto de mão — ambos os quais têm papéis proeminentes nos rituais da Maçonaria. Além disso, ao longo da lateral esquerda do edifício existem cinco "estrelas" de cinco pontas (pentáculos) com duas pontas para cima e uma para baixo — símbolos da "magia negra". Ao longo da lateral direita do edifício existem pentáculos correspondentes com uma ponta para cima e duas para baixo — símbolos da "magia branca". Ambos os aspectos do negro e do branco são necessários para manter o conceito equilibrado de dualidade do Gnosticismo, a antiga filosofia com base na qual o Mormonismo e a Maçonaria estão baseados. Intercalados entre os outros símbolos existem esculturas incrustadas que retratam as fases da lua e do sol brilhando com raios — todas as quais lembram a Maçonaria!
Joseph Smith e Brigham Young eram ambos maçons. O Templo e os rituais realizados dentro dele têm inegáveis impressões digitais da Maçonaria. Por exemplo, as "vestes do Templo" usadas como roupa de baixo por todo homem mórmon em boa situação dentro da Igreja dos Santos dos Últimos Dias (SUD) têm aquilo que parece ser para o não-iniciado como "V" num ombro e um "L" invertido no outro. E aqui está o que a enciclopédia on-line Wikipedia tem a dizer sobre isto:
"De acordo com a doutrina mórmon geralmente aceita, as marcas nas vestes são símbolos sagrados (Buerger 2002, pg 58). Um elemento proposto do simbolismo, de acordo com os primeiros líderes mórmones, era um vínculo com o "Esquadro e o Compasso", os símbolos da Maçonaria (Morgan, 1827, pg 22-23), na qual Joseph Smith foi iniciado cerca de sete semanas antes de passar pela Cerimónia de Investidura. Assim, o símbolo em forma de V no lado esquerdo do peito era referenciado como "Compasso", enquanto que o símbolo a forma de L invertido no lado direito do peito era referenciado pelos primeiros líderes da igreja como "Esquadro" (Buerger 2002, pg 145)" [ênfase adicionada; tradução nossa]
Se você estiver interessado nas inegáveis similaridades entre a "Cerimónia de Investidura" no Templo Mórmon e as várias cerimónias na Maçonaria, talvez queira conferir este endereço na Web:
http://www.mormonismi.info/jamesdavid/masendow.htm
Portanto, em conclusão, vamos referenciar novamente a pergunta que fiz no terceiro parágrafo deste artigo. O que leva alguém a aderir a essa fé?
"Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Coríntios 4:4
Meu amigo, o diabo é um mestre em falsificações e os mórmones são pessoas tão amáveis e tão excelentes na sua conduta que frequentemente fazem os cristãos genuínos parecerem maus em comparação! Mas, louvado seja o Senhor, somente os galardões que receberemos, ou deixaremos de receber, no julgamento diante do Trono de Cristo é que dependerão dessas coisas, e não a nossa salvação! Deus salva pela graça somente e o Seu dom gratuito de modo algum está baseado em mérito pessoal, na "bondade" relativa e naquilo que fazemos pelos outros.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8-9]
Outro objectivo não houve, a não ser o de alertar. A Bíblia diz: “Analisai tudo, retende o bem.” Também diz. “À Lei e ao Testemunho se não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Isaías 8:20.

EXPLICADA A ESCATOLOGIA SOBRE O RAPTO SECRETO

A data é um dia qualquer no futuro próximo. O lugar, um Boeing 747 voando sobre o Atlântico em direcção a Londres. A maioria dos passageiros está a dormir ou a fazer qualquer outra coisa. Subitamente, quase metade deles desaparece no ar. Primeiro um, depois outro, então os que restam gritam enquanto percebem que o assento ao seu lado está vazio. Apenas os pertences de mão foram deixados. Os passageiros que ficaram gritam e choram, assustados. Os pais estão freneticamente procurando os seus filhos que desapareceram a meio do voo.
Ficção científica? Não; essa é uma cena do primeiro volume de uma série intitulada Lefts Behind. Escritos pelos autores cristãos Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, esses livros continuam no topo da lista de best-sellers em Nova York. Eles estão baseados na teoria de que sete anos antes do segundo advento de Cristo, os fiéis cristãos serão trasladados, arrebatados para o Céu. Qual é o argumento para estes sete anos? Porque uma das colunas dessa teoria é que a última das setenta semanas proféticas de Daniel 9:24 ainda está no futuro.As raízesAs origens da teoria do arrebatamento secreto podem ser traçadas a partir do tempo da Contra-Reforma. Os reformadores protestantes no século 16 identificaram o papado como o anticristo da profecia. Muitos eruditos jesuítas assumiram a tarefa de defender o papado contra esse ataque. O cardeal Robert Bellarmina (1542-1621), director do Colégio Jesuíta em Roma, buscou invalidar o princípio “dia-ano” da profecia como prova dos 1.260 anos de supremacia papal.
O jesuíta espanhol Francisco Ribera (1537-1591) projectou a profecia do anticristo no futuro (futurismo), e outro espanhol, Luiz de Alcazar (1554-1613), defendeu que essas profecias já se tinham cumprido no tempo do Império Romano (preterismo).O preterismo de Alcazar foi adoptado pelo calvinista Hugo Grotius (1583-1645) na Holanda, e tornou-se o método favorito para a interpretação da profecia bíblica entre os teólogos liberais.Ribera aplicou as profecias do anticristo ao futuro anticristo pessoal que apareceria no tempo do fim e continuaria no poder por três anos e meio. Durante três séculos, o futurismo centrava as profecias na Igreja Católica Romana, até que, em 1826, Samuel R. Maitland (1792-1866) bibliotecário do arcebispo de Canterbury, publicou um panfleto de 72 páginas no qual promoveu a ideia de Ribera de um futuro anticristo. O que veio a ser aceite por outros clérigos protestantes. Entre eles estava John Henry Newman, líder do movimento Oxford, que veio a ser nomeado cardeal católico romano, e Edward Irving, famoso ministro presbiteriano escocês.
DispensacionalismoO futurismo de Ribera estabeleceu o fundamento para o dispensacionalismo, o qual ensina que Deus tem negociado diferentemente com a humanidade durante diferentes eras da história bíblica. John Nelson Darby (1800-1882) é usualmente considerado o pai do dispensacionalismo. Ele foi advogado e pastor anglicano que, em 1821, desiludido com a frouxidão espiritual da Igreja, juntou-se a outro grupo religioso chamado Movimento dos Irmãos. Darby possuía uma mente brilhante. Não somente pregava fluentemente em francês e alemão, mas também traduziu o Novo Testamento para o alemão, francês e inglês. Foi autor de mais de 50 livros e, em 1848, tornou-se o líder do movimento. Darby desenvolveu uma elaborada filosofia da História na qual ele a dividiu em oito eras ou dispensações, “cada uma das quais contendo uma ordem diferente pela qual Deus operou o Seu plano redentor”. Além disso, Darby afirmava que a vinda de Cristo poderia ocorrer em dois estágios. O primeiro, um invisível “arrebatamento secreto” dos verdadeiros crentes fecharia o grande “parêntesis” ou a era da Igreja que começou quando os judeus rejeitaram a Cristo. Em seguida ao arrebatamento, as profecias do Antigo Testamento concernentes a Israel seriam literalmente cumpridas, levando à grande tribulação que terminaria na segunda vinda de Cristo em glória. Nesse tempo, o Senhor estabeleceria um reino literal de mil anos sobre a Terra, tendo Israel como centro.A visão escatológica de Darby figurou proeminentemente no fundamentalismo americano nos anos 20, quando cristãos conservadores defenderam o cristianismo protestante contra os desafios do darwinismo e da teologia liberal. Hoje, a maioria dos cristãos evangélicos aceita as principais colunas da escatologia de Darby.O conceito de um arrebatamento antes do período da tribulação final, na verdade, não foi invenção de Darby. “Peter Jurieu no seu livro Approaching Deliverance of the Church (1687) ensinou que Cristo poderia vir para arrebatar os santos e retornar ao Céu antes do Armagedon. Ele falou de um arrebatamento secreto antes da Sua vinda em glória e o julgamento do Armagedon. O Comentário do Novo Testamento de Philip Doderidge e o Comentário, também sobre o Novo Testamento, de John Gill, usaram o termo “rapto” e a ele se referiram como iminente. É claro que esses homens criam que esse acontecimento precederia a descida de Cristo à Terra e o tempo do julgamento. O propósito era preparar crentes do tempo do julgamento.” A doutrina do arrebatamento foi disseminada ao redor do mundo, em primeiro lugar através do Movimento dos Irmãos e da Bíblia de Referência de Scofield. No século 20, foi ensinada em escolas como o Instituto Moody e no Seminário Teológico de Dallas. O Futuro do Grande Planeta Terra, de Hal Lindsey, e muitos outros livros propagaram a teoria do arrebatamento secreto.
Investigando a teoriaA teoria do arrebatamento secreto está fundamentada em numerosas hipóteses. Devido às limitações de espaço, podemos investigar brevemente apenas duas delas: 1) que a septuagésima das setenta semanas proféticas de Daniel 9:24-27 ainda está no futuro; e 2) que a Igreja não passará pela grande tribulação. 1. A septuagésima semana de Daniel 9:27Embora a ideia de que a septuagésima semana de Daniel esteja ainda no futuro tenha aparecido primeiro nos escritos de Irineu (séc. 2 a.D.), ela não desempenhou um papel significativo na teologia cristã até tornar-se uma coluna fundamental do dispensacionalismo no século 19. De acordo com essa visão, a 69ª semana termina com a entrada triunfal; e a 70ª “está separada das outras 69 por um período indefinido de tempo”. Qual é a razão? Porque a era da Igreja é vista como um parêntesis no plano de Deus, isto é, o relógio profético parou no domingo da Páscoa e voltará a bater depois do arrebatamento, quando Deus assumir a condução dos assuntos com Israel no futuro.Entretanto, não há razão lógica ou exegética para separar a 70ª semana das outras 69 semanas. Não existe nenhuma outra profecia de tempo nas Escrituras que tenha tal vácuo. O assunto nos versos 26 e 27 de Daniel 9 é o Messias, não o anticristo. De acordo com o verso padrão em Dan. 9:25 e 26, o príncipe da frase “o povo de um príncipe” pode também se referir a Jesus. Mas embora o príncipe, no verso 26, se refira a Tito (como tipo do anticristo) e não ao Messias, ele não é o assunto do verso 27 porque, gramaticalmente, está numa posição subordinada a “o povo”. É o povo que destrói o santuário e a cidade; não o príncipe. O “ele” do verso 27 deve reportar-se ao Messias no início do verso 26. Em Dan. 9:27, nós lemos que “Ele fará firme aliança com muitos”. A expressão hebraica “cortar uma aliança” não é usada nesse texto. Ao contrário, o Messias, diz o texto, fortalecerá ou fará o concerto prevalecer. A referência não é a um novo concerto, mas a um concerto já feito. Se fosse o anticristo o autor dessa aliança com muitos, o profeta deveria ter usado a linguagem apropriada, ou seja, “mudar a aliança”.Ao contrário da teoria dispensacionalista, as 70ª semanas apresentam os pontos altos do ministério do Salvador. Durante a primeira metade da semana, Ele fortaleceu ou confirmou o concerto através de Seus ensinamentos. Um exemplo disso é o sermão da Montanha, onde Jesus tomou uma parte dos Dez Mandamentos aprofundando e fortalecendo o seu significado. Então, no meio da semana, Ele levou ao fim o significado teológico do papel dos sacrifícios, ao entregar-Se para a salvação da raça humana. Dessa forma, o concerto eterno foi confirmado e ratificado pela morte de Jesus Cristo.2. A Igreja e a grande tribulaçãoDe acordo com o dispensacionalismo, a tribulação depois do arrebatamento da Igreja durará sete anos. Seu propósito é “levar à conversão uma multidão de judeus” que experimentarão o cumprimento da aliança de Israel. A base apresentada para apoiar esse conceito são as passagens de I Tes. 1:10; 5:9; Rom. 5:9; Apoc. 3:10.Cuidadosa exegese dos textos nas cartas aos romanos e aos tessalonicenses indica que “a ira vindoura” refere-se à ira de Deus que destruirá os ímpios por ocasião da segunda vinda15 conforme indicado em II Tes. 1:7-10. Trata-se, portanto, da manifestação da ira de Deus no juízo final, não da tribulação precedente à vinda de Jesus. Paulo fala de esperarmos “dos Céus o Seu Filho, a quem Ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (I Tes. 1:10). É o segundo advento de Jesus, em cuja ocasião o arrebatamento terá lugar, que nos liberta da ira vindoura. Consequentemente, essa ira não pode vir antes do segundo advento.A “hora da provação [peirasmos]” em Apoc. 3:10 poderia se referir à grande tribulação, mas o texto não diz que o povo de Deus não a experimentará. A frase “Eu te guardarei” origina-se de duas palavras gregas: téréo e ek. Téréo tem o significado de “velar”, “guardar”, “preservar”; e a preposição ek significa basicamente “de”, referindo-se à vinda de alguma coisa ou de alguém. Outra preposição grega – apo – expressa a idéia de separação, “longe de”.Na oração sacerdotal, Jesus diz: “Não peço que os tires do [ek] mundo, e sim que os guardes [téréo] do [ek] mal” (João 17:15). Ao orar para que os discípulos fossem guardados do mal, Jesus não estava dizendo que Satanás não poderia tentá-los. Simplesmente pede que o Pai guarde os discípulos em segurança, vele sobre eles, impeça que o inimigo tenha vitória sobre eles.Semelhantemente, em II Ped. 2:9, o apóstolo escreve: “É porque o Senhor sabe livrar da [ek] provação [peirasmos] os piedosos....” O apóstolo não está dizendo que o povo de Deus estará longe [apo] da tentação, mas que Ele os livrará dela [ek] em meio ao processo de ser tentado. Da mesma forma, o apóstolo João em Apoc. 3:10 não está dizendo que os crentes serão conservados longe da [apo] hora da provação, mas que eles estarão protegidos durante esse tempo.Dessa maneira, nenhum dos textos usados para apoiar a ideia de que a Igreja não passará pela grande tribulação está realmente dizendo isso. Na verdade, as Escrituras ensinam claramente que os santos de Deus passarão pela grande tribulação (Mat. 24:9; Mar. 13:11; Luc. 21:12-19; Apoc. 13:14-17).
Tribulação e livramentoA teoria do arrebatamento secreto, de origem recente, têm seduzido a imaginação de milhões de cristãos sinceros. O seu ensinamento central – que o cumprimento da 70ª semana profética de Daniel está ainda no futuro – é baseado em pressuposições extra bíblicas. Semelhantemente, o ensinamento de que a Igreja não experimentará a grande tribulação poupa os seres humanos do temor e do sofrimento, mas é contrário ao que diz a Bíblia.De acordo com as Escrituras, a Igreja passará pela grande tribulação, mas será liberta através do arrebatamento, por ocasião da segunda vinda de Jesus.
De facto a teoria está bem elaborada, cremos que a intenção não é maldosa, mas está errada. Aqui registamos o apelo a todos os cristãos. Fiem-se na Bíblia e em Jesus. Não confiem na sabedoria humana, “maldito do homem que confia no homem.” Leia calmamente s. João 14:1-3 e de seguida leia 1ª Coríntios 15:51-54; 1ª Tês. 4:13-17. Lembre-se: quando Jesus vier "Todo o olho O verá"
Oro ao Senhor Jesus para iluminar o seu caminho e o/a abençoar.

19/04/2009

O QUE EU APRECIO NOS LUTERAMOS

O cenário tranquilo do belíssimo Vale do Rio Reno esconde o tumulto que varreu toda a Europa no início do século 16. Foi no dia 18 de Abril de 1521. Lá estava um jovem padre alemão a defender-se das acusações de heresia. Ao seu redor, estavam príncipes orgulhosos, nobres, honrados generais e líderes da Igreja. Todos naquele salão lotado se inclinavam para ouvir cada sílaba dos lábios daquele lutador solitário: Lutero.
"Ir contra minha consciência não é recto e nem seguro. Nunca. Eu não posso e não me retrato. Aqui estou, não farei outra coisa. Que Deus me ajude. Amém."
Com estas fortes palavras, Martinho Lutero lançou a Reforma Protestante. A sua posição firme marcou o ponto de viragem na História. Mas, Lutero conseguiu completar a Reforma ou essa tarefa ficou para nós hoje?
No século 16, na Alemanha, o futuro do cristianismo estava na balança. Lutero, um professor universitário, tinha desafiado a pretensão da Igreja de controlar a fé pessoal. Os seus ensinamentos provocaram um grande movimento religiosa e político em todo o território conhecido como o Sacro Império Romano. Alguma coisa tinha que ser feita para deter a crise.
O imperador Carlos V intimou Lutero a comparecer perante o Conselho Geral em Worms. O palácio imperial, que já não existe, ficava num lindo terreno. Embora não se saibam as palavras exactas de Lutero no seu julgamento, não existem dúvidas quanto à sua mensagem. A consciência deve dar contas somente a Deus. A salvação é gratuita e é pela fé. A Bíblia é a fonte da autoridade espiritual, e não a tradição da Igreja ou os decretos de seus líderes. A verdade bíblica tinha-se perdido há séculos. Era chegado a hora de trazê-la de volta. Lutero ficou sozinho em Worms. O Imperador zombou: "Esse homem jamais fará de mim um herege!" Como se esperava, o Conselho condenou Lutero. Ele foi proibido de ensinar e os seus direitos civis foram-lhe retirados. Os seus livros foram queimados, mas a mensagem que eles continham resistiram às chamas. Apesar dos escárnios generalizados e da perseguição, a mensagem de Lutero entrou no coração do povo.
Oito anos após o Conselho em Worms, um grupo de príncipes alemães colocou-se ao lado de Lutero. Eles formaram uma aliança, protestando contra a tentativa da Igreja de esmagar a Reforma. E desse protesto dos príncipes na cidade de Spires, em 1529, nasceu o termo "Protestante". Os ensinamentos de Lutero espalharam-se por toda a Europa, especialmente na Escandinávia.
Os seguidores de Lutero cruzaram o Atlântico no início da história colonial dos Estados Unidos. Na Baía de Hudson, em 1619, eles celebraram o seu primeiro Natal na América. E as primeiras Igrejas organizadas pelos imigrantes Luteranos pobres eram geralmente pequenas, com poucos pastores. Mas, à medida que os colonizadores Luteranos continuaram a chegar aos Estados Unidos, a denominação cresceu rapidamente. Congregações começaram a se unir em grupos conhecidos como Sínodos.
Os Luteranos americanos estão hoje divididos entre uma dúzia de Sínodos. Alguns desses Sínodos contêm a grande maioria dos mais de oito milhões de Luteranos.
A Igreja Luterana na América, o maior grupo, e a Igreja Luterana Americana, a terceira maior, uniram-se. A Associação das Igrejas Evangélicas Luteranas juntou-se a elas. O novo Sínodo terá mais de cinco milhões de membros baptizados.
A segunda maior organização Luterana, com 2,7 milhões de membros, está no Sínodo de Missouri. Do seu quartel general em St. Louis, eles comandam a mais antiga emissora de rádio religiosa do mundo. "A Hora Luterana", sustentada pela Associação dos Leigos Luteranos, é ouvida em mais de 100 países diferentes. E o doutor Oswald Hoffman tem sido o locutor desse programa há mais de 30 anos.
O Pastor Vandeman entrevistou o Doutor Hoffman e resultou no seguinte:

Vandeman: Porque razão, particular, é um cristão Luterano?

Hoffman: Bem, eu sou cristão porque sou um seguidor de Jesus Cristo. E sou Luterano, não porque sigo Martinho Lutero, mas porque, como Lutero, devo a minha lealdade a Jesus Cristo. Lutero passou por uma terrível experiência a fim de fazer essa grande descoberta. Ele travou uma grande luta íntima para descobrir que o evangelho não depende das obras com que contribuímos, mas da bondade e graça de Deus, que Lhe saíram do coração para os seres humanos e são mostradas ao mundo em Jesus Cristo. Esse é o evangelho.

Vandeman: O senhor diz que Lutero fez essa grande descoberta. Era então uma "verdade perdida", de certo modo?

Hoffman: Sem dúvida, era. Não quer dizer que não estivesse lá. Ela fizera parte da tradição da Igreja desde a era apostólica. Mas o lixo dos tempos foi se juntando ao redor dela, e as pessoas passaram a pensar que estavam dando uma grande contribuição a tudo isso. E Lutero disse: "Não". Depois, de ter estudado e ensinar as Escrituras, a contribuição veio de Deus. É por Deus que estamos em Jesus Cristo. Como São Paulo disse aos Coríntios: "O justo viverá pela fé". Martinho Lutero era um homem que estava sempre feliz quando falava sobre a fé e também sobre o amor.

Vandeman: E ele nos deixou as suas traduções.

Hoffman: Lindíssimas traduções. Para Martinho Lutero, atrás de cada palavra do texto grego e do hebraico das Escrituras, estava a majestade de Deus. Mas ele colocou a Bíblia na linguagem que o povo falava na época. Em várias ocasiões, ele colocou tudo na linguagem que cada lavrador pudesse entender. Assim, o Evangelho conseguiu chegar e, pelo poder do Espírito, entrar no coração das pessoas, trazendo a fé de Cristo.

Vandeman: Se Martinho Lutero fosse ressuscitado hoje e estivesse de novo entre nós, ele se sentiria a vontade na Igreja de hoje?

Hoffman: Bem, eu não sei. Alguns problemas que existiam antes foram resolvidos. E alguns problemas novos que não existiam naquele período surgiram. Creio que Martinho Lutero iria avaliá-los baseado na realidade, e ao mesmo tempo ele nos avaliaria. Sobre todos os nossos actos, sobre as nossas organizações, acho que ele teria alguma coisa a dizer. E uma dessas coisas seria: Vocês têm que ficar firmes no Senhor. Têm que se apegar ao evangelho de Jesus Cristo. Têm que proclamá-lo com a autoridade do próprio Deus. Têm que fazer isso à maneira evangélica. O que quer dizer da maneira atraente da fé, que é em Jesus Cristo.

Vandeman: Obrigado, Dr. Hoffman.

Milhões são Luteranos e participam da herança de Martinho Lutero. E eu também me considero um deles.
Há tanta coisa de que eu gosto na Igreja Luterana. Eu vos admiro por colocarem a vossa fé para bem da sociedade. Eles provêem orfanatos, hospitais, centros de tratamento para alcoólicos, lares para idosos. Existem muitas coisas de que eu gosto nos Luteranos. Mas há uma coisa que aprecio em especial. O Movimento Luterano foi convocado por Deus para revelar uma verdade negligenciada: o glorioso ensinamento da salvação somente pela fé. Lutero retirou as teias de aranha da Idade Média e restaurou os alicerces do evangelho.
No verão, após a formação no Colégio, Lutero esteve muito próximo de se encontrar com a morte. Ele voltava a pé para casa de uma visita aos pais, quando foi surpreendido por uma violenta tempestade. Um raio o atirou ao chão. Coberto de terror, ele gritou: "Santa Ana, ajuda-me! Eu me tornarei um monge." E cumpriu a sua promessa em Erfurt.
Lutero entrou para o mosteiro Agostiniano e foi ordenado em 1507. Mas, contemplando a sua primeira celebração da Missa, sentiu-se pequeno pela sua indignidade. Como poderia um pecador estar na santa presença de Deus a menos que ele próprio fosse santo também? Assim, Lutero decidiu tornar-se santo. Buscou a pureza, privando-se dos confortos da vida. E durante muitas noites, na cela do Mosteiro, tremendo sob o fino cobertor, procurava consolar-se: "Eu não fiz nada de errado hoje." Aí vinham as dúvidas. "Jejuei o bastante hoje? Sou pobre o bastante? Sou suficiente puro?" Nada do que ele pudesse fazer lhe trazia paz. Não sentia a segurança de que tinha satisfeito a Deus.
Mas finalmente descobriu que a paz pela qual se esforçava tanto para obter estava disponível como um presente. A verdade que o libertou está no livro de Romanos, no Novo Testamento. Ele descobriu que o próprio Jesus foi punido no lugar dos pecadores, de modo que podíamos ser perdoados. Perdoados gratuitamente no Senhor Jesus Cristo.
Lutero mal podia acreditar nessa boa-nova. Apesar da sua culpabilidade, a santidade poderia ser-lhe creditada. Porque Jesus, que é realmente Santo, sofrera o seu castigo. A Igreja tinha mandado os pecadores virem a Deus para ter salvação. Mas Lutero introduziu uma nova dimensão vital. Ele descobriu que os que crêem, apesar de pecadores, podem ao mesmo tempo ser considerados justos.
Sabe, Deus considera os pecadores santos assim que eles confiam em Jesus. Mesmo antes da sua vida revelar boas obras (o que, é claro, ocorrerá em seguida). Romanos 4:5 diz isto: "Mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça".
O ímpio que se entrega a Jesus é justificado. O perdão vem, não por sermos santos, não pelas obras, Lutero sabia, mas porque confiamos em Jesus. Toda vida, Lutero tinha pensado que seria injusto recompensar os pecadores com a vida eterna.
Assim, ele acreditava no purgatório, onde, segundo se dizia, as imperfeições seriam purificadas após a morte, para tornar os cristãos dignos do Céu. Ele pensava sinceramente que, no purgatório, o fiel seria purificado do pecado e Deus poderia considerá-lo como Seu. Lutero também cria que o sofrimento no purgatório poderia ser abreviado através da concessão de indulgências da Igreja. Essas indulgências eram concedidas àqueles que visitavam os túmulos dos santos e viam suas relíquias.
Lutero pensava que esses santos tinham armazenado medidas extras da bondade de Cristo, que podiam repartir com os pecadores. Mas agora ele aprendera que: "...Todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus." Romanos 3:23.
O próprio Paulo disse que todos estão destituídos. Até os santos têm que depositar suas esperanças no Senhor Jesus Cristo. E por Cristo ser nosso Substituto, todos os cristãos são dignos do Céu. Na cruz, Deus "nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz". Colossenses l:12.
Não é necessário o purgatório! O coração de Lutero encheu-se de alegria. Finalmente, sua consciência pesada encontrou paz. Mas o evangelho que tranqüilizou sua alma detonou o conflito com a Igreja. Começou a batalha contra as indulgências. A Igreja do Castelo de Wittenberg apresentava uma coleção de relíquias famosas. Entre elas, havia um espinho que garantiam ter ferido a testa de Cristo no Calvário. Bem, as relíquias eram expostas sempre no dia de Todos os Santos.
Peregrinos vinham de perto e de longe até Wittenberg em busca de indulgências. Lutero ansiava divulgar as boas-novas que o haviam libertado.
Assim, no dia 31 de Outubro de 1517, na véspera do dia de Todos os Santos, ele afixou uma lista de 95 objeções às indulgências na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Elas foram escritas em estilo claro, conciso e sem cerimónias.
O reformador desafiava qualquer um a debater com ele. "Os santos não têm créditos extras", clamava. "E os méritos de Cristo estão disponíveis livremente. Se o Papa tem poder para livrar qualquer um do purgatório, por que, em nome do amor, ele não revoga o purgatório livrando toda a gente de lá?"
Cópias das teses de Lutero se espalharam por toda a Europa e desencadearam uma tempestade. Lutero não tinha a intenção de se rebelar contra a Igreja. Ele só queria a reforma. Mas foi declarado rebelde e herege. Lutero foi advertido para que se retratasse, ou a Igreja relutantemente o puniria. Mas o reformador se sentiu compelido a prosseguir.
Ele confidenciou a um amigo: "Deus não me guia. Ele me empurra avante. Ele me leva para frente. Não sou dono de mim mesmo. Desejo viver em repouso, mas sou atirado no meio dos tumultos e das revoluções."
Lutero acusou a Igreja de interferir no relacionamento da pessoa com Deus. Ele proclamou que Jesus é o único mediador entre Deus e os pecadores. E que "a verdadeira peregrinação do cristão não é a Roma, mas aos Profetas, aos Salmos e aos Evangelhos".
De muitos modos, Lutero, apesar do seu amor pela Igreja, se via afastando-se dela. E a separação tornou-se definitiva quando ele condenou a Igreja como o anticristo.
O Papa Leão X excomungou Lutero em 3 de Janeiro de 1521. Seus escritos foram banidos e queimados. Pelas aparências, o próprio Lutero em breve seria também queimado. Mas Frederico, o Sábio, nobre da Saxônia, membro do colégio eleitoral da Saxônia, dispôs-se a proteger o reformador. Ele exigiu que o Imperador Carlos conseguisse uma audiência justa na Alemanha.
Carlos concordou finalmente que ela acontecesse em Worms. E quando Lutero recusou retratar-se, por segurança, seus amigos o esconderam no castelo Wartburg. E durante seu exílio, Lutero traduziu o Novo Testamento para o alemão em um dos cômodos superiores. Mais tarde, ele também traduziu o Antigo Testamento. E após apenas 10 meses em Wartburg, tendo completado seu manuscrito, Lutero voltou corajosamente para Wittenberg e reassumiu a liderança da Reforma. Em sua ausência, os problemas aumentaram. Os fanáticos tinham abusado do zelo religioso popular. E, em 1525, começou a guerra dos camponeses, uma revolta contra os príncipes.
Lutero recebeu uma severa censura por se recusar a apoiar as exigências políticas dos camponeses. Os conflitos o acompanharam por toda a vida.
Algumas vezes, o reformador errou no julgamento. O que mais poderíamos esperar, já que ele liderou a saída de tal escuridão?
Foi assim que Lutero iniciou a Reforma. Ele jamais afirmou ter terminado a restauração da verdade. Ele disse que a obra deveria continuar mesmo após a sua morte. Sim, Lutero morreu antes de seus sonhos se realizarem.
Sabe, os problemas na Igreja haviam se desenvolvido durante os séculos, e seriam necessários séculos de reforma para solucioná-los. A luta da fé ainda não está terminada. Você alguma vez se perguntou por que a Igreja caiu na Idade Média? Houve muitos fatores, mas deixe-me falar um pouco do passado.
Nos primeiros dias do cristianismo, após a morte dos apóstolos, ocorreram alguns fatos muito tristes. A Igreja se afastou da sua fé pura e da verdade bíblica. Ora, isso foi triste, mas era de se esperar. O apóstolo Paulo havia predito isso. Ele disse que, após a sua morte, a heresia dominaria a Igreja. Isso ocorreu exatamente como as Escrituras haviam predito.
Não aconteceu da noite para o dia. A deterioração da verdade levou séculos. Tendo falhado ao perseguir a Igreja, o inimigo mudou sua tática. Ele decidiu minar o cristianismo por dentro, usando ardilosas concessões e ensinamentos falsos. Mas o Céu não foi apanhado de surpresa. Com um movimento forte, que chamamos a Reforma, Deus reverteu a trilha da apostasia e a Luz começou a aparecer. Reformadores como Martinho Lutero restauraram verdades que há muito tinham sido escondidas do povo.
Mas sabemos que a Reforma não terminou séculos depois da morte dos reformadores. Aquilo foi apenas o começo. Outros continuaram a sua boa obra.
Em qualquer outra verdade que possamos redescobrir na Palavra de Deus, jamais deixaremos de nos apoiar nos ombros de Lutero. O evangelho que ele proclamou ainda pulsa no coração de cada cristão. Mais do que qualquer outra coisa, Lutero foi um homem de Deus. Quando sobrecarregado e oprimido, ele buscou refúgio nos braços eternos do Todo-Poderoso.
Durante um momento especialmente difícil, quando a Reforma parecia fracassar, ele parafraseou o Salmo 46 num hino. Protestantes e católicos apreciam igualmente esse hino hoje. Veja a letra inspirada pela fé, na primeira estrofe.

Jeová Castelo forte é
o Deus leal e protetor;
e se vacila a nossa fé
poder nos dá em Seu amor.
Destrói o perspicaz
ardil de Satanás,
a fim de o derrotar
com Seu poder sem par,
e aos Seus provê descanso e paz.

Pense nisto! Satanás já está derrotado pelo poder maravilhoso de Cristo.
Você está oprimido pelo inimigo neste momento? Uma palavra do Céu pode salvá-lo. Você sente o peso da culpa ou do medo? Talvez a solidão ou a sensação de fracasso? Talvez enfermo ou triste? Deixe-me garantir-lhe o seguinte: o Deus que guiou e sustentou Martinho Lutero ama você do mesmo modo hoje. Ele também quer ser o seu Castelo Forte.

O QUE MAIS APRECIO NOS BAPTISTAS

Roger Williams viveu durante algum tempo na fazenda Plymouth, um museu vivo do primeiro povoado permanente inglês na América. Isso aconteceu num ambiente de forte frio em Janeiro de 1636. Como pregador exilado e fugitivo, Williams embrenhou-se na floresta em Massachusetts.
Durante quatorze semanas, ele vagueou pela neve, mal conseguindo sobreviver. De dia, procurava os alimentos competindo com os pássaros. De noite, tremia de frio, abrigado num tronco oco. Bem, finalmente, encontrou refúgio junto dos índios. Compraou-lhes um bom pedaço de terra e fundou a Colónia da Providence, onde agora fica Rhode Island, que se tornou a capital da liberdade no novo mundo e o local da primeira Igreja Baptista da América.
A nova colónia de Roger Williams não teria sido necessária. Afinal, foi em nome da liberdade que os Puritanos tinham vindo para Massachusetts. Eles cruzaram o Atlântico, a fugir da perseguição da igreja oficial da Inglaterra. Para criarem uma igreja onde pudessem adorar a Deus em liberdade e segundo a sua consciencia.
Na Inglaterra naquele tempo a liberdade de consciência era nula, uma aliança entre religião e poder político fazia lembrar a velha Europa. Entretanto, quando Roger Williams chegou à colónia da Baía em Massachusetts, teve uma calorosa recepção. As autoridades até o convidaram para liderar a única igreja em Boston. Mas Williams declinou.
Ele não podia suportar a supressão da consciência pelo governo. Ele sabia que muitas das sangrentas batalhas da História tinham sido travadas para defender a fé. E tudo para nada? O verdadeiro cristianismo não pode ser compelido nem legislado.
"Os magistrados podem decidir os deveres de homem para homem" disse Williams. "Mas quando eles tentam prescrever os deveres do homem para com Deus, eles não fazem as coisas segundo Deus mas segundo a sua própria ideia.” Williams também ensinava que ninguém devia ser forçado a sustentar o clero.
"O quê?" interrogaram as autoridades. "O obreiro não é digno do seu salário?"
"Sim", respondeu Williams, "daqueles que o contratam."
Os líderes Puritanos não podiam tolerar aquelas novas e perigosas opiniões. Assim, ele foi julgao e condenaram Williams ao exílio.
Banido de Boston, ele estabeleceu em Providence o primeiro governo moderno, ofereceu total liberdade de consciência. Williams convidou todos os oprimidos e perseguidos a buscarem refúgio em Providence, qualquer que fosse a sua fé. Mesmo que não tivessem qualquer fé, eles eram bem-vindos. E entre esse conjunto de liberdade, a Igreja Baptista encontrou raízes na América. Providence tornou-se o esboço da Constituição Americana um século e meio depois.
Os Baptistas tornaram-se a maior denominação protestante nos Estados Unidos. São quase 30 milhões de Baptistas espalhados entre as cem mil igrejas locais. Essas igrejas pertencem a vários grupos conhecidos como Convenções. O maior deles é o da Convenção Baptista do Sul, que possui metade dos Baptistas da América como membros.
Apesar das igrejas locais serem ligadas a uma Convenção, cada Congregação retém governo independente. Isso torna mais notável o facto de os Baptistas se terem envolvido tanto no evangelismo mundial. Como pode verificar, os Baptistas diferem nas suas crenças. Alguns são conservadores, outros mais liberais.
Alguns Baptistas seguem de perto o reformador João Calvino, outros não. Todavia, apesar das suas diferenças, os Baptistas são unidos no respeito às Escrituras como única fonte da verdade. A maioria dos outros protestantes e católicos tem as suas crenças, mas os Baptistas não reconhecem outro padrão além da Bíblia e como eles a entendem, é claro.
Os Baptistas também concordam que nenhum ser humano tem o direito de escolher a religião para outro e nem mesmo os pais para os filhos. Assim, os Baptistas não baptizam bebés. Em vez disso, eles dedicam os seus recém-nascidos a Deus, como Maria e José dedicaram o bebé Jesus. E quando as crianças Baptistas crescem, são livres para escolher por si mesmas se querem ser baptizadas ou não.
Os Baptistas fizeram história ao ter levado a liberdade religiosa para os seus lares e para a sociedade. Como Roger Williams, muitos Baptistas ainda acreditam na defesa da separação entre a Igreja e o Estado.
Todos sabemos que os Baptistas têm a habilidade de produzir grandes pregadores. Entre os mais famosos está Charles Spurgeon, de Londres. Hoje temos Charles Stanley, W. A. Criswell e Billy Graham. Um outro Baptista, o Dr. James Draper, foi o último presidente da Convenção Baptista do Sul. Recentemente, o Pastor Bendeman teve uma conversa com o Dr. James Draper que trascrevemos:
Vandeman: Dr. James Draper, quero que saiba o quanto me alegro por poder conversar com o senhor.
James: Estou honrado e agradecido me por ter convidado para esta entrevista. Por favor, chame-me Jimmy.
Vandeman: Jimmy, por que razão é um cristão Baptista?
James: Bem, a primeira razão seria porque os meus pais eram Baptistas muito consagrados. O meu pai era pregador, e o meu avô também foi pregador.
Vandeman: Então, é de família?
James: Isso mesmo.
Vandeman: Você é filho de pregador?
James: Sim e toda a minha vida tenho aprendido a Palavra de Deus. Cresci numa família que amava o Senhor. Meus pais me conduziram a Cristo. Quando atingi a idade de entender que eu era um pecador e precisava ser salvo, entreguei a vida a Cristo, fui batizado e entrei para a Igreja Batista. Através dos anos, a Igreja e as Instituições Batistas têm me nutrido, encorajado, treinado e educado; assim, acho que as principais razões são as minhas raízes.
Vandeman: Que abençoada herança! Aqueles primeiros anos não foram os que mais o impressionaram?
James: Não há dúvida sobre isso. De fato, o mais forte do Cristianismo é o que se vive em família, quando esta se dedica ao Senhor. Portanto, tive uma grande herança. Também creio que sou Batista por causa da minha convicção das grandes doutrinas e ensinamentos, e a grande herança da vida Batista. Os Batistas sempre enfatizaram a autoridade da Palavra de Deus e a autonomia da Igreja local. Cada Igreja é autogovernada. Reforçam o sacerdócio do cristão. Cada indivíduo tem o direito de se aproximar de Deus por si mesmo. Essas grandes doutrinas são as que eu abracei e aceitei livremente. A disposição de morrer pelo direito que todas as pessoas têm de escolher no que crer, tem sido a marca e a vida dos Batistas através dos anos. E eu sou grato por fazer parte dessa herança.
Vandeman: Gostaria que todos os grupos, os cristãos, em particular, se apercebessem do que vocês deram a eles. Notassem como Deus usou esses reformadores para resgatar a verdade negligenciada. Fale um pouco sobre o custo.
James: Muitos Batistas morreram, em nossa fé, para poderem adquirir a liberdade religiosa. E eu creio que pelo fato de, na América, o cristianismo custar tão pouco, nós não corremos riscos. Não temos que pagar nada e não existe custo em nossa fé. Isso tem diluído a força do cristianismo até certo grau, mas nossa herança é de forte sacrifício e compromisso.
Vandeman: Então você concorda comigo quando digo que se você não tem algo pelo qual morrer, provavelmente não tem nada pelo qual valha a pena viver.
James: Tem razão!
Vandeman: Obrigado por ter vindo, Jimmy.
É, existem muitas coisas de que eu gosto nos Batistas. Aprecio a ênfase que eles dão ao Evangelho. Para os Batistas, a religião não é apenas uma teoria, mas uma pessoa.
Os Batistas pregam o Cristo crucificado. Também gosto do estilo de culto deles. Poucas coisas são tão inspiradoras quanto o culto cantado dos Batistas. E há uma outra razão por que aprecio tanto os Batistas: eles foram chamados por Deus para resgatar duas verdades negligenciadas: a verdade sobre o batismo do Novo Testamento e o princípio da liberdade religiosa.
Você já pensou que, sem os Batistas, a América provavelmente não existiria como uma nação livre? George Vancroft, o conhecido historiador, observou: "Liberdade de consciência, liberdade ilimitada de pensamento foi, desde o início, o troféu dos Batistas." A democracia americana foi fundada na tradição Batista de liberdade religiosa. Mesmo antes dos dias de Roger Williams, os Batistas sofreram muito por sua liberdade.
Eles nasceram de uma luta complexa e fascinante entre os protestantes, uma luta pela liberdade de consciência. Tudo começou com o Movimento Anabatista no século 16, na Europa. Enquanto Lutero seguia avante na Alemanha, Ulrich Zwinglio lançou a Reforma na Suíça. Zwinglio ouviu pela primeira vez o Evangelho quando se preparava para o sacerdócio; e foi chamado para a linda catedral de Zurique, em 1519. Ela era chamada de Igreja do povo, então ele decidiu pregar as boas-novas.
Assim, pondo de lado o sermão que estava programado, ele abriu o Novo Testamento para o povo. Mas logo Zwinglio encontrou grande oposição. O Conselho da Cidade, influenciado por certos líderes da Igreja, se opôs à mensagem da salvação somente pela fé. Mesmo assim, ele continuou pregando a verdade que o havia libertado.
Mas, em 1523, o próprio Zwinglio começou a recuar. Durante um debate público, ele mostrou disposição em se acomodar. Zwinglio imaginou que se baixasse o tom de suas reformas, talvez conseguisse atuar dentro do sistema. Ele não queria alienar os líderes cívicos. Assim, modificou sua mensagem, buscando apenas uma reforma gradual das tradições da Igreja. Mas alguns dos jovens alunos de Zwinglio ficaram aborrecidos com essa linha. Um deles, Konrad Grebel, protestou que a verdade bíblica exige sempre ação imediata com ou sem o apoio do governo. E ele estava certo.
Grebel ficou desiludido com a disposição do seu professor de se acomodar diante dos políticos. Ele até acusou Zwinglio de permitir que o conselho da cidade exercesse a autoridade que pertence apenas à Bíblia. Zwinglio rejeitou a crítica de Grebel. Então Grebel decidiu que a verdade deveria ir avante mesmo sem o reformador. Assim, com alguns amigos, ele organizou os círculos de estudos bíblicos nos lares. Isso lhe parece familiar? E logo eles redescobriram, em seu estudo, a verdade do Novo Testamento sobre o batismo. Você se lembra como o Senhor Jesus foi batizado? Lemos a respeito em Mateus 3:16: "E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água..."
Jesus saiu da água após ser batizado. Não Lhe espirraram água nem a derramaram. Ele foi submerso no Rio Jordão. Os crentes em Cristo são "enterrados com Ele no batismo", diz o apóstolo Paulo. Infelizmente, a Igreja havia perdido de vista essa importante verdade. Durante séculos, a tradição da aspersão em bebês tinha trazido todos para a Igreja.
Agora Konrad Grebel, na Suíça, proclamava que Roma e os reformadores estavam todos enganados. Como você pode imaginar, o conselho de Zurique não gostou do que ele fez. Assim, em 21 de janeiro de 1525, eles aprovaram uma lei proibindo reuniões nos lares para estudos bíblicos.
Apesar do decreto, Grebel e seus amigos continuaram estudando juntos. Eles decidiram rejeitar não apenas as tradições de Roma, mas também as concessões de Zwinglio. E, para selar seu compromisso com Cristo, Grebel e seus amigos batizaram uns aos outros uma segunda vez. Formaram uma nova comunidade cristã conhecida como os Anabatistas, que quer dizer "aqueles batizados duas vezes".
Como Martinho Lutero reagiu aos Anabatistas? Em princípio, o reformador alemão defendeu a liberdade total de consciência. Mas, infelizmente, ele mudou o seu ponto de vista. O que o fez mudar de opinião? Bem, foi um processo gradual. Durante a guerra dos camponeses, muitos protestantes foram mortos por príncipes católicos. Milhares pereceram no campo de batalha. Lutero viu o valor de se ter o governo ao seu lado em vez de estar contra ele.
Depois que seus ensinamentos passaram a controlar o norte da Alemanha, Lutero dependia mais e mais dos príncipes protestantes para proteger a Reforma de Roma. Assim, foi formado um relacionamento Luterano Igreja-Estado. Como Zwinglio, Lutero aprovou uma favorável união da Igreja com o Estado. Para eles, pareceu ser uma questão de sobrevivência da Reforma. Mas eles não conseguiram prever os problemas que sempre ocorrem ao se misturar religião com política.
Atualmente, temos uma situação semelhante. Lutando para salvar o mundo, muitos cristãos sinceros estão fazendo pressão para legislar a moralidade, sua própria interpretação da moralidade. Mas aqueles que têm aprendido com o passado recusam favores religiosos do governo. Eles sabem que os problemas espirituais não podem ser resolvidos com ação política.
No século 16, os reformadores tinham sido expulsos por Roma; e depois eles expulsaram os Anabatistas. Acredite ou não, chegaram a perseguir seus companheiros de crença. Esse é um dos capítulos mais tristes, mais desconsertantes da história da Igreja. Primeiro, Zwinglio influenciou seus amigos políticos a esmagarem os não-conformistas.
Os Anabatistas de Zurique foram condenados à pena de morte. Mais tarde, na Alemanha, o colega de Lutero, Melâncton, argumentou que os Anabatistas deveriam ser executados. "Até a sua pacífica expressão de fé tem subvertido a ordem religiosa e civil", acusou Melâncton. Ele predisse que a oposição deles ao batismo de bebês iria produzir uma sociedade pagã. Por isso, deviam ser exterminados para salvar a nação. Hoje seria difícil aceitar uma barbaridade dessa.
Sem dúvida, os líderes protestantes erraram. Por causa da fraqueza da natureza humana, não devíamos achar isso tão surpreendente. Todo despertamento espiritual tem sido manchado por algumas pessoas desorientadas. Mesmo nas Escrituras há alguns servos fiéis de Deus que cometeram muitos erros graves.
Isso também foi verdade durante a Reforma. Os Anabatistas foram arrancados de seus lares, jogados na prisão e cruelmente assassinados. Mas seu sangue foi como semente. E os Anabatistas que escaparam da espada espalharam sua fé por toda a Europa.
Alguns foram para a Noruega, outros para a Itália, Polônia, Holanda e Inglaterra. A Holanda se tornou um paraíso especial para os Anabatistas, assim como para outros refugiados religiosos.
Um grupo de cristãos ingleses fugiu de seus colegas protestantes da Igreja da Inglaterra. Refugiaram-se na Holanda. Os dois grupos, Anabatistas e Separatistas ingleses, desfrutaram de uma bela comunhão. Um pastor inglês, John Smyth, foi totalmente convencido pelos ensinamentos Anabatistas e se rebatizou. Os Batistas modernos consideram Smyth um pioneiro da sua fé. Aí, em 1609, o grupo de Smyth voltou para a Inglaterra e organizou ali a primeira Igreja Batista.
Em poucos anos, os Batistas da Inglaterra vieram para a América com a sua herança de democracia e liberdade. Roger Williams foi apenas um dos muitos Batistas que lideraram as colônias em direção da liberdade de consciência. James Madison, um dos pioneiros da América, foi ganho para a liberdade religiosa pelos Batistas.
Quando menino, em Virgínia, ele ouviu um destemido pastor Batista, aprisionado por causa de sua fé, pregando da janela da sua cela. Bem, naquele dia, Madison dedicou sua vida à luta pela liberdade de consciência. Incansavelmente, ele conversou com Thomas Jefferson e outros para garantir a primeira emenda na Constituição Americana. Está escrito simples e majestosamente:
"O congresso não criará lei alguma relativa ao estabelecimento da religião, ou à proibição da liberdade de culto." O governo deve proteger a religião, e não removê-la. Do contrário, a intolerância certamente se mostrará de novo.
A História mostra que toda vez que a religião da maioria é imposta sobre a sociedade, isso resulta em perseguição. Muitos Batistas zelosos estão preocupados, atualmente, porque sua herança de liberdade religiosa está desaparecendo. E estão especialmente tristes em ver alguns de seus irmãos Batistas liderando a luta para legislar sobre a moralidade.
Eles sabem que a lei religiosa acorrenta a alma. A perseguição sempre surge quando a fé é imposta, não importa quão sincero seja o motivo por trás dela. As profecias do livro de Apocalipse predizem alguns eventos incomuns e terríveis para a própria América. Poderá a perseguição à liberdade de consciência surgir de novo aqui? Graças a Deus, ainda podemos desfrutar da liberdade religiosa. Sou grato aos Batistas por trazerem sua herança de liberdade para a América.
Quer voltar comigo ao século 17 na Holanda?
Um grupo de peregrinos tinha decidido iniciar uma colônia na América. Estavam prontos para entrar no navio "Speedwell", vindo da Inglaterra, e no "Mayflower". Era um momento de emoção, mas também de muita tristeza.
Eles estavam deixando para trás entes queridos, para cruzarem o desconhecido Atlântico. Para ajudar a reviver esse momento histórico, vamos imaginar que estamos em Leiden, na Holanda. Estamos no lindo jardim, de frente da mesma Igreja que eles deixaram após as palavras de despedida de seu pastor. Ela parece nova porque a Universidade de Leiden assumiu a responsabilidade de restaurá-la, mas esse foi o lugar exato onde eles ouviram a mensagem final.
Naquela hora da despedida, seu amado pastor, John Robinson, ficou em pé e disse: "Irmãos, breve iremos nos separar, e só Deus sabe se viverei para ver de novo os seus rostos. Eu lhes peço diante de Deus para me seguirem até onde eu tenho seguido a Cristo. Se Deus revelar a vocês alguma coisa por algum outro instrumento dEle, estejam prontos a receber, assim como estiveram prontos a receber qualquer verdade do meu ministério. Pois confio muito que o Senhor tem mais verdades e mais luz para serem reveladas da Sua Santa Palavra. Da minha parte, não imaginam o quanto estou triste a respeito das Igrejas reformadas. Elas não irão mais longe que os instrumentos da sua reforma. Os Luteranos não podem ser forçados a ir além do que Lutero viu. E os Calvinistas devem ficar firmes onde foram deixados por aquele grande homem de Deus. Apesar de esses reformadores terem sido luzes vivas e brilhantes em sua época, eles não entenderam todos os conselhos de Deus. Mas se vivessem hoje, estariam prontos a aceitar mais luz como a que receberam inicialmente."
Que mensagem! Nessas nobres palavras, ouvimos o verdadeiro espírito da Reforma: disposição para aprender e crescer; ansiedade para andar na verdade negligenciada que descobrimos na Palavra de Deus, como Martinho Lutero, em Wittenberg, Conrad Grebel, em Zurique, Roger Williams, em Providence, no novo mundo, e o Metodista John Wesley, da Inglaterra. Não existem oceanos que não tenhamos cruzado, mas novas oportunidades espirituais podem estar nos aguardando logo ali na esquina.
Suponhamos que Deus lhe ofereça nova verdade da Sua palavra. Você está disposto a tomar a Sua mão e caminhar nessa luz? Uma maravilhosa experiência o aguarda, se você estiver disposto.

O HOMEM QUE DEUS QUIS MATAR

1. Quando anuncio este tema.
a) As pessoas não gostam deste título e pensam: "Não, não pode ser".
b) Será que Deus quis matar a alguém?
2. A sua surpresa será maior quando eu lhe disser o nome: Foi nada menos que Moisés.
a) Deus o havia escolhido para fazer uma grande obra: a libertação de Seu povo que se encontrava em escravidão.
b) Nesse momento encontramo-lo indo para cumprir com a obra recomendada, mas Deus saiu ao seu encontro com um propósito muito sério: Êxodo 4:24.

I. POR QUE DEUS O QUIS MATAR?

1. Porque Moisés deixou de cumprir um dos mandamentos de Deus; havia sido desobediente, e não se pode brincar com as coisas de Deus.
2. Surpreendam-se! O Novo Testamento diz o mesmo.
a) O homem que foi redimido pelo sangue de Cristo.
b) Não quer submeter a sua conduta à lei (está em pecado segundo I João 3:4).
c) Não está amparado pela graça.
d) É o homem que Deus quer matar. Hebreus 10:26-27.

II. ESTE ASSUNTO DESPERTA RESISTÊNCIA

1. Perceberam as oposições que desperta o que eu acabo de enunciar? Alguém dirá: "Não me parece lógico."
a) Não pretendamos que as coisas de Deus sejam lógicas a mentalidades pecadoras. S. Paulo relata isto em. Rom. 8:7.
b) Portanto, ao resistir à lei de Deus, tudo o que estou a demonstrar é que sou carnal, e não espiritual.
2. Assim, como no cinema há censura: cortam e/ou proíbem o que crêem que é mau; autorizam o que acham que é bom; e contudo, cada coisa é vista...! Parece que na vida religiosa muitos querem ser os seus próprios auto-criticos, não aceitam a censura da Palavra de Deus.
a) Lêem, mas obedecem só ao que se harmoniza com o seu próprio modo de pensar.
b) Desfazem-se daquilo que lhes desagrada.
3. Mas o princípio bíblico é: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores". Romanos 13:1.
a) Nesse caso, sendo Deus a autoridade Suprema.
b) Todos nós Lhe devemos ser submissos.
c) Muitos, na sua cegueira, procuram submeter a Bíblia ao seu próprio critério.
4. Talvez a oposição esteja entrelaçada, no fundo, com o que muitos me têm dito (e é uma idéia frequente): "Ficou muito claro, mas não sinto no meu coração vontade de guardar a Lei de Deus."
a) Então:
(1) Deixam de lado os claros mandamentos de Deus.
(2) Operam como eles sentem.
(3) Crêem que o fazem correctamente.
b) Cuidado: quando o homem faz justiça de acordo com os seus sentimentos e/ou critério, acontecem coisas raras.
ILUSTRAÇÃO: Um cidadão egípcio completou 20 anos de cárcere por homicídio. Quando foi condenado, negou ter cometido o crime. Mas as evidências estavam contra ele e a sentença foram 20 anos de prisão. Posto em liberdade, ao voltar para o seu povo, encontrou a presumida vítima e em perfeito estado de saúde.
Essa é a justiça humana. É claro que neste caso, o ex-presidiário enfurecido, matou aquele que poderia ter-lhe evitado esses anos de prisão e não o fez, e levou o seu cadáver à policia. Foi processado e condenado de novo, mas como já tinha cumprido a pena, foi posto em liberdade.
c) A justiça humana é uma expressão da boa vontade; uma tentativa saudável de resolver as coisas.
(1) Mas não é a expressão da perfeição.
(2) Por isso é que não me parece sensato submeter a Lei de Deus aos retoques da justiça humana, aos sentimentos pessoais.
5. Há uma razão bíblica pela qual não devemos basear a nossa conduta religiosa só aos nossos sentimentos. Jeremias 17:9.
a) Talvez seja por isso que Deus teve o trabalho de escrever com o Seu próprio dedo nas tábuas de pedra os Dez Mandamentos.
b) Para evitar toda distorção.
6. Como me mataria Deus?
a) Aquele que não crê, já está condenado. S. João 3:18.
b) O problema daquele que não quer guardar a Lei é:
(1) Que ao negar-se a obedecer está a debilitar a fé pela qual poderia ser salvo. Tiago 2:17,20.
(2) E Deus não é Deus dos mortos. Mateus 22:32.
c) Portanto, fica sem Salvador.
(1) Está perdido.
(2) Isso é terrível! Hebreus 10:26, 27, 31.
7. Seguindo o processo, nós o entenderemos melhor.

Explicar como passaram de vida para a morte e como passar da morte para a vida.
1. O caminho de Deus é o caminho para a Vida.
(NOTA: Coloque as palavras: DEUS, VIDA.
2. Deus colocou Adão no caminho da vida.
(NOTA: Situe-o visualmente no caminho da vida. Pode ser com uma figura, ou simplesmente um ponto.)
3. Disse-lhe que para permanecer na vida e devia obedecer.
(NOTA: Coloque a palavra OBEDIÊNCIA.)
4. Enquanto Adão obedeceu permaneceu no caminho da vida.
5. Ao desobedecer à lei, saiu do caminho da vida e entrou no caminho da morte.
(NOTA: Coloque o outro caminho DESOBEDIÊNCIA. Pode ser colocada uma flecha que visualize a passagem de vida para morte.)
6. A cruz foi levantada para dar-nos vida. Sairmos do caminho da desobediência é colocarmo-nos no caminho da vida – obediência.
NOTA:
(1) Coloque a cruz entre os dois caminhos;
(2) Inverta a flecha: estava orientado da vida para a morte, agora está orientado da morte para a vida;
(3) Tire Adão da obediência e coloque-o no caminho da desobediência.

III. COLOQUEMOS CADA COISA NO SEU LUGAR

1. Somos salvos pela fé, e somente pela fé na graça de Deus. Mas a fé não ocupa o lugar da obediência ou fidelidade, como queira chamá-la. Romanos 3:31.
2. Os sacrifícios e penitências não podem ocupar o lugar da obediência. I Samuel 15:22,23.
3. A tradição não pode ocupar o lugar da obediência.
S. Mateus 15:3,7,8.

IV. NÃO É INJUSTO

1. Não é injusto que uma criança obedeça a seu pai.
a) Conforme: Há pais maus, deslocados, injustos.
b) Mas se o pai é equilibrado, justo, carinhoso, é justo que a criança obedeça ao seu pai.
2. Deus é:
a) Amoroso.
b) Justo.
c) Sábio.
3. Muitos de nós que oramos "Pai Nosso que estás no céu..."
a) Não queremos obedecer à Sua lei.
b) Isso não muda a Deus.
c) Revela quem somos nós. I S. Pedro 1:14.

CONCLUSÃO:

1. Vejam que contraste há entre um homem rebelde, a quem Deus quis matar, e o tipo de homem de Apocalipse 2:10.
2. Peçamos a Deus em oração que nos ajude a ser cristãos deste tipo, aos quais Deus quer dar a coroa da vida.

04/04/2009

OS TROPEÇOS DOS EVAGÉLICOS/PROTESTANTES

Os três principais problemas com os cristãos protestantes para entender as Escrituras seriam, a meu ver:

1 - A incompreensão da razão da escolha divina de Israel.

A razão de Deus ter o Seu "povo escolhido" não foi só para conceder-lhe privilégios, mas uma MISSÃO. Neste ponto muitos cristãos vivem em confusão. Não compreendem que Israel devia cumprir o papel de "testemunhas de IHWH" e luz das nações até os confins da Terra (Isa. 43:10, 11; 42:6; 49:6).

Por isso Israel situava-se numa região do mundo ainda hoje tremendamente estratégica, - a encruzilhada de três continentes - Europa, Ásia e África.

O papel de Israel era transmitir aos moradores da Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, a Sua lei e o Seu plano de salvação [Ver Salmo 67].

O apelo divino para os estrangeiros se unirem ao concerto com Israel em Isa. 56:2-7 (por sinal, a partir da observância do sábado) ocorre no contexto do ideal divino expresso no vs. 7, "a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos".

2 - A incompreensão do teor dos debates de Paulo sobre a lei.

A chave para entender isso é Rom. 9:30-32. Paulo diz que a fé NÃO ANULA a lei, e sim a CONFIRMA (Rom. 3:31), e diz que com a sua mente serve à lei de Deus (Rom. 7:25), a que traz o preceito "não cobiçarás", sendo santa, justa, boa, espiritual (vs. 7, 8, 12, 14, 22), dela recomendando naturalmente aos GENTIOS de Éfeso e Roma os seus 5º., 6º., 7º., 8º., 9º. e 10º. preceitos (Efé. 6:1-3; 4:24-31; Rom. 13:8-10).

Paulo não condenava a lei, e sim o seu "uso ilegítimo" (1 Tim. 1:8) tê-la como fonte de justiça, o que nunca foi foi a sua função. Esse uso errado da lei causou o tropeço da nação.

3 - A incompreensão sobre o teor dos debates de Cristo quanto ao sábado.

Para isso basta perguntar: Qual era o teor de tais debates com os lideres judaicos. SE deviam guardar o sábado, QUANDO guardar o sábado, ou COMO observar o dia no seu devido espírito?

Sabendo responder a estas perguntas tem-se a solução plena da questão.

03/04/2009

UMA IGREJA CAMBALEANTE

O site católico MONTFORT. Site que tem como finalidade a "DEFESA DA FÉ" , reconhece Bento XVI, um Papa cambaleante, dá uma no cravo e outra na ferradura.

"O caso da ordenação do ex pastor anglicano, casado e pai de dois filhos, propagandisticamente, favorece os inimigos do celibato. E isso é bem ruim.
Haveria ainda outros pontos a examinar, como por exemplo, o precedente dos ritos católicos orientais cujos padres podem se casar. Haveria que analisar ainda a possível vantagem de atrair para a Igreja Católica um grosso contingente de anglicanos revoltados pela escandalosa permissão de sagração de um homossexual declarado como Bispo anglicano, pela ordenação de mulheres, pela aprovação do aborto pela cúpula anglicana, afundando cada vez mais o anglicanismo no abismo da heresia e das capitulações imorais.
Não creio que São Pio X permitisse a ordenação desse anglicano casado, exatamente pelo fato de isso acontecer num clima de favorecimento aos que querem destruir o celibato.
Mas Bento XVI não é São Pio X. É um Papa que na juventude teve formação modernista, e durante quase toda a vida defendeu o Vaticano II. Isso é como chumbo em seus pés, que o faz caminhar vacilante e cambaleante numa direção que desagrada aos modernistas radicais.
Ora, na visão do Terceiro Segredo de Fátima aparece exatamente um Papa caminhando vacilante e cambaleante em direção a uma montanha encimada pela Cruz, em direção a um Calvário...
Visão semelhante teve Dom Bosco no sonho da procissão de um papa que retorna a Roma, e no sonho da batalha no mar, no qual um Papa reconduz a nave da Igreja para a Hóstia Consagrada -- para a Missa -- e para Nossa Senhora.
Será Bento XVI o Papa do retorno vacilante e cambaleante? "