21/02/2009

O QUE EU APRECIO NOS CATÓLICOS

São cinco horas e dezanove minutos. O papamóvel branco circula pela praça de São Pedro, em Roma, entre a multidão que acena e aplaude.

Ninguém vê a mão que sorrateiramente tira uma pistola Browning do bolso. Ninguém espera o que está para acontecer. O disparo repentino ocorre e o sorridente homem de branco geme de dor. Os ombros largos curvam-se e ele cai lentamente. Os aplausos transformam-se em gritos. Numa dúzia de idiomas, a terrível notícia corre pela multidão: "O Papa foi atingido!" O sangue corre de um grave ferimento. A corrida pela vida em direcção ao Hospital Gemelli é uma cena de profundo horror. Mortalmente pálido e quase inconsciente, João Paulo murmura: "Por que fizeram isto?"

Milhões multiplicados repetiam a angustiante pergunta: "Por quê?" Orações eram feitas de todas as partes. Padres, pastores e rabinos apelavam nas suas respectivas congregações a fervorosas intercessões pelo Papa. João Paulo recuperou e voltou para os braços abertos de 750 milhões de Católicos. Continuou a sua campanha mundial pela amizade, paz tem continuado ao longo dos anos. O que há em João Paulo que conquista corações em todo o mundo ? Eu acho que todos apreciamos seu estilo amigável e caloroso.

Desde os anos 60, o mundo ocidental tem procurado um “estilo” de liberdade sem limites. A sociedade dos anos 60 começou a seguir uma tendência diferente: "Faz o que quiseres, somos senhores do nosso destino." E era tudo em nome da paz e do amor. Mas isso resultou numa “moral” sem limites.

Essa forma de pensar e agir levou para o esgoto da dor e da vergonha. Sofremos com o problema da gravidez, da embriaguez e do consumo de drogas pelos adolescentes. Sem falar do vandalismo, da violência e das doenças sexualmente transmissíveis. Tudo isso devido à rejeição dos padrões morais absolutos de Deus, os Dez Mandamentos. A América finalmente recobrou os sentidos.

O final dos anos 70 trouxe um reavivamento da moralidade, quando muitos que tinham rejeitado a Lei de Deus mudaram de ideia. Eles passaram a entender que aquele acto social jamais poderia tomar o lugar dos valores espirituais.

E quanto à tendência diferente que a sociedade vinha seguindo? Eles começaram a achar que ela não servia. Nessa atmosfera de renovação religiosa, João Paulo tornou-se Papa. Ele preencheu rapidamente o vazio da liderança moral. Muitos jamais esquecerão a visita que ele fez aos Estados Unidos no outono de 1979.

"Tenho vindo a todos com uma mensagem de esperança e paz de Jesus Cristo", disse João Paulo. E tinha um conselho especial para os jovens: "Muitos jovens fogem da sua responsabilidade, fogem para o egoísmo, fogem para o prazer sexual, fogem para as drogas, fogem para a violência, eu lhes prometo a opção do amor, que é o oposto da fuga. Pois foi Jesus, nosso Senhor Jesus em pessoa, que disse: “Serão Meus amigos se fizerem o que Eu mandar.” Muitos pensavam que os jovens tinham rejeitado o chamado do Papa para a lei espiritual e a ordem. Mas não, 19 mil adolescentes no Madison Square Garden bateram palmas quando ele os convidou a disciplinarem as suas vidas. Compreendiam a necessidade de uma mudança nas suas vidas a nível moral e aceitavam o desafio do Papa João Paulo II. E do mesmo modo estavam os milhões de Católicos espalhados por todo o Mundo.

Oitenta mil pessoas esgotaram o Yankee Stadium para ouvir o Pontífice. Uma avalanche de aplausos se seguiu quando o Papa os admoestou a repartirem com os pobres e os oprimidos.

O apelo de João Paulo II pela moral e a compaixão tocava os corações por onde quer que ele fosse.

Apresentamos uma entrevista do Pr Vandeman ao Dr Samuel Bachiochi:
(Dr. Samuele Bacchiocchi fez um doutorado na famosa Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma. Após cinco anos de estudos naquela cidade, ele foi premiado com a mais alta honra que o Pontífice pode dar a uma pessoa formada pela Universidade: a medalha de ouro pelo brilhantismo de sua conquista académica.)

Vandeman: Dr. Bacchiocchi, o que o senhor mais aprecia nos Católicos Romanos?

Dr. Bacchiocchi: Eu lembro-me de várias coisas que realmente aprecio no povo Católico. A nível pessoal, o que eu gosto é o modo como me trataram durante aqueles cinco anos que passei em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana. Sabe, eles aceitaram-me como um "irmão separado", mas na realidade trataram-me como um verdadeiro irmão cristão: com amor, respeito e bondade. Num sentido mais geral, o que eu gosto nos Católicos é o modo dedicado pelo qual eles realizam os seus exercícios religiosos. Eu fui privilegiado, enquanto estudava, observa os meus professores, padres e monges passando as primeiras horas do dia lendo e meditando sobre a realidade espiritual. E o impacto dessa comunhão diária com Deus podia ser sentida de facto na sua disposição única e agradável. Eu também admiro grandemente o espírito de sacrifício de incontáveis padres, monges e freiras, como a Madre Teresa de Calcutá, que serviu e o seu legado continua a servir, sem pensar no sacrifício pessoal, aos necessitados, aos que sofrem, aos esquecidos da sociedade actual.

Vandeman: Concordo com você. Agora, o que você acha dos ensinamentos Católicos?

Dr. Bacchiocchi: Existem vários ensinamentos Católicos que o senhor pode entender que eu acho inaceitáveis, como a transubstanciação, a imaculada Conceição, a infalibilidade e a primazia papal. Por outro lado, existem certos ensinamentos Católicos únicos que eu não só admiro, mas acredito que são muito relevantes para a nossa época. Estou a pensar particularmente no compromisso Católico Romano para a preservação da santidade do casamento e através da inviolabilidade da vida humana. Vivemos numa sociedade em que muitos cristãos passaram a ver o casamento como uma instituição social civil que pode ser facilmente dissolvida quando as circunstâncias se proporcionarem. Por isso, creio que a Igreja Católica tem que ser condecorada pelo seu compromisso de nos lembrar que o casamento é sagrado e o que Deus uniu ninguém tem o direito de separar. Eu também admiro os esforços que a Igreja Católica realiza actualmente, desde o Vaticano II, em promover a circulação e a leitura da Palavra de Deus. Acredito que essa tendência é muito positiva e pode ajudar os cristãos a enriquecerem a sua experiência espiritual. A minha grande esperança e oração é que, como Protestantes, possamos apreciar mais plenamente a experiência religiosa e as convicções teológicas dos Católicos. Em contraposição, que os nossos amigos Católicos, através de um estudo renovado das Escrituras, redescubram algumas das verdades bíblicas vitais perdidas.

Vandeman: E quem poderia ter dito isso melhor do que você? Obrigado por ter vindo.

Num mundo de progresso material, mudança social, os valores morais têm sofrido erosão. Mas a Igreja Católica Romana luta pela moralidade e a decência. E muitos Católicos defendem a integridade da vida humana, juntamente com muitos Protestantes que reconhecem o respeito pela vida humana como uma verdade negligenciada. Essas convicções têm enriquecido o mundo.
A Igreja Católica tem permanecido firme, mesmo quando outros têm escorregado. Eu também gosto dos Católicos por causa dos seus muitos exemplos radiantes de genuíno amor cristão, um amor altruísta que nada pede em troca, o tipo de amor que Jesus mostrou na Sua vida.

Nosso exemplo preferido, como nos lembrou o Dr. Bacchiocchi, é a falecida Madre Teresa de Calcutá, Índia. Quem tem um coração tão duro que não se comove ao conhecer a profundidade do que essa querida mulher fez? E não podemos esquecer que existem milhares de outras freiras e padres como Madre Teresa em todos os cantos do mundo. Somente na eternidade saberemos dos sacrifícios desses heróis anónimos.

Outra coisa que eu aprecio nos Católicos é o seu sincero amor por Jesus e o seu crescente interesse pelas Escrituras.

O Concílio da Igreja do Vaticano II, nos anos 60, incentivou os membros a lerem a Palavra de Deus. E algumas das melhores pesquisas bíblicas estão a ser feitas por estudiosos Católicos.

Bem, vocês sabem que eu não sou Católico Romano. Portanto, existem diferenças entre as minhas crenças e as da Igreja Católica. E isso é natural e deve ser compreendido. Provavelmente, a maior diferença entre nós seja a questão da infalibilidade papal, e o papel da tradição na interpretação das Escrituras como base da autoridade espiritual. Mas tenho notado nos últimos anos, desde o Vaticano II, o desenvolvimento de uma tendência entre muitos estudiosos Católicos e leigos informados. Ou seja, uma tendência de voltar para as Escrituras como base da fé. Eles reconhecem o destacado papel que a Tradição desempenhou no passado, fazemos votos para que olhem a Bíblia coma a soberana Palavra de Deus. As tradições da Igreja podem mudar através dos tempos, mas a Palavra de Deus permanece a mesma.

Esta é outra razão por que mais e mais Católicos estão a reconhecer a importância da Bíblia. Seria essa a mensagem que recebemos da visita do apóstolo Paulo a Beréia? Beréia, da antiga Macedônia, é actualmente a cidade de Veróia, na Grécia. Os bereanos eram felizes por terem o ministério de Paulo. Eles deviam até aplaudi-lo quando ele chegava à cidade. E ouviam atentamente tudo o que ele tinha a dizer. Mas os bereanos analisavam os ensinamentos de Paulo. E o apóstolo não se importava. Actos 17:11: "Ora estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim."

O apóstolo Paulo convidou a Igreja para avaliar o que ele lhes tinha ensinado. Ele queria que os seus membros provassem por si mesmos nas Escrituras antes de aceitarem os ensinamentos.
Assim, os bereanos não estavam a ser infiéis ao procurarem confirmar se o que lhes era ensinado estava de acordo com a Bíblia (Velho Testamento). Na verdade, Paulo disse que eles eram nobres por agirem assim. O teste que o apóstolo Paulo aplicava aos seus próprios ensinamentos serve para os líderes da Igreja e professores de Bíblia de hoje. Apesar de eu ter algumas diferenças básicas com a Igreja Católica Romana na interpretação da Bíblia, deixe-me dizer outra vez: aprecio a reverência que muitos Católicos têm pelas Sagradas Escrituras. Precisamos também de nos lembrar de que todo Catecismo Católico ensina a obediência à Lei de Deus. Mas você já notou a diferença entre os Dez Mandamentos ensinados pela Igreja de Roma e os Dez Mandamentos que encontramos na Bíblia? Leia no seu Catecismo e verá que falta o segundo Mandamento - aquele que proíbe o uso de imagens no culto.

Evidentemente, esse Mandamento criava um problema à luz do ensinamento da Igreja. Assim, ele foi removido totalmente dos Catecismos. Mas como é que a Igreja ainda conta Dez Mandamentos? Bem, ela dividiu o Décimo Mandamento em dois, de modo que ainda temos dez. Aqui nós temos que ser cuidadosos e justos.

Não vamos entender mal o uso das imagens pelos nossos amigos Católicos. Eles não adoram as imagens em si, pois sabem muito bem que são apenas estátuas de madeira e pedra. Eles reverenciam a vida dos santos representados por aquelas imagens.

Os Católicos crêem que certos santos andaram tão perto de Deus que os seus caracteres se tornaram santos. E agora, através dos méritos desses santos, eles ensinam que os cristãos perfeitos podem se aproximar de Deus. Bem, eu entendo que o segundo Mandamento não permite fazer relíquias dos santos. Porque todos os humanos, mesmo os melhores de nós, carecem do ideal de Deus. Todavia, há boas notícias.

Todos os que crêem e obedecem ao Evangelho são considerados santos. Isso quer dizer que todos podemos nos aproximar de Deus sozinhos através do sangue de Cristo. Assim, muitos Católicos agora têm passado a crer que todos os cristãos são igualmente perfeitos aos olhos de Deus através de Jesus.

Vamos examinar o que aconteceu no quarto Mandamento, que consta como o terceiro no Catecismo Católico. Esse é o Mandamento do Sábado, e também foi trocado. Essa pode ser uma revelação surpreendente para alguns, mas a Igreja Católica Romana não hesita um só momento em afirmar que foi ela que mudou o Sábado para o Domingo como o dia de guarda.
No Catecismo dos Convertidos das Doutrinas Católicas, pág. 50, lemos:
P. Qual é o dia de descanso?
R. O Sétimo Dia é o dia de descanso.
P. Por que observamos o Domingo ao invés do Sétimo dia?
R. Observamos o Domingo ao invés do Sétimo Dia, por que a Igreja Católica transferiu a solenidade do Sétimo Dia para o Domingo.
Não é interessante?
Há uma história fascinante por trás de tudo. No século 16, no histórico Concílio de Trento, a Igreja Católica refutou os Protestantes por usarem só o uso da Bíblia. E a razão dada por eles era que a Igreja tinha mostrado autoridade para reinterpretar as Escrituras. E, influenciada por sua própria tradição, tinha transferido o sábado para o domingo.

No livro Cânon e Tradição, o Dr. H. J. Holtzmann descreve a cena passada no Concílio de Trento. Note como a decisão foi tomada para dar preferência à tradição na interpretação das Escrituras.
"Finalmente, no dia 18 de Janeiro de 1562, toda hesitação foi posta de lado. O Arcebispo de Reggio fez um discurso onde declarou abertamente que a Tradição estava estabelecida acima das Escrituras. A autoridade da Igreja não deveria, portanto, submeter-se à autoridade das Escrituras, porque a Igreja tinha mudado... o Sétimo Dia para o Domingo, não pelo comando de Cristo, mas por sua própria autoridade."

Portanto, o que pesou no dia em que foi tudo colocado na balança? Foi o facto de a Igreja ter, com efeito, mudado um dos Mandamentos de Deus, o sábado, com a autoridade da tradição. Agora, os Protestantes podem estar mais surpreendidos que os nossos amigos Católicos quanto a esta revelação. Afinal, os Católicos Romanos orgulham-se do que eles crêem ser a autoridade da Igreja na interpretação das Escrituras. Embora eu pessoalmente não possa aceitar a Tradição como tendo qualquer influência sobre a crença, quero dizer que os Católicos são pelo menos consistentes com a sua tradição de guardar o Domingo.

Talvez os nossos amigos Protestantes devessem perguntar a si mesmos por que guardam o domingo, já que a Tradição está na sua origem e não a Bíblia! É algo para serem bem pensado, não acham? Você sabia que a Bíblia provê uma descrição especial do povo fiel de Deus pouco antes da vinda de Jesus? Vamos lê-la em Apocalipse 14:12. "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a fé de Jesus."

A Fé em Jesus e a guarda dos Mandamentos de Deus estão juntos. Logicamente, na hora final da Terra, os cristãos sinceros em toda parte guardarão os Mandamentos de Deus. Aqueles que foram escritos por Deus no Monte do Sinai, não outros.

Bem, sejam quais forem as nossas diferenças, podemos apreciar uns aos outros. E eu vejo tantas coisas de que gosto nos meus amigos Católicos (eu fui Católico, comunguei em Particular, Solene e fui Crismado). Mais do que qualquer coisa, admiro a dedicação de muitos milhares de Católicos ao redor do mundo que têm dado a sua vida para aliviar o sofrimento de outros seres humanos. E não conheço nenhum reflexo maior do amor de Cristo que o demonstrado por Maximilian Kolbe, um padre franciscano polaco, que sacrificou a sua vida durante a Segunda Guerra Mundial. Prisioneiro num campo de prisioneiros em Auschwitz, Kolbe, dia a dia, encorajava os seus colegas de sofrimento. Ele dividia a sua ração com os doentes e enfraquecidos, apesar de estar muitas vezes pior do que aqueles a quem ajudava. Ele liderava os prisioneiros em oração, trazendo a luz de Cristo àquele triste campo de prisioneiros.

Os captores ficavam furiosos com o cristianismo de Kolbe. Eles o espancavam selvaticamente, mas Kolbe apenas orava por eles. E finalmente ele pagou o maior dos preços por sua fé e amor. Uma tarde, as terríveis sirenes começaram a soar. Um prisioneiro tinha fugido. Como retaliação, dez homens foram escolhidos para morrer por seu companheiro que fugira. Um dos dez condenados, um jovem pai, caiu no chão a chorar, pensando na sua família. De repente, Kolbe deu um passo adiante.
"O que quer?" gritou o comandante do pelotão da morte.
Kolbe respondeu suavemente:
"Quero morrer no lugar desse prisioneiro."
O nazista frio ficou chocado e sem palavras. Finalmente conseguiu dizer:
"Pedido concedido."
Kolbe foi lançado numa espúria prisão subterrâneo e abandonado para morrer à fome. Durante os seus últimos dias de vida, enquanto morria trémulo, eram ouvidas as suas orações e cânticos. Finalmente, o padre deu o seu último suspiro, fiel até à morte.

Eu quero encontrar esse querido santo no Céu. Eu quero ser fiel à Palavra de Deus. Haja o que houver. Que Deus conceda a todos nós tamanha fé n´Ele que possamos enfrentar o desafio das horas finais na Terra.

"TESTEMUNHAS DE JEOVÁ" PREDIÇÕES E ESPECULAÇÕES PROFÉTICAS

Charles Russel - fundador
"E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão muitos" (Mateus 24:11, ASV)
Por que será que numerosos indivíduos ao longo dos séculos têm gostado tanto de desempenhar o papel de profeta, apesar das suas profecias quase nunca se tornarem realidade? As suas profecias falham com muita regularidade mas apesar disso eles continuam o seu profetizar. Uma razão importante é, sem dúvida, que ser olhado por outros como estando equipado com perspicácia e habilidades notáveis, dadas por Deus, pode dar à pessoa um certo sentimento de poder e importância. Sem dúvida, a tentação de ter o "ego" fortalecido dessa maneira tem produzido muitos falsos profetas.

Outros podem achar honestamente que são divinamente guiados até um entendimento correcto das profecias bíblicas e que receberam uma comissão de Deus para agir como seus profetas para dar avisos à humanidade e declarar as coisas futuras. Na The Watchtower de 1.º de Abril de 1972, pp. 197-200 [A Sentinela, 1.º de Outubro de 1972, p. 581, parágrafos 4 e 5], os líderes da Watch Tower Society reclamam essa posição para o seu movimento como um todo:
Este "profeta" não era um só homem, mas um grupo de homens e de mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová.

E profecias é o que mais têm produzido. È do conhecimento de quem examine as publicações da Watch Tower dos últimos cem anos, que a sua literatura está repleta de predições, a maior parte das quais falharam, enquanto outras ainda aguardam cumprimento – ou fracasso.

Têm sido publicados recentemente muitos panfletos e artigos atacando a Watch Tower Society devido às muitas datas que eles estabeleceram, como 1878, 1881, 1910, 1914, 1918, 1920, 1925, 1941 e 1975. O objectivo aqui não é apresentar outra variação sobre esse tema.1 Pelo contrário, a intenção é discutir algumas das poucas predições que de facto – pelo menos alguns aspectos – cumpriram-se. Os exemplos mais interessantes são os relacionados com a formação e óbvio falhanço das duas organizações internacionais de paz do século XX: a Liga das Nações e as Nações Unidas. As questões que daremos realce são: Quão específicas foram estas predições?

Originaram-se claramente no movimento da Watch Tower? Será que apoiam de alguma maneira as pretensões proféticas deste movimento religioso?

Como indicação da sua habilidade profética, os escritores da Watch Tower, no artigo "Tornando Conhecidas as Verdades Proféticas de Deus", publicado na The Watchtower [A Sentinela] de 1.º de Agosto de 1971, pp. 467 e seguintes, dão a impressão que, antes do eclodir da Guerra Mundial em 1914, praticamente todos excepto as Testemunhas estavam optimistas quanto ao futuro, pensando que se avizinhava paz, não guerra:
Os políticos, os religiosos e os grandes empresários deste mundo aceitaram amplamente esse ponto de vista. Contudo, as testemunhas de Jeová tinham uma opinião que era exactamente o oposto! No número de Julho de 1879 da sua publicação oficial, The Watchtower (conhecida nesse tempo como Zion's Watch Tower [A Torre de Vigia de Sião]) foi dito aos leitores: "Deus ensina em muitos textos que uma grande época de tribulações virá sobre as nações."

É verdade que durante o século XIX prevaleceram tendências fortemente optimistas nos campos da ciência, política, economia e religião. No entanto, a afirmação da Watchtower revela uma ignorância grave quanto às opiniões defendidas nesse tempo por milhões de cristãos crentes na Bíblia. "Os Estudantes Internacionais da Bíblia" eram apenas um grupo pequeno entre muitos outros grupos maiores de cristãos que na segunda metade do século XIX predisseram que o mundo se aproximava rapidamente do grande "tempo de aflição" e da segunda vinda de Cristo. Estes grupos eram parte de uma ampla corrente, conhecida como "movimento milenarista" (assim chamado devido à crença comum num reino milenar futuro na terra, governado por Cristo). Este movimento teve as suas raízes nas primeiras décadas do século XIX e no grande interesse pelas profecias da Bíblia, suscitado pela Revolução Francesa e pelas Guerras Napoleónicas. Nos dias do Pastor Russell, o movimento milenarista tinha influenciado muitas das grandes denominações, como as igrejas Episcopal, Presbiteriana e Baptista. Já nesse tempo, o movimento milenarista incluía milhões de pessoas. Comum a todos eles era o facto de não partilharem o optimismo generalizado a respeito do futuro do mundo. Portanto, o começo da Primeira Guerra Mundial não foi uma surpresa para estas pessoas, como Dwight Wilson diz no seu livro Armageddon Now [Armagedom Agora] (Grand Rapids, 1977, pp. 36, 37):
A Primeira Guerra Mundial estimulou os pré-milenaristas para um estado de expectativa exaltada. A própria guerra não foi um choque para estes opositores do optimismo pós-milénio; eles não só aguardavam a culminação da era no Armagedom, mas também antecipavam "guerras e relatos de guerras" como sinais do fim que se aproximava.

A seguir a essas palavras, Wilson cita um dos que comentavam o milénio, R. A. Torrey, que no seu livro The Return of the Lord [O Regresso do Senhor] escreveu o seguinte em 1913, um ano antes do eclodir da guerra:
Falamos de desarmamento, mas todos sabemos que não está a acontecer. Os nossos planos de paz actuais acabarão todos nas guerras mais horríveis que este velho mundo já viu!

Predições similares tinham sido feitas durante várias décadas por muitos escritores milenaristas, e Wilson apresenta alguns exemplos no seu livro. Portanto, a perspectiva quanto ao futuro adoptada pelos Estudantes da Bíblia não era única em nenhum aspecto. Era uma perspectiva comum a praticamente todos os cristãos fundamentalistas daqueles dias. As profecias acerca do que aconteceria no futuro eram inúmeras, embora os milenaristas geralmente não fixassem datas (havia excepções!) para os acontecimentos vindouros, como faziam os Estudantes da Bíblia. Por essa razão, foram poupados aos amargos desapontamentos que os Estudantes da Bíblia sentiram quando as suas expectativas falharam e os acontecimentos preditos por eles não ocorreram nas datas "certas".

Os Estudantes da Bíblia, bem como vários comentadores milenaristas, tinham explicado que a Guerra Mundial era o prelúdio do Armagedom.2 C. I. Scofield, o famoso tradutor da The Scofield Reference Bible [A Bíblia de Referência de Scofield], em 1916 pensava "que a guerra seria a luta de morte do actual sistema mundial, ao qual sucederia o Reino de Deus."3 Quando a guerra acabou de forma súbita em 1918, foi uma desagradável surpresa para estes "peritos" em profecia bíblica. Eles então explicaram que o período de paz seria muito curto e que o Armagedom viria com toda a certeza muito em breve. Quando a Liga das Nações surgiu, em 1919, eles predisseram imediatamente que esta organização falharia e que apenas conseguiria criar uma interrupção temporária antes do Armagedom.

Os escritores da Watch Tower têm tentado repetidamente dar a impressão de que, graças à sua perspicácia profética, predisseram o falhanço da Liga das Nações:
Quando a Liga das Nações foi estabelecida, alguns do clero da cristandade até a saudaram como sendo a "expressão política do reino de Deus na terra." Contudo, o que diziam as testemunhas de Jeová? De novo, diziam exactamente o contrário! O número de 1.º de Março de 1919 da The Watch Tower [A Sentinela] declarou: "Alívio duradouro para a humanidade sofredora não virá nem através de esforços humanos, nem através da liga das nações, por muito desejável que tal arranjo possa ser, mas somente através do poder de Cristo..."4

Os escritores da Watch Tower omitem o facto de esta atitude em relação à organização de paz ser a geralmente adoptada entre os milenaristas nesse tempo. Logo em 1918, o acima citado R. A. Torrey disse o seguinte numa conferência "profética" realizada pelos milenaristas na cidade de Nova Iorque, entre 25 e 28 de Novembro de 1918:
Agora que chegou o armistício, as mentes das pessoas em ambos os lados do oceano estão repletas de todo o tipo de esperanças e antecipações fantásticas que estão condenadas a produzir desapontamentos.5

Em seguida Torrey disse à sua audiência que "a Liga das Nações nunca pode alcançar mais do que uma interrupção temporária das hostilidades."6 Além disso, Dwight Wilson sublinha que "no fim da guerra havia pouco optimismo a respeito dos tratados de paz ou da Liga das Nações. Our Hope [Nossa Esperança], um periódico milenarista publicado por Arno C. Gaebelein, não tinha esperança nenhuma de que a Liga das Nações impediria a guerra."7

Foram feitas predições ainda mais detalhadas a respeito da Liga das Nações pelos dois comentadores bíblicos, C. F. Hogg e W. E. Vine, no seu livro Touching the Coming of the Lord [Tocando a Vinda do Senhor], publicado em Londres em 1919, pouco tempo antes de se formar a Liga das Nações. Eles explicaram que o falhanço da Liga das Nações estava predito na Bíblia, em Revelação 17:12, 13:
Tal Liga das Nações, por exemplo, da forma como é hoje proposta como panaceia para os problemas nacionais, não só foi predita nas Escrituras como sendo o último recurso da política internacional, mas também foi predito o seu falhanço.8

Vine, que escreveu essas linhas, em seguida citou Daniel 7:23, 24 e disse:
Foi dada ao Apóstolo João uma visão paralela. Ele também viu uma fera com dez chifres, e o simbolismo é explicado outra vez, mas ainda com maior detalhe: "Os dez chifres que viste são dez reis que ainda não receberam qualquer reino; mas recebem autoridade como reis, juntamente com a fera, durante uma hora (i.e., durante um curto período de tempo). Estes têm uma só mente e dão o seu poder e autoridade à fera," Rev. 17: 12, 13. É óbvio que estes dez reis são contemporâneos. Os potentados que governam sobre eles concordam com certa política que dará a sua autoridade a um governante superior. Até agora, não existiu nenhuma liga semelhante a essa na história humana.

A partir desse texto também é evidente que a existência da Liga providenciará a oportunidade para um homem suficientemente forte dominar a situação.9
Mais adiante no livro, Vine explica:
Portanto, é claro que uma liga das nações está para vir, e esta aparentemente será uma nova forma do velho império.... Contudo, não temos justificação para concluir que os territórios da Liga das Nações, indicados pelas passagens relacionadas com os dez chifres da fera, estarão necessariamente confinados à área que acabou de ser considerada [i.e., as áreas dos impérios mundiais anteriores]. Seja qual for o arranjo, a Liga preparará o caminho para o governo do déspota final que controlará tudo.10

É muito interessante notar que as interpretações bíblicas que a Watch Tower Society começou a atribuir à Liga das Nações muitos anos depois são praticamente idênticas àquelas publicadas por Vine em 1919. É óbvio que o Presidente Rutherford e alguns dos seus colaboradores estavam bem a par, desde o início, das interpretações que vários milenaristas atribuíam à Liga das Nações. Vine e Hogg eram ambos comentadores bem conhecidos de profecias bíblicas. Além disso, a obra Vine's Expository Dictionary of New Testament Words [Dicionário Expositivo de Vive de Palavras do Novo Testamento] é muitas vezes citado nas publicações da Watch Tower. Os líderes da Watch Tower adoptaram a interpretação dele acerca de Revelação 17:11-13 no início da década de 1930, sem mencionarem a(s) fonte(s) dessa interpretação. Uma nova geração de Testemunhas é agora exposta à ideia de que os líderes da Watch Tower Society, sob a influência do espírito santo de Deus, originaram estas predições e interpretações, e isto por sua vez é usado como evidência em apoio da sua pretensão de serem o profeta de Jeová nos tempos modernos!

Tanto Vine como Hogg estavam associados com a "Open Brethren" ["Irmandade Aberta"], um ramo da "Plymouth Brethren" ["Irmandade de Plymouth"], também conhecidos como "The Darbyists" ["Os Darbyistas"]. Mas as especulações proféticas relacionadas com a Liga das Nações eram muito comuns entre os cristãos fundamentalistas de várias denominações, como por exemplo os Baptistas e os Pentecostais. Dwight Wilson escreve:
A formação da Liga das Nações produziu imediatamente especulações. As palavras que se seguem apareceram no Pentecostal Prophetic News and the Evangel [Notícias Proféticas e o Evangelho], e foram novamente impressos numa colecção que teve pelo menos cinco edições: "A Guerra Mundial originada dessa forma por ensinos de demónios tem produzido o resultado predito em Revelação 16:14. Tem reunido todos os reis da terra e de todo o mundo. Tem-nos reunido numa liga de nações que se tornará na preparação das nações para o Armagedom. O ajuntamento ou associação das nações umas com as outras é o sinal de que o fim está à vista. A Conferência de Paz de Paris preparou inconscientemente o palco para o Anticristo e para o Armagedom."11

Que dizer, então, da predição do Presidente Knorr feita em 1942 -- mesmo no meio da Segunda Guerra Mundial -- segundo a qual a organização de paz que tinha desaparecido de cena no início da guerra em 1939 "ascenderia do abismo" novamente (Revelação 17:8) depois da guerra?"12 À primeira vista, isso parece uma profecia notável. Foi uma predição que se cumpriu de forma clara. Mas não era de modo nenhum uma predição única.

Conforme se mostrou acima, já em 1919 W. E. Vine identificou a Liga das Nações com a "fera" de Revelação capítulo 17. Esta interpretação só foi adoptada pela Watch Tower Society 11 anos depois, ao ser apresentada no volume 2 do livro Light [Luz], publicado em 1930. Em 1919 a Sociedade ainda ensinava que a fera com a mulher no seu dorso, descrita em Revelação capítulo 17, era o império Romano pagão, com a apóstata Igreja de Roma "no seu dorso".13 Esta era a interpretação protestante predominante sobre a fera e a mulher desde o tempo da Reforma, no século XVI. Mas no segundo volume do livro Light [Luz], associou-se a Liga das Nações com esta visão profética, exactamente como Vine tinha feito onze anos antes. A "fera côr-de-escarlate" (Revelação 17:3) foi interpretada como sendo "A Conferência Internacional de paz de Haia", formada em 1899.14 Esta organização "funcionou até à Guerra Mundial. Então foi para o abismo e cessou funções. Depois da Guerra Mundial saiu do abismo ou cova e começou a funcionar novamente sob a forma da Liga das Nações."15 Esta interpretação esteve em vigor até 1942 (veja por exemplo o livro Enemies [Inimigos] de 1937, pp. 283 e seguintes), altura em que os líderes da Watch Tower foram obrigados a reconhecer que a Segunda Guerra Mundial também não levaria ao Armagedom. Foi por isso que se tornou necessária outra interpretação de Revelação 17.

A nova interpretação apareceu no folheto Peace -- Can It Last? [Paz -- Pode Durar?], que se baseava num discurso com o mesmo título, feito pelo Presidente da Sociedade, Nathan H. Knorr, no Outono de 1942. A Conferência Internacional de Paz de Haia era agora completamente excluída da interpretação. A "fera" era a primeira Liga das Nações. Foi "para o abismo" em 1939 quando começou a Segunda Guerra Mundial. Mas não haveria de ficar lá. Citando Revelação 17:8, o Presidente Knorr predisse: "A associação de nações do mundo levantar-se-á novamente."16

Conforme todos sabem, esta predição cumpriu-se. Mas não era difícil fazê-la nesse tempo. Conforme o próprio Knorr assinalou no folheto já mencionado (p. 21), já estavam em andamento planos para fazer reviver a organização de paz depois da guerra, tendo as Potências do Eixo, Japão e Hungria, assinado uma "nova Liga das Nações" já em 20 de Novembro de 1940. De facto, as Nações Unidas já tinham sido formadas em Washington D.C. em 1.º de Janeiro de 1942, portanto vários meses antes da "predição" de Knorr, tendo 26 nações assinando uma declaração conjunta nessa data.17

Além disso, a predição de Knorr não era nova nem única. Outros comentadores de profecias já tinham predito a mesma coisa -- alguns até dois anos antes de Knorr! Dwight Wilson refere, por exemplo, uma predição feita por Harry Rimmer, um conhecido comentador bíblico: "Harry Rimmer predisse em 1940 uma nova Liga das Nações como consequência da guerra -- e o aparecimento de um ditador universal. As Nações Unidas já chegaram, mas o ditador ainda não."18

Portanto, a Watch Tower Society não pode dizer que foi a primeira a fazer essas ou outras predições e aplicações proféticas relacionadas com a Liga das Nações e com as Nações Unidas. Os mesmos pontos de vista eram partilhados nesse tempo pelos fundamentalistas milenaristas em geral, que originaram as predições a respeito do futuro destas organizações de paz anos antes de a Watch Tower Society se ter aproveitado dessas interpretações. Os cristãos fundamentalistas em geral não modificaram a sua atitude em relação à organização de paz depois da Segunda Guerra Mundial. Eles continuam a encará-la como a "fera" de Revelação 17 e -- exactamente como a Watch Tower Society -- ensinam que a "prostituta" no seu dorso é a cristandade corrupta.19 O sociólogo Louis Gasper explica:
Os fundamentalistas acreditavam literalmente que "a mulher vestida de púrpura e escarlate" mencionada em Revelação 17 prefigura o estabelecimento de uma igreja mundial corrupta, mas colorida, que incluiria os Católicos e os Protestantes.20

A atitude da Watch Tower Society, não apenas em relação às Nações Unidas mas também em relação à "cristandade organizada e corrupta", é, portanto, compartilhada por cristãos fundamentalistas em geral. Mesmo no hábito de adoptar resoluções reprovadoras contra as Nações Unidas, a Watch Tower Society segue de perto os métodos do movimento fundamentalista:
Embora os fundamentalistas geralmente se opusessem às Nações Unidas e a criticassem com veemência, não fizeram nenhuma tentativa organizada para pressionar o Congresso no sentido de fazer os Estados Unidos sair dessa organização. A oposição deles era normalmente expressa na forma de declarações e resoluções que eram adoptadas a intervalos frequentes para indicar a sua desaprovação geral em relação às Nações Unidas.21

Conclusão
O exame que acabámos de fazer demonstrou que os pontos de vista sustentados pela Watch Tower Society acerca das organizações internacionais de paz são mais "tradicionais" do que muitas Testemunhas de Jeová pensam. São pontos de vista que, mais ou menos, têm sido partilhados por praticamente todos os cristãos fundamentalistas. Passa-se exactamente o mesmo no caso das "predições" apresentadas pela Sociedade acerca do futuro destas organizações de paz. Essas predições foram roubadas aos fundamentalistas. Portanto, se algumas destas predições parecem ter-se cumprido, isso nada prova quanto à habilidade de profetizar da Sociedade; só prova a sua habilidade em plagiar. Para fazer isso não é preciso inspiração divina. Se estas predições tivessem origem divina, os líderes da Watch Tower Society seriam obrigados a concluir que Deus as tinha dado aos cristãos fundamentalistas que estão fora da organização Watch Tower.

Resta uma questão em aberto: Será que a visão da "fera" em Revelação 17 é realmente aplicável à Liga das Nações e às Nações Unidas dos nossos dias? Mesmo que à primeira vista essa aplicação possa parecer provável, acho que tem sérios problemas.

Notas
1 Para uma discussão justa, equilibrada e académica destes falhanços proféticos e da sua importância para o desenvolvimento doutrinal e organizacional do movimento Watch Tower, veja o artigo do Dr. Joseph F. Zygmunt intitulado "Prophetic Failure and Chiliastic Identity: The Case of Jehovah's Witnesses" ["Falhanço Profético e Identidade: O Caso das Testemunhas de Jeová"], publicado no American Journal of Sociology [Revista Americana de Sociologia], vol. 75, Julho 1969-Maio 1970, pp. 926-948.
2 Wilson, p. 37 e seguintes. The Watch Tower [A Sentinela], 1.º de Novembro de 1914, pp. 327, 328.
3 Wilson, p. 38.
4 The Watchtower [A Sentinela], 1.º de Agosto de 1971, p. 469.
5 Citado por Ernest R. Sandeen em The Roots of Fundamentalism [As Raízes do Fundamentalismo], Londres, 1970, p. 235.
6 Sandeen, p. 235.
7 Wilson, p. 56.
8 C. F. Hogg e W. E. Vine, Touching the Coming of the Lord [Tocando a Vinda do Senhor], Londres, 1919, p. 95.
9 Hogg e Vine, p. 96.
10 Hogg e Vine, pp. 118, 120.
11 Wilson, p. 81.
12 Veja o folheto Peace -- Can It Last? [Paz -- Pode Durar?], publicado pela Watchtower Society em 1942, p. 21.
13 Veja por exemplo Studies in the Scriptures [Estudos das Escrituras], vol. VII, publicado pela primeira vez em 1917, pp. 259, 263. O livro teve várias edições nos anos seguintes.
14 Light [Luz], vol. 2, 1930, p. 86.
15 ibid, p. 94.
16 Peace -- Can It Last? [Paz -- Pode Durar?], 1942, p. 21. A Watch Tower Society tem-se referido abertamente a esta predição como sendo evidência da habilidade profética da organização. A The Watchtower [A Sentinela] de 1960, p. 444, parágrafo 19, afirmou que eles fizeram essa predição guiados pelo espírito de Jeová. Confronte também Your Will Be Done On Earth [Seja Feita a Tua Vontade na Terra], 1958, p. 282; "Babylon The Great Has Fallen!" God's Kingdom Rules! ["Caiu Babilónia a Grande!" O Reino de Deus Já Domina], 1963, p. 585; The Watchtower [A Sentinela], 15 de Novembro de 1963, p. 696; The Watchtower [A Sentinela], 15 de Fevereiro de 1967, p. 122 e 1975 Yearbook of Jehovah's Witnesses [Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975], p. 203.
17 The American Annual for 1944 [O Anuário Americano para 1944], p. 701, citado na The Watchtower [A Sentinela] de 1.º de Dezembro de 1971, p. 723.
18 Wilson, p. 157. A predição de Rimmer encontra-se na p. 83 do seu livro The Coming We and The Rise of Russia [O Vindouro Nós e a Ascensão da Rússia], Grand Rapids, 1940. Que os escritos de Harry Rimmer não eram desconhecidos da Sociedade é visto pelo facto de ele ser muitas vezes citado nas publicações da Watch Tower em outros assuntos. Veja por exemplo o folheto Basis for Belief in a New World [Base Para a Crença Num Novo Mundo], 1953, no qual são citadas três obras de Rimmer nas pp. 23, 27, 37 e 44.
19 Desde 1963 a Sociedade identifica a "prostituta" com a religião falsa. Veja "Babylon The Great Has Fallen!" God's Kingdom Rules! ["Caiu Babilónia a Grande!" O Reino de Deus Já Domina], 1963.
20 Louis Gasper, The Fundamentalist Movement 1930-1955 [O Movimento Fundamentalista 1930-1955], Grand Rapids: Baker Book House, 1981 (Reimpressão da edição de 1963), pp. 49, 50.
21 Gasper, p. 52.

15/02/2009

CHARLES DARWIN EM DEBATE NA UNIVERSIDADE PONTIFÍCIA GREGORIANA

Não sei como classificar a atitude da Igreja Católica Romana, por um lado diz aos seus fiéis para lerem a Bíblia, por outro coloca a Biblia em causa nas seguintes afirmações: "A esse propósito, D. Gianfranco Ravasi esclareceu que a Bíblia e as teorias evolucionistas não são, a priori, incompatíveis. Marc Leclerc explicou que o problema teve início quando a teoria da evolução se tornou evolucionismo. Ou seja, a teoria científica transformou-se progressivamente num sistema filosófico, ideológico que interpretava toda a realidade humana, indo além do seu âmbito específico. O mesmo problema se verificou com a teoria da criação que se encontra no livro do Génesis, que se tornou criacionismo, ou seja, um sistema de pensamento também científico. "Na realidade, o autor do Génesis não tinha a intenção de dar respostas científicas, mas de responder a uma questão teológica com os instrumentos do seu tempo", esclareceu.
Como compreender este texto escrito pelo Apóstolo Pedro e inspirado pelo Espírito Santo?: "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações;sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo." 2ª Pedro 1:19-21
Este Pedro foi inspirado pelo Espírito Santo, Cientista que conhece o fim desde o principio. Ele inspirou o Pedro das Sagradas Escrituras. Não sei se é o mesmo a quem Bento XVI atribui o mérito de ser o fundador da igreja e chama à igreja "o barco de Pedro", este barco está a afundar-se como Pedro quando desviou os olhos de Cristo. Acontece sempre o mesmo, afundamo-nos quando deixamos de fixar Jesus Cristo.(leia o artigo intitulado "Os 80 anos do Estado do Vaticano, Radio Vaticano),

09/02/2009

ÚLTIMOS ENGANOS

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. Mat. 24:24

Hoje vamos conhecer os últimos enganos de Satanás. No início do cristianismo a estratégia do inimigo de Deus era destruir o Seu povo pela força. Ele perseguiu a igreja durante séculos, matando, prendendo e humilhando aqueles que escolhiam ser fiéis a Cristo. Mas foi a partir do segundo século que o diabo logrou êxito na sua obra de enganar. Deixou a espada e usou de astúcia infiltrando-se na igreja e misturando a verdade com o erro, como ele fez com Eva no primeiro engano.

A Aliança Satãnica

Hoje a estratégia permanece a mesma! Satanás procura ser o dirigente do mundo cristão, e infelizmente está conseguindo, e sabemos que ele conseguirá unir em um só objectivo a igreja romana, os evangélicos e o espiritismo. O domingo e a imortalidade da alma são as doutrinas que produzem a liga entre essas religiões, que unidas tentarão destruir à espada os fiéis aos mandamentos de Deus. “Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma”. EF, 137.
Personificação dos Mortos

Mediante a falsa compreensão do estado dos mortos, os anjos caídos enganarão a muitos, até mesmo entre os que se dizem fiéis a Deus. Eles fingirão ser aqueles que já morreram! É necessária uma clara compreensão deste assunto e plena confiança na Palavra de Deus, “pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas”. EF, 136.Os demônios são conhecedores da vida dos seres humanos, e por isso, eles relatam fatos íntimos e demonstram conhecimento de assuntos pessoais, facilitando o engano.Como você já sabe, nossa única salvaguarda é a Bíblia. Creia incondicionalmente nela!

Falsos Reavivamentos.

Satanás tem sido o líder de muitas denominações cristãs. Ele está produzindo falsos reavivamentos onde os milagres são mais importantes do que as verdades bíblicas. O que Deus revelou sobre isso no Espírito de Profecia já está se cumprindo no Pentecostalismo e Carismatismo: “Efetuarão maravilhosos prodígios de cura, afirmando terem recebido do Céu revelações que contradizem o testemunho das Escrituras”. EF, 137.O dom de profecia também tem sido distorcido nas igrejas hoje. Profetizar passou significar revelação de pecados ocultos e meras previsões futuras. Da mesma forma que o diabo enganou a Saul, revelando seus pecados e “profetizando” sua derrota e morte (ISam. 28:17 a 19), ele o faz hoje para enganar. Não que ele tenha a capacidade de conhecer o futuro, mas usa sua experiência milenar e deduções lógicas.Cultos barulhentos são parte dos enganos satânicos. O sentimentalismo suplanta os princípios da verdade bíblica. A atuação do Espírito Santo é confundida com o êxtase emocional e sensações estranhas mediante ao falso falar em línguas.

O fanatismo, a exaltação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, são considerados dons postos na igreja por Deus. O fanatismo e o ruído têm sido considerados indícios especiais de fé. Algumas pessoas não se satisfazem com uma reunião, a menos que experimentem momentos de poder e de gozo. EF, 139.

Prodígios.

Os anjos caídos aparecerão na terra com humanos para enganar. Eles atuarão entre os crentes para contradizer as verdades da Bíblia e os ensinos dos mensageiros divinos.Eles se farão presentes em nossas reuniões e cultos para atrapalhar a ação do Espírito Santo.Mas os anjos de Deus também estarão entre nós, para proteger àqueles que se posicionaram ao lado de Jesus.Que maravilha saber disso! Deus nunca desampara Seus amados, ainda que pareça assim, Ele sempre surpreende aos que O amam e guardam Seus mandamentos.

O Maior de Todos os Enganos.

O último e o maior de todos os enganos de Satanás será a personificação do próprio Jesus Cristo.Desde já o terreno para esta contrafação está sendo preparado, pois quase todas as igrejas cristãs não acreditam mais na segunda vinda literal de Cristo nas nuvens do céu, mas em um arrebatamento secreto, sem a presença do Salvador, ou em manifestações espirituais.Outro fator que ajudará neste engano é a ênfase em sinais e milagres que suplantam a autoridade Bíblica.Será neste ambiente que o Diabo simulará a volta de Jesus, aparecendo como um ser majestoso, com a aparência e características de Cristo, com uma glória sobrenatural nunca vista antes.

O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava os Seus discípulos quando aqui esteve na Terra. A sua voz é meiga e branda, cheia de melodia... cura as moléstias do povo, e então, no seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. GC, 624.

Que descrição incrível! Mas somente aqueles que não fizeram da Bíblia a sua fonte de verdade serão enganados. Mas não pára por aí! Ele tenta iludir os fiéis como sendo a resposta às suas orações, ou seja, a libertação final do pecado e a salvação tão almejada. Não devemos colocar os sinais e milagres acima da Palavra de Deus. Quem assim o fizer será enganado certamente. É com esta artimanha que o diabo vai enredar a muitos. Hoje já vemos manifestações de curas e milagres em muitas igrejas que calcam conscientemente os mandamentos de Deus. Não nos devemos esquecer que o inimigo tem poder para deixar uma pessoa doente e depois curá-la!
Tem poder para tomar a mente de alguém e depois simular um exorcismo! Mas não precisamos ficar temerosos! É muito fácil saber quem é o verdadeiro Jesus, basta confiar na Palavra de Jesus e o que Ele nos deixou escrito. Veja só este quadro:

Cristo /Falso Cristo
Virá nas nuvens /Aparições na terra
Virá com todos os anjos /Sozinho ou com poucos anjos caídos
Aparição universal e gloriosa /Aparições limitadas
Visto simultaneamente por todos /Visto somente por alguns
Não toca a Terra /Toca a Terra
Ressuscita os mortos salvos /Não há ressurreição
Não opera curas e milagres individuais /Operação de milagres e curas
Não muda a Sua lei /Arroga-se o poder para ter mudado o sábado
Destrói os ímpios /Não há destruição

É hora de fidelidade incondicional a Cristo! Quem não consegue ser fiel hoje nas pequenas situações relacionadas com a guarda do sábado, dízimos, alimentação, uso de jóias e conduta realmente cristã, com certeza será facilmente levado a adorar a Satanás. Cuidado com o falso cristianismo! Freqüentar a igreja e ser membro regular não é garantia de salvação.

“O mais forte baluarte do vício em nosso mundo não é a vida iníqua do pecador declarado ou do degradado proscrito; é a vida que parece virtuosa, honrada e nobre, mas em que se alimenta um pecado ou se acaricia um vício. Gênio, talento, simpatia, mesmo ações generosas e benévolas, podem assim tornar-se engodos de Satanás para levar almas ao precipício da ruína”. EF, 135 e 136.

Hoje Jesus te convida a ter um relacionamento íntimo com Ele. Confesse seus pecados a Cristo! Reconheça se você está se iludindo com uma falsa aparência de Cristão! O que seus filhos, cônjuge, colegas de trabalho ou escola e vizinhos pensam do seu cristianismo? Você revela a imagem de Jesus para Eles? Eles vêem em você a personificação de Cristo?Vamos orar por este ideal! E quando a prova final chegar seremos fiéis até perante a morte.

05/02/2009

O DOM DE LÍNGUAS: blá, blá, blá.

Objectivos: Discernir o verdadeiro do falso Dom de línguas; compreender o Dom de língua bíblico.

Introdução: “Cantaialas, alarraias, raleluias ele cantalaias, glória cantalaia narraias laia lanarraias...
- Essa é a língua estranha ouvida numa igreja.
- Hoje o movimento de línguas estranhas tem crescido assustadoramente.
- Esse Dom tem sido colocado como evidência de que um cristão recebeu o Espírito Santo.
- O que a Bíblia diz sobre línguas estranhas?
- Existe um Dom que é a base do recebimento do Espírito Santo?

I – Pentecostes Bíblico

A- Actos 2:1-4: “O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. O Espírito Santo, assumindo a forma de línguas de fogo, repousou sobre a assembléia. Isto era um emblema do dom então outorgado aos discípulos, o qual os capacitava a falar com fluência línguas com as quais não tinham nunca tomado contato. A aparência de fogo significava o zelo fervente com que os apóstolos trabalhariam, e o poder que assistiria sua obra.” (E, G. White, Atos dos Apóstolos, 22).
- O Pentecostes foi cumprimento da chuva Temporã.

B- Act.2:9-11:
- Era um idioma conhecido
- O Dom era permanente.
- O Dom era de falar.

C- O Dom de línguas de Actos 2 teve como objectivo a pregação do evangelho. Era um idioma conhecido e o Dom era permanente.
- As línguas estranhas hoje são usadas para pregar o evangelho? É um idioma conhecido? É um Dom permanente?
- Conclusão: As línguas estranhas não tem nada haver com o Dom de línguas de Atos 2.

II- O Dom de Línguas Bíblico

A- A- I Cor.12:4, 10 e 30
– O Dom de línguas estranhas hoje é colocado como evidência da conversão e recebimento do Espírito Santo.
- Os dons da Bíblia são diversos, e não há um Dom específico que todos tenham que ter.

- João.1:32: Jesus recebeu o Espírito Santo quando foi baptizado, e não depois que foi baptizado.
- Não existe um segundo momento.
- Quem foi o homem mais cheio do Espírito que já viveu? Jesus nunca falou em línguas estranhas.

- Será que a língua estranha é língua de anjos? Quando um anjo falava com um ser humano, como no caso do anjo Gabriel anunciando o nascimento de Cristo, era compreendido?

Dois tipos de Dom de Línguas hoje:
1- Quando a pessoa tem facilidade de aprender um novo idioma: Inglês, Francês, etc.
2- Quando um missionário vai pregar para um povo de língua desconhecida sem nunca ter estudado e Deus de forma sobrenatural concede o Dom, momentâneo ou permanente.

Conclusão: As línguas estranhas de hoje não tem nada haver com o Dom de línguas do Pentecostes, não é um Dom e nem é língua de anjo.

Aplicação: Uma vez, perguntei a uma senhora pentecostal se ela falava em línguas estranhas. Ela respondeu: “Eu ainda tenho pecados, zango-me muito e faço muitas coisas erradas”.
Não nos deixemos enganar.
Os dons são diversos mas o Espírito é o mesmo.
Se o Espírito é o mesmo que concede essas línguas estranhas, porque há a mesma língua nas religiões que consultam os mortos, feitiçarias, adoradores de imagens, etc.

III – Dom de Línguas em I Cor. 14

A- I Cor. 14:10: Paulo fala de idiomas conhecidos nesse capítulo, na verdade, ele nem se refere à línguas estranhas como conhecidas hoje.
- v.2: “mistério”: Este termo hoje é aplicado a algo que não se pode entender. Quando criança eu conheci um mendigo que era chamado Mistério, pois sua identidade e família eram desconhecidos.
Na Bíblia mistério é algo conhecido – ver I Cor. 15:51.
- v.3-6: Se eu estivesse a falar agora em grego, não haveria edificação da igreja, pois ninguém entenderia. Imagine o que era falar na igreja em Grego (mesomo que fosse o Pai Nosso) ou em Latim…
- v.7 e 8: Se um instrumento toca uma melodia desconhecida, é o mesmo que não tocar nada.
- v.9-19- As línguas estranhas são compreensivas?
- v.22-23: - O Dom de Línguas verdadeiro é um sinal para os incrédulos, assim como em Actos 2, ou seja, é usado para evangelizar.
- As línguas estranhas são exactamente ao contrário, são usadas como sinal para os crentes.

- v.27-28: O Dom era usado na igreja para evangelizar, e de forma organizada, não eram todos a falar ao mesmo tempo.
- v.33 e 37: Paulo realça a ordem no culto, e não a confusão e a gritaria.

IV – O Que é Então Línguas Estranhas?

Não ocorre só entre cristãos. Já foi manifestada entre: Pagãos adoradores de Amon; feiticeiros; Mulçumanos; Esquimós; Quacres; Shakers; religiões afro-brasileiras místicas; etc.

Explições: Fenómeno: 1) Físico/Psicológico 2) Artificial 3)Satãnico 4) Divino

Conclusão:
- Qual é a evidência do Espírito Santo? Gal. 5:22 - 23
- Como actua o Espírito Santo – I Reis 19:12

Existe hoje o verdadeiro Dom de línguas.
Antes da volta de Cristo Ele novamente vai repetir o Pentecostes, o Espírito Santo será derramado e muitos falarão novas línguas para a pregação do Evangelho.

Blá, blá, blá! (Resumo)
I – Pentecostes Bíblico
A- Actos 2:1-4: “O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. O Espírito Santo, assumindo a forma de línguas de fogo, repousou sobre a assembléia. Isto era um emblema do dom então outorgado aos discípulos, o qual os capacitava a falar com fluência línguas com as quais não tinham nunca tomado contato. A aparência de fogo significava o zelo fervente com que os apóstolos trabalhariam, e o poder que assistiria sua obra.” (E, G. White, Atos dos Apóstolos, 22).O Pentecostes foi o cumprimento da chuva Temporã.
B- At.2:9-11: Era um idioma conhecido. O Dom era permanente. O Dom era de falar, e não ouvir.
C- O Dom de línguas de Atos 2 teve como objetivo a pregação do evangelho. Era um idioma conhecido e o Dom era permanente. As línguas estranhas hoje são usadas para pregar o evangelho? É um idioma conhecido? É um Dom permanente? Conclusão: As línguas estranhas não tem nada haver com o Dom de línguas de Atos 2.
II- O Dom de Línguas Bíblico
B- B- I Cor.12:4, 10 e 30. O Dom de línguas estranhas hoje é colocado como evidência da conversão e recebimento do Espírito Santo. Os dons da Bíblia são diversos, e não há um Dom específico que todos tenham que ter. Jo.1:32: Jesus recebeu o Espírito santo quando foi batizado, e não depois que foi batizado. Não existe um segundo momento. Quem foi o homem mais cheio do Espírito que já viveu? Jesus nunca falou em línguas estranhas.
Será que língua estranha é língua de anjos? Quando um anjo falava com um ser humano, como no caso do anjo Gabriel anunciando o nascimento de Cristo, era compreendido?
Dois tipos hoje de Dom de Línguas:
1- Quando a pessoa tem facilidade de aprender um novo idioma: Inglês, Francês, etc.
2- Quando um missionário vai pregar para um povo de língua desconhecida sem nunca ter estudado e Deus de forma sobrenatural concede o Dom, momentâneo ou permanente.
Conclusão: As línguas estranhas de hoje não tem nada haver com o Dom de línguas do pentecostes, não é um Dom e nem é língua de anjo. Os dons são diversos mas o Espírito é o mesmo. Se o Espírito é o mesmo que concede essas línguas estranhas, porque há a mesma língua nas religiões que consultam os mortos, feitiçarias, adoradores de imagens, etc.
III – Dom de Línguas em I Cor. 14
A- I Cor. 14:10: Paulo fala de idiomas conhecidos nesse capítulo, na verdade, ele nem se refere à línguas estranhas como conhecidas hoje. v.2: “mistério”: Este termo hoje é aplicado a algo que não se pode entender. Quando criança eu conheci um mendigo que era chamado Mistério, pois sua identidade e família eram desconhecidos. Na Bíblia mistério é algo conhecido – ver I Cor. 15:51.
- v.3-6: Se eu estivesse falando agora em grego, não haveria edificação da igreja, pois ninguém entenderia.
- v.7 e 8: Se um instrumento toca uma melodia desconhecida, é o mesmo que não tocar nada.
- v.9-19- As línguas estranhas são compreensivas?
- v.22-23: - O Dom de Línguas verdadeiro é um sinal para os incrédulos, assim como em Atos 2, ou seja, é usado para evangelizar. As línguas estranhas são exatamente ao contrário, são usadas como sinal para os crentes. v.27-28: O Dom era usado na igreja para evangelizar, e de forma organizada, não todo mundo ao mesmo tempo.
- v.33 e 37: Paulo enfatiza a ordem no culto, e não a confusão e gritaria.
IV – O Que é Então Línguas Estranhas?
Não ocorre só entre cristãos. Já foi manifestada entre: Pagãos adoradores de Amon; feiticeiros; Mulçumanos; Esquimós; Quacres; Shakers; religiões afro-brasileiras místicas; etc.
Explições: Fenômeno: 1) Físico/Psicológico 2) Artificial 3)Satânico 4) Divino
Obs. E Marcos 16:17: É só pedir para alguém que você conhece que fala línguas estranhas pegar numa serpente ou beber um veneno.
Conclusão:
- Qual é a evidência do Espírito Santo? Gal. 5:22 - 23
- Como actua o Espírito Santo – I Reis 19:12
Existe hoje o verdadeiro Dom de línguas.
Antes da volta de Cristo Ele novamente vai repetir o Pentecostes, o Espírito Santo será derramado e muitos falarão novas línguas para a pregação do evangelho.
Se você quiser saber se você tem o Espírito Santo saiba que não há um Dom específico que evidencie isso, mas Deus deixou os frutos do espírito, esses todo o verdadeiro cristão deve ter.
Lembre-se, o amor é o maior deles.

03/02/2009

A CONSPIRAÇÃO DA NOVA ERA

Ojay é uma comunidade na montanha na costa da Califórnia. Ojay é um grande centro de ensinamentos da Nova Era. Onde quer que vá, encontra evidências da Nova Era. Se viaja pela auto-estra frequantemente cruza-se com carros que levam pendurados (como crucifixos) cristais de quartzo nos espelhos dos carros que passam, se visita o shopping nota estantes cobertas com papel de parede da Nova Era, quando assiste a um show de entrevistas, lá estará a atriz Shirley MacLaine a falar com entusiasmo sobre a Nova Era.
O que é a Nova Era, afinal? O movimento Nova Era é um caldeirão cheio de religiões pagãs orientais, misturadas com o espiritismo e temperadas com uma pitada de cristianismo, tudo isso de maneira suficiente para tornar os conceitos da Nova Era saborosos à sociedade ocidental. O movimento surgiu em 1960 e as raízes dos seus ensinamentos têm décadas, mas somente nos anos 80 foi que a Nova Era teve a sua explosão de popularidade.
Actualmente a Nova Era é transversal a toda a sociedade (Negócios, religião, política e ciência) e está a seduzir milhões de católicos, evangélicos e até ateus. Há algum género de conspiração global na Nova Era? Para descobrir, vamos consultar um livro que os adeptos da Nova Era tratam como a sua Bíblia: "A Conspiração Aquário" de Marilyn Ferguson. Ela fala do movimento Nova Era como uma "rede sem líderes, mas uma obra poderosa para realizar uma mudança radical nos Estados Unidos." Portanto há uma rede de adeptos que trabalha para revolucionar a nossa sociedade, mas Ferguson afirma que eles não possuem liderança centralizada.
Isto é verdade, até ao momento não encontrei nenhuma evidência de estrutura humana de autoridade. Nada como um partido político ou uma organização religiosa. No entanto, o pesquisador e editor cristão Kenneth Wade tem uma sugestão interessante sobre uma conspiração.
Li no seu livro "Segredos da Nova Era" o seguinte: "embora ele (o movimento Nova Era) não seja uma organização tradicional, nas minhas leituras eu descobri fortes evidências de que existe uma organização a nível sobrenatural que está a trabalhar para unir a rede de pessoas que estão ouvindo os vários espíritos que proclamam a iminência da Nova Era".
Existe alguma conspiração sobrenatural? Forças espíritas controlam realmente o movimento mundial da Nova Era? Não resta dúvida que, seres espíritas estão envolvidos. Como um enxame hiperactivo de abelhas, esses espíritos estão constantemente a comunicar novas mensagens da Nova Era através da meditação. Médiuns, são seres humanos que transmitem as mensagens dos espíritos, muitas vezes em estado de transe.
A pergunta importante é: quem são esses espíritos? Eles são anjos de Deus ou anjos do diabo? Embora muitos espíritos da Nova Era usem nomes de personagens da Bíblia, as suas mensagens indicam outra fonte porque contradizem a verdade da Bíblia.
Sessões de carácter “espírita” mas com uma forte componente espiritual bíblica (assisti a um culto numa igreja Baptista em Cambridge – na placa de anúncio à entra – dizi; Culto estilo Nova Era) relembra como o diabo falou com Eva no Jardim do Éden, quando comunicou as suas mentiras através da serpente a fim de lançar este mundo na ruína. O alvo do inimigo continua o mesmo. Portanto, temos uma verdadeira conspiração. Satanás e os seus anjos caídos usam a meditação da Nova Era e usam pastores e médiuns, apresetam-se com um ar inocente, mas usam uma contrafaccção da verdade ou seja a mentira, e o que pretendem é enganar o mundo inteiro... inclusive você e eu.
Existe uma canção popular dos anos 60 que proclama o alvorecer da "Era de Aquário". Esta "Era de Aquário" é o objectivo da Nova Era de uma era pós-cristã aqui na Terra. Como eles pensam que isso acontecerá? A autora de "A Conspiração Aquário" explica: "temos em nós o poder de fazer a paz dentro do nosso ego distorcido e com os outros, de curar a nossa terra natal e a terra inteira."
Os discípulos da Nova Era imaginam que podem salvar a Terra da guerra, do crime, da poluição e de todas as outras ameaças. Por isso reunem-se em grandes concentrações, em espaços fechados, mas mais frequantemente em espaços abertos, no meio da natureza. http://www.novaera-alvorecer.net/
Num fim de semana de agosto de 1987, os seguidores da Nova Era do mundo inteiro congregaram-se em 36 pontos que consideram sagrados. Reuniram-se em locais como o Grand Canyon, monte Shasta na Califórnia, nas Pirâmides do Egipto e no monte Fuji, no Japão. Eles estiveram de mãos dadas, num círculo, emitindo um som particular. Estavam emitindo a palavra hindu "om". Supõem-se que esta palavrinha "om", das escrituras hindu possui um tremendo poder, capaz de gerar força cósmica suficiente para criar uma nova era de paz e amor.
Houve uma razão para o grupo da Nova Era ter escolhido aquele fim de semana em particular de 17 de Agosto? Bem, o plano foi esboçado pela primeira vez "há cinco mil anos". De acordo com algumas culturas antigas, este é um momento em que tem início o fim do mundo, de modo que muitas pessoas meditam e pensam de maneira positiva e assim são capazes de continuar adiante crendo portanto que este será o início do fim. Esta foi a finalidade daquele fim de semana.
A esperança de uma nova era falhou para eles naquela mesma noite. O vôo 255 da Northwest caiu em Detroit, foi o segundo maior desastre aéreo da história dos Estados Unidos até aquele dia. Coisas que os seguidores da Nova Era não esperavam no fim de semana de danças ao sol.
A atuação dos médiuns foi o grande evento da convergência harmônica. Famosas personalidades já falecidas, revelaram supostamente seus desejos harmônicos através dos médiuns.
Em pequenas elevações de uma planície abaixo do monte Shasta, 200 peregrinos de Los Angeles pagaram 35 dólares cada um para ouvirem reverentemente o apóstolo João (dos tempos bíblicos, supostamente) falar a eles através do médium Jerry Bowman.
Não vai nos custar 35 dólares para saber o que o verdadeiro apóstolo João disse sobre a Nova Era. No Novo Testamento ele nos indicou a segunda vinda de Jesus como nossa esperança para o futuro e não a transformação mágica da Terra aqui e agora.
Um outro conflito entre os ensinos da Nova Era e a fé cristã envolve a reencarnação, a crença de que as almas são recicladas neste mundo de uma vida para a próxima. Segundo a Bíblia, vivemos apenas uma vez neste mundo: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo..." (Hebreus 9:27) Portanto morremos apenas uma vez antes de sermos julgados.
A reencarnação da Nova Era tem as suas raízes nos credos hindu e budista, modificada em função dos americanos, que querem se sentir bem sobre si mesmos. A propósito, você já pensou por que as pessoas que crêem na reencarnação, parecem sempre pensar que foram alguém importante em eras passadas? Talvez um cavaleiro do rei Artur... Você raramente ouve alguém declarar:
– Em minha vida passada eu transportava esterco.
A escritora da Nova Era, Corrine McLaughlin, escrevendo para a publicação New Realities, reconheceu o problema: "Uma boa explicação para a popularidade dos médiuns agora, é que eles dizem às pessoas tudo o que os seus egos sempre quiseram ouvir: 'você pode ter tudo o que quiser, você merece, você é perfeito assim como é, portanto, não precisa se esforçar para ser uma pessoa melhor' ".
Você quer ser bajulado pela falsidade ou você quer saber a verdade sobre si mesmo? A própria McLaughlin disse assim:
– O modo mais certo de se evitar obter informação falsa, de ser enganado ou controlado por algum médium, é simplesmente não consultá-los.
Não existem muitas publicações da Nova Era com as quais eu esteja de acordo, mas eu concordo com essa.
Uma prova forte dos atraentes enganos envolvidos na reencarnação aconteceu com a própria Shirley MacLaine. Ela foi se consultar com um médium na tentativa de superar uma crise pessoal. Determinada a ser objetiva, ela estava de certo modo cética com relação a toda Nova Era. Durante o transe, de repente a entidade que era canalizada revelou o caso secreto que MacLaine estava tendo com um homem chamado Gerry. E mais, até citou as palavras que o casal tinha trocado particularmente.
MacLaine ficou aturdida. Compelida com a revelação, ela depositou sua fé nas entidades mediúnicas. Sua crença se fortaleceu quando outro espírito explicou porquê ela e Gerry sentiam tanta atração um pelo outro: eles tinham sido casados numa vida anterior, portanto pertenciam um ao outro naturalmente.
"Pertenciam um ao outro"... era justamente isso que uma consciência perturbada iria querer ouvir. MacLaine estava fisgada. Ela tornou-se uma integrante entusiasta da Nova Era e está agora no movimento como um destacado apóstolo.
A atual explosão de interesse na América pelo espiritismo vem de uma minissérie na televisão baseada nas aventuras de MacLaine na Nova Era. E as livrarias B. Dalton informaram que as vendas dos livros sobre as entidades e o oculto quase duplicaram durante a semana em 1987 quando a minissérie de MacLaine foi ao ar.
Tragicamente, até cristãos estão sendo agarrados pela empolgação da Nova Era. Eles não notam o absoluto conflito entre aquilo que os da Nova Era crêem e o que as Escrituras ensinam. Ken Wade resume as diferenças em seu livro. Ele escreve: "A Nova Era é uma mudança do conceito cristão de um Deus pessoal e amoroso para a crença de que os seres humanos são seu próprio deus. É uma mudança da crença na morte, no julgamento e ressurreição para a crença da reencarnação; da crença no Céu e inferno para a crença de que criamos nosso próprio Céu ou inferno aqui mesmo na Terra; da crença na graça de Deus para os pecadores para a crença de que cada indivíduo deve pagar os seus próprios erros em repetidas vidas de sofrimento; da crença que existe um Deus controlando o nosso destino para a crença de que devemos, através da evolução planejada, aperfeiçoar nosso próprio grupo."
Vamos examinar mais fundo a vasta diferença, entre os ensinamentos da Nova Era e o cristianismo: John Randolph, da Nova Era, fez uma incrível predição em seu livro "Os Super-seres": "quando o homem perceber sua identidade de deus, uma raça de deuses reinará no universo".
Imagine a blasfêmia: a raça humana sendo uma raça de deuses! Isto é apenas o eco da primeira grande mentira do diabo canalizada através da serpente: "Então a serpente disse à mulher: certamente não morrereis... E sereis como Deus..." (Génesis 3:4-5)
Ao fazer seres humanos como Deus, os adeptos a Nova Era rebaixam Jesus ao nosso nível. Um dos livros populares da Nova Era afirma: "o Filho de Deus não é Jesus, mas sim nossa consciência combinada com Cristo." Isto se deriva do hinduísmo básico.
Os da Nova Era podem falar muito sobre Jesus, mas não é o Jesus que encontramos na Bíblia, o único Senhor da criação e único Salvador da humanidade. A Nova Era oferece uma falsificação de Jesus. A profetisa Elizabeth Clare, em seu livro "Os Anos Perdidos de Jesus", diz que Jesus entre os 12 e 30 anos, viajou até a Índia e estudou com swamis hindus. Alguns da Nova Era acusam o cristianismo de suprimir provas sobre o aprendizado místico de Cristo no Oriente. Eles se imaginam fazendo um favor ao mundo ao revelar o verdadeiro caráter de Jesus e seus ensinamentos.
Eu prefiro crer no que a Bíblia nos diz sobre Jesus, e você? A Bíblia diz que somente através de Jesus podemos ir até Deus. Ele é o único caminho, a única verdade e a vida. Isto é tão essencial para a nossa fé que Deus estabeleceu um encontro especial semana após semana para nós adorarmos Jesus Cristo como Senhor: "porque o filho do homem até do sábado é senhor." (Mateus 12:8)
Portanto o sábado é o dia que nos faz lembrar que Jesus Cristo é o Senhor. Semana após semana, no sétimo dia, Ele nos convida para nosso culto, nossa expressão de fé nEle, como nosso Criador e Redentor. As raízes da adoração no sábado vem de muito antes do tempo de Moisés, vem desde o princípio.
Na noite de sexta da semana da criação, o Senhor convidou Adão e Eva para participarem da celebração sabatina da Sua obra. O sétimo dia, o sábado, nos convida a comemorar a obra de Deus por nós como nosso Criador.
Há outra razão para adorarmos a Deus, outra razão para santificarmos o sétimo dia. Lembra do Calvário? É final de tarde de sexta, quase hora de saudar o sábado. Jesus, pendurado na cruz, relembra tudo o que fez por nossa salvação. Aí em Seus últimos suspiros Ele proclama:
– Está consumado.
Em outras palavras estava dizendo:
– Missão cumprida; humanidade redimida.
Nosso Senhor repousou no dia do sábado em honra a Sua obra terminada, assim como Ele fez após a criação. Só que desta vez ele descansou no túmulo.
Após o repouso do sábado, Cristo ressuscitou e ascendeu ao trono no Céu. Ora, a idéia de adorar no sábado, o sétimo dia do quarto mandamento, pode ser nova a você ou você pode ter ouvido que a guarda do sábado é legalista. Nada poderia estar mais próximo da verdade porque afinal, a palavra sábado em si quer dizer descanso, isso é o oposto de trabalho. Cada semana o sábado nos aponta para longe de nosso trabalho para repousarmos na obra de Deus.
Esse é o Evangelho puro e simples. Todas as semanas o sábado nos chama para honrar aqueles dois fatos da vida: criação e salvação. O sábado é parecido com uma bandeira. A bandeira de uma nação não tem valor por si só; ela só é especial pelo que representa. Do mesmo modo o sábado em si não tem nenhum valor, exceto porque representa as maiores coisas que Deus fez por nós, os motivos de nós o adorarmos. Se o sábado tivesse sido fielmente lembrado por todos, não haveria coisas como a heresia da Nova Era.
Mentes sinceras estão perguntando: devemos confiar na Bíblia como verdade? Será que os cristãos sinceros tem se confundido ao ponto de seguir crenças não-bíblicas? Talvez você queira investigar esta questão do repouso no sábado.
Quero lhe contar a emocionante história de Will Baron. Will foi criado num lar cristão, mas suas pesquisas de "um significado mais profundo da vida" o jogaram no calabouço da Nova Era. Will foi fisgado quando lia um livro da Nova Era sobre stress. Fascinando, ele quis saber mais. Assim foi visitar uma feira de médiuns, onde ficou conhecendo um médium.
Intrigado, ele decidiu pesquisar mais a fundo o oculto, indo assistir "o caminho iluminado" no Centro Metafísico em Los Angeles. Lá, uma mulher disse em transe, o nome completo de um dos amigos de Will. Ora, Will jamais conhecera a mulher e ela nunca tinha ouvido falar desse amigo dele. "Quem, se não Deus poderia comunicar uma informação tão íntima?" – Will pensou.
Totalmente convencido sobre a Nova Era, Will passou a dedicar-se ao mundo sombrio da psicologia mística, da reencarnação e de outros conceitos do oculto. A certa altura ele chegou a falar em línguas ao estilo pentecostal. Um dia enquanto meditava, experimentou a incrível visita de um famoso espírito guia hindu, Djwhal Dhul. Esse ser majestoso parecia-se com o Jesus pintado pelos artistas.
Este guia anunciou que Will tinha sido escolhido para ser um discípulo especial, um sacerdote em treinamento. Dia a dia Will recebia instruções específicas de seu espírito mestre particular e obedecia imediatamente. Ele chegou a deixar seu emprego de engenheiro e mudou-se para o exterior, para a comunidade Findhorn na Escócia, um importante centro da Nova Era.
Após seis meses lá, o espírito ordenou que Will voltasse para a América. Também disse a ele onde morar e até que carro comprar, citando o modelo específico. Aí, esse espírito ordenou que Will tomasse emprestado grandes somas em dinheiro para donativos ao Novo Centro da Nova Era.
Perto da falência e emocionalmente abatido, Will era um escravo do seu guia da Nova Era. Então o diabo se excedeu em ganância. O médium chefe do centro em que Will assistia recebeu ordens para transformar seu grupo em uma igreja "cristã" da Nova Era. Todos tiveram que começar a ler a Bíblia a fim de enfrentar os cristãos em seu próprio terreno e "convertê-los" para a crença da Nova Era.
Will recebeu ordens especiais dos espíritos para inflitrar-se nas igrejas cristãs em Los Angeles. A estratégia do diabo falhou. Ao ler a Bíblia, Will encontrou o verdadeiro Jesus. O Senhor da criação e da salvação. O Senhor do sábado.
Feliz em sua nova fé, Will foi batizado, e agora tem uma vida totalmente nova de paz com Deus e a certeza da vida eterna em Cristo. Graças a Deus pelo que Ele fez na vida de Will.
E quanto a você? Já encontrou o verdadeiro Jesus? Você pode aceitá-Lo como seu Salvador e Senhor agora mesmo.

A IGREJA E ASTROLOGIA

Acredita no horóscopo? Crê se pode confiar nas predições dos astrólogos? Há fundamento religioso na astrologia?

Na palestra de hoje que tem por título: A IGREJA E A ASTROLOGIA, iremos esclarecer alguns aspectos deste assunto.

Existem pessoas que não saem de casa sem antes ler o horóscopo. Outras relacionam o comportamento humano pelo signo. Dizendo que pessoas do mesmo signo agem de maneira igual, tem os mesmos gostos e quase que as mesmas atitudes.

A prática da astrologia é muito antiga. Ela se desenvolveu na Mesopotâmia, ao tempo de Babilônia e daí passou ao Egito, à Grécia e Roma. Foi, no começo, um misto de religião e ciência.

No Império Romano os astrólogos estudavam o Sol, a Lua e os cinco planetas visíveis e procuravam, por encantamentos, obter ajuda dos deuses que criam habitar esses astros.

Na imaginação dos astrólogos esses mesmos deuses poderiam ajudá-los a descobrir o futuro

Como vemos, a astrologia originou-se entre os pagãos da antiguidade, que adoravam os astros. Ela não tem base nos ensinos bíblicos. Mas, a astrologia tem afinal de contas, fundamento científico?

Existem muitas pessoas que se dedicam à astrologia. Todo final de ano são chamados muitos mestres da astrologia com seus vários seguimentos como o tarô, búzios, cartas, para preverem o que acontecerá no ano que virá.

Muitos predizem mortes de pessoas importantes, doenças e tragédias. As pessoas que acreditam nestas predições, muitas vezes se desesperam a ponto de perder a paz de espírito , tornando-se assim debilitadas física e emocionalmente.

De cada 100 dessas predições, apenas 5 acontecem. Isto prova que a astrologia não tem base científica.

Em outubro de 1986, 192 cientistas de diferentes países, publicaram o seguinte: “Nós, abaixo assinados - astrônomos, astrofísicos e cientistas em outros campos - desejamos advertir o público contra a aceitação sem exame das predições e conselhos dados por astrólogos, em particular e publicamente. Os que desejam crer na astrologia devem compreender que não há base científica para os seus ensinos.” Vibrant Life, Set/Out. 86, pág 25.

Queridos ouvintes: só Deus conhece o futuro.
Em Isaías 46:9 e10, Deus diz: “eu sou Deus e não há outro semelhante a mim. Eu anúncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam. O meu conselho permanecerá de pé e farei toda a minha vontade.”

O nosso destino depende de nosso relacionamento com Deus e não da astrologia.

Depende de usarmos o nosso livre arbítrio escolhendo agradar ao Pai celeste, ou deixar de fazê-lo. Isto influência a nossa vida e determina o nosso futuro, e não a posição dos astros na hora do nosso nascimento.

O profeta Isaías, inspirado por Deus, predizendo a queda de Babilônia, como que ironiza os astrólogos que nela havia, dizendo: “Levantem-se agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas.” Isaías 47:13,14.

A história conta que não puderam fazer nada, enquanto Deus anunciava a destruição. Foram completamente inúteis, como o restolho queimado pelo fogo.
Deus falou através do profeta Jeremias: “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus; porque com eles os gentios (pagãos) se atemorizam, porque os costumes dos povos são vaidade.” Jeremias 10: 2, 3.

Os sinais dos céus eram eclipses, o aparecimento de cometas, as conjunções, ou alinhamentos de corpos celestes.

Essas coisas eram interpretadas frequentemente como indicação de boa sorte para a nação, ou para indivíduos. Mas o povo de Deus não devia crer nelas.

Este mesmo conselho é dado hoje por Deus para os Seus filhos. Não devemos crer nas especulações da astrologia. Nossa fé deve estar firmada em Deus. Deus, somente Deus conhece nosso futuro.

E se confiarmos em Deus, e se colocarmos nossa vida em Suas mãos o nosso futuro estará garantido.

A Bíblia, a Palavra de Deus nos diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes a nós O entregou, porventura não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas? Romanos 8:31 e 32.

Nossa garantia de felicidade futura está em aceitarmos o sacrifício de Jesus no Calvário. O amor de Deus é tão grande por nós que Ele não poupou o Seu único Filho para nos resgatar desta vida atribulada, cheia de aflições, dificuldades financeiras, dor pela perda de um parente querido.

Nós, seres humanos, somos curiosos para descobrir o que está à nossa frente. Mas o próprio Deus nos advertiu contra esta curiosidade que temos.

Se jogarmos nossas preocupações aos pés de Jesus, nós não teremos medo do futuro, e sim este mesmo futuro que nos parece muitas vezes negro, nos parecerá então um caminho de luz, porque teremos plena confiança de que Deus quer o melhor para os Seus Filhos.

Deixe Deus guiar a sua vida. Não impeça que um Pai de amor o acolha em Seus braços amorosos.

01/02/2009

AS ARMAS DO CRISTÃO

INTRODUÇÃO
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Efésios 6:13-17
A ARMADURA
O cinturão da verdade é a sustentação da armadura. Jesus é verdade. O compromisso com Ele e com a sua Palavra é o que sustenta a armadura. Esse compromisso com a Verdade não é apenas uma espécie de assentimento, de concordância intelectual. Cingir-se da verdade é viver a vida tendo a verdade como norteadora de suas atitudes. A Verdade precisa invadir seus negócios, seus estudos, sua família, suas amizades, seu casamento e onde mais você estiver. Esse é o ponto de partida das batalhas.

A couraça da justiça é forma de nos protegermos no nosso relacionamento com Deus. Para a vestir, necessitamos de retirar a nossa própria couraça “a justiça própria”, as nossa boas obras feitas para agradar a Deus e d`Ele receber favores. A nossa couraça não nos pode proteger, mas a couraça da justiça de Deus sim! Quando pela fé compreendemos que afinal estamos tão longe de Deus, compreendemos também a nossa impossibilidade de controlar a nossa vida e decidimos confiar em Jesus, aceitamos que Ele nos apresente ao Pai “porque sem mim nada poder fazer” (João 15:6).

Com o poder do Pai e a graça de Jesus, podemos enfrentar qualquer batalha, seja ela contra os nossos próprios hábitos, vícios, fraquezas ou contra o nosso inimigo comum; Satanás.
As sandálias do evangelho da paz. As sandálias do soldado romano eram de couro. Na armadura de Deus as sandálias são de paz. O evangelho da paz são as boas notícias de que Deus, através de Jesus, reconciliou o mundo consigo mesmo. Assim podemos ter paz com Ele e paz com os nossos irmãos e companheiros de batalha. Não podemos sair para a batalha descalços, a olhar para o chão. Apressamo-nos a calçar as sandálias do evangelho da paz. Primeiro, paz com Deus. Depois, paz com a criação de Deus. Então, de cabeça erguida, poderemos enfrentar o combate.
Nenhum soldado romano iria para a guerra sem o seu escudo. Nenhum cristão deve encarar a luta espiritual sem o seu escudo da fé. Usar o escudo da fé não é ser ingénuo. A fé bíblica não é irracional, mas está apoiada no carácter e nas promessas de Deus; Não é ser auto-confiante. A autoconfiança não suporta a dureza da batalha. Também não se parece com auto-suficiência, (reinado do EU). Precisamos usar o escudo da fé e cultivar a confiança prática, no carácter do Deus Criador do Universo. Ele nos protegerá contra as flechas incendiárias que o inimigo lança sobre nós sempre que uma dificuldade aparece.

O capacete da salvação é feito da esperança que há em Cristo Jesus. O seu principal componente é a convicção na suficiência da cruz para nos levar de volta ao Pai. Quando olhamos para cruz, a nossa mente fica protegida das ciladas astutas do inimigo. Quando olhamos para a cruz, somos protegidos do egoísmo; quando olhamos para a cruz, a avareza não faz sentido. Quando a cruz de Cristo se clara na nossa vida, discernimos por onde o inimigo nos pode atacar. Ele normalmente procura atingir a nossa mente, e para tanto necessita de entrar por uma porta. Estas são os sentidos; a visão, o paladar, o ouvir, o tacto e o olfacto. Por uma destas portas ele entra na mente ou seja no lóbulo frontal, onde se situam as percepções, a sensibilidade, a inteligência, a vigilância. Satanás para entrar procura enfraquecer ou tornar insensíveis e assim desprotegidos podemos ser derrotados, quase sem nos darmos conta. O capacete da Salvação, podemos ir para as batalhas com a certeza de que resistiremos aos ataques do inimigo no dia mau, venceremos tudo e permaneceremos inabaláveis.

A Espada do Espírito
Chegamos a ultima peça da armadura. Agora, completamos a armadura, que Deus nos deu para enfrentarmos a luta espiritual, na qual todos estamos envolvidos: A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Quando o apóstolo Paulo escreveu esta carta aos cristãos da cidade de Éfeso e falou sobre a armadura de Deus, ele tinha em mente os mais modernos equipamentos de guerra que um soldado poderia ter. Por isso, não poderia faltar a melhor espada que existe, a Palavra de Deus.
A armadura de Deus não foi dada para atacar o inimigo, mas para nos defendermos dele. Paulo afirma que a armadura é para que possamos resistir no dia mau. Cada peça é usada para defesa. A espada do espírito também deve ser usada como arma de defesa contra as estratégias de destruição engendradas por principados e potestades.

Infelizmente, muitas pessoas não usam a espada do Espírito de acordo com a estratégia de Deus, mas por conta própria; usam não para se proteger, mas para atacar inimigos pessoais. Com a espada do Espírito pessoas são controladas, dominadas e humilhadas, culturas inteiras são aniquiladas, acusações mútuas são feitas e igrejas são despedaçadas. Por incrível que pareça, a espada do Espírito tem sido usada em disputas internas para ferir companheiros de batalha. Quem usa a palavra com esse propósito, esquece-se de quem é o verdadeiro inimigo.

Os soldados romanos destacavam-se pela sua habilidade em combater. Normalmente passavam quatro difíceis meses de treino. Devia aprender com maestria dominar o escudo, a manusear a sua espada. Eles treinavam-se com escudos que pesavam o dobro do escudo da batalha e com pesadas espadas de madeira que faziam com que as armas de guerra parecessem muito leves. Depois de treinado, o soldado recebia a sua espada.

Mas o legionário romano não recebia a espada de presente. Na verdade, do seu solário ele pagava a roupa que vestia, a tenda em que morava e pelas as armas. Percénio, líder de um motim contra o imperador Tibério no ano 14 d.C, relatou que além disso o soldado ainda tinha que “untar as mãos” aos superiores para se livrarem de outros encargos muito pesados.

Na armadura de Deus, a espada não é propriedade do soldado; ela pertence ao Espírito de Deus e é usada como Ele quer. O profeta Isaías escreve o seguinte:
“Assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” Isaías 55:11

Esse entendimento é muito importante. Quando somos confrontados com a Palavra de Deus, não devemos usá-la como cremos, adaptá-la aos nossos interesses. A espada do Espírito será a nossa protecção na luta espiritual, se permitirmos que ela cumpra os propósitos de Deus na nossa vida. Deixe que ela fale ao seu coração.

A palavra nos é entregue graciosamente pela inspiração do Espírito Santo de Deus e o próprio Jesus afirmou que é o Espírito quem nos ensina e nos faz lembrar a palavra em meio das batalhas.

Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. João 14:26
Não há simulação, não há trocas, não há favores. Não há vida cristã sem a intervenção do Espírito de Deus no seu e no meu dia-a-dia através da Palavra. Podemos receber a espada do Espírito para nossa protecção e essa protecção se torna real quando o Espírito de Deus tem liberdade para nos ensinar a Palavra e quando estamos atentos para ouvir a Sua voz no meio da batalha.
Protegidos contra o quê?

Não é demais lembrar novamente o epicentro da batalha espiritual em que estamos envolvidos.
Principados e potestades têm trabalhado arduamente por milénios para que o Senhor não receba a glória e o reconhecimento que lhe são devidos. Por isso, a actuação dessas forças espirituais rebeldes é voltada para desacreditar e enxovalhar o carácter de Deus diante da sua criação.
Foi assim no Éden. A serpente plantou no coração do primeiro casal a dúvida a respeito da bondade de Deus e do interesse Dele pelo bem-estar da sua criação. Com um breve argumento, Lúcifer introduziu no coração deles a dúvida que os induziram a tomar uma decisão (entrou por quantas portas o ser humano tem) e conseguiu que o ser humano criado à semelhança do Seu Criador, nada lhes, faltava, a não ser, a prova da fidelidade, para serem seres acabados. Num ataque tão subtil: voltaram as costas para Deus.

A acção da serpente foi rápida e certeira. O seu objectivo era claro: não permitir que o primeiro casal aprendesse a conhecer plenamente o carácter de Deus.

Principados e potestades sabem que quando o ser humano conhece o carácter do Deus eterno (o seu poder, a sua bondade, o seu amor, a sua justiça e a sua misericórdia), e quando os nossos pecados e limitações são revelados diante de nós, a atitude é mesma para todos: prostrar-se diante do Senhor com temor e o coração cheio de gratidão.

Na armadura de Deus, a espada do Espírito protege-nos no meio da luta espiritual porque ela testemunha sobre a natureza de Deus. É pelas Escrituras que conhecemos o carácter de Deus. Quando lemos as histórias de homens e mulheres comuns e a maneira como eles viveram as suas caminhadas de fé em direcção ao coração de Deus, podemos aprender sobre quem é o Deus a quem adoramos.

As histórias de Abraão, Isaque, Jacob, José, Moisés, Josué, David, Ester, Jeremias, Isaías, Rute, Noé, Oséias, Raabe, Daniel, João Baptista, Pedro, Paulo, Lídia, Onésimo, Lucas e tantos outros não são apenas belas histórias, elas forma registadas para que nós possamos compreender melhor quem é o Deus a quem adoramos.

Jesus apresenta isso em forma de um conselho firme e sábio:
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; João 5:39
O conhecimento crescente de Deus nos torna mais íntimos d´Ele e isso faz nascer em nós a confiança que nos leva a amá-l`O e nos deixa protegidos contra os falsos argumentos do inimigo.
Na armadura de Deus, a espada protege-nos na luta espiritual, porque ela revela quem realmente somos. Essa é outra área em que todos enfrentamos grandes lutas.

A negação de quem somos nos coloca numa armadilha terrível, por que o ponto de partida para as transformações que Deus quer operar em nós é a nossa realidade. Deus quer nos transformar à imagem do seu Filho Jesus Cristo, mas esse processo começa com a admissão dos nossos pecados e limitações.

O Salmista diz: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno." Salmos 139:22-24

Mas é o escritor de Hebreus que esclarece como isso acontece: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."Hebreus 4:12

A espada do Espírito e o instrumento que Deus usa para nos livrar da ignorância de nós mesmos. É interessante que o escritor da carta aos Hebreu fez questão de ressaltar que a Palavra de Deus se parece com uma espada de dois gumes.

O gume é a parte cortante da espada. A maioria das facas que são usadas em casa tem apenas um gume. Mas a Palavra de Deus é tão poderosa para discernir a alma humana, tão simples e clara na apresentação de quem somos, que a sua eficácia é comparada a uma espada de dois gumes.

Hoje fala-se muito da saúde emocional. E não é por menos! Vivemos dias em que multidões estão presas em si mesmas. Escravos do medo, angústia, da ira, da falta de perdão, do orgulho, da ansiedade, das preocupações com o futuro e de tantos outras cadeias.

Milhões estão acorrentados à busca da perfeição pelo esforço próprio, da aceitação pelos méritos pessoais e de um modo de ver a vida que parece uma conta bancária como débitos e créditos de acordo com a boa acção de cada um.

Só a espada do Espírito pode libertar. Porque ela revela de forma confrontadora quem eu sou, mas apresenta-me a graça de Deus, que me acolhe como eu estou. Assim, a espada do Espírito protege-me de mim mesmo e guarda-me sob o amor e graça de Deus.

Como usar?
A bíblia não nos deixa sem instrução sobre como usar a espada do Espírito. O exemplo mais completo talvez seja com o próprio Jesus, quando foi tentado no deserto.
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome. Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Então o Diabo o levou ã cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram.” Mateus 4:1-11

Mergulhado na Palavra. Perceba que a luta travada por Jesus não teve efeitos pirotécnicos nem foi transformada num espectáculo circense para toda a cidade. Jesus estava só e fragilizado no deserto. O bom soldado está sempre atento, mas quando estamos sós e nos sentido fracos, envolvidos nos nossos pensamentos, a atenção precisa ser redobrada e a espada do Espírito precisa estar desembainhada.

Jesus foi tentado quanto à sua confiança no suprimento de Deus. Foi provocado ao nível da confiança quanto ao amor e ao reconhecimento do Pai e por fim foi tentado a assumir o controlo da própria vida e virar as costas ao Pai em troca de poder.

A cada tentativa do inimigo de abalar a confiança de Jesus em Deus, ele respondia sacando a espada do Espírito, a Palavra de Deus. O Senhor Jesus tinha a sua mente mergulhada na palavra de Deus. Por isso, ele pode identificar cada tentação e responder à altura do argumento de Satanás.

Para usarmos com eficácia a espada do Espírito nossa mente precisa está cheia da Palavra. Nossa maneira de ver o mundo precisa está influenciada pela Palavra ao ponto de nos tornarmos aptos para discernir as ciladas do inimigo.

Confiante na Palavra. O Senhor não respondeu aos argumentos de Satanás com argumentos humanos. A frase era a mesma: “está escrito”. Os argumentos podem ser lógicos e agradáveis aos ouvidos, podem até parecer sensatos, mas... “está escrito” é outra coisa.

Jesus não fugiu ao confronto, pelo contrário, Ele foi conduzido pelo Espírito para esse momento. Mas, os argumentos sagazes do inimigo esfumava-se frente ao simples está escrito de Jesus. Mas isso revela o quanto Jesus amava e se submetia à Palavra de Deus.

A espada do Espírito precisa ser usada com submissão e obediência a Deus. “Está escrito”, disse Jesus. Quando a qualidade da própria espada é questionada, quando a sua eficácia passa a ser motivo de dúvida, ela deixa de ser útil para a luta espiritual.

CONCLUSÃO
Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo ensina que todos devemos manejar bem a espada do Espírito.
"Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." 2 Timóteo 2:15
Jesus conhecia o poder da Palavra de Deus. Ele o havia experimentado em sua própria vida. Por isso, ao orar pelos seus discípulos, Ele pediu ao Pai: "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade." João 17:17

Se a espada do espírito for abandonada, você vai sofrer duros golpes durante a batalha; Por isso não largue a sua espada por nada. Ela é a sua protecção.
Se a espada do espírito estiver enferrujada e cheia de poeira em cima da estante da sala, será derrotado, ou no mínimo, não a saberá usar conveniente; Por isso não perca tempo, pegue a espada, tire a poeira, limpe a ferrugem e comece a praticar.

Nenhum soldado pode contar exclusivamente com a espada do outro no calor da batalha. A Palavra precisa ser aplicada por si e para a sua vida. É bom conhecer a experiência dos outros, mas nada substitui a nossa própria experiência na luta espiritual.
“ Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; empunhando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Efésios 6:13-17